2.10.11

Chef Heston Blumenthal em Londres: meu almoço no Dinner




Expectativas sempre são perigosas. Quanto mais esperamos, maior pode ser o tombo.
Não que meu almoço no novo Dinner, do überchef Heston Blumenthal, tenha sido um tombo. Longe disso, a comida estava bem gostosa, exceto uma sobremesa que me esforço até agora para deletar da memória. Mas eu, que acompanhei de longe, lendo blogs e reportagens, o desenvolvimento do ambicioso projeto, acabei me decepcionando com o jeitão super normal do lugar. Tem cara de restaurante chique de hotel, simplesmente. Eu esperava um pouco mais do que havia sido descrito no press release:
“Inspired by Heston Blumenthal’s novel approach to gastronomy and 16th Century historical British style references, Tihany Design conceived the restaurant interior as a subtle, elegant portrait; contemporary and innovative, yet with respect and an understanding for tradition.  Rich natural materials such as wood, leather and iron – historical elements at the root of British style – are utilized in modern ways. The main dining room features floor to ceiling glass walls, which provide diners with a glimpse of the kitchen and more significantly, a unique large scale pulley system. This contemporary stainless steel pulley is modeled after an original 16th century pulley system designed for the British Royal Court’s kitchens. Custom designed by Tihany, the gears and crank resemble the craftsmanship of an oversized watch, mechanically rotating a spit in an open-fire rotisserie. Ivory painted walls add warmth, along with custom-made white porcelain wall sconces in the shape of antique cake molds. Chocolate brown leather and smoky grey velvet textured seating contrasts with plush saffron colored pillows, enveloping guests within.”
O foco do décor, conforme o que se lê acima, era para ser um sistema de engrenagens mecânicas, como o motor de um relógio em tamanho monumental, que deveria fazer girar os espetos de uma grelha com ar histórico. Isso tudo para transmitir a idéia de viagem à Inglaterra antiga, da passagem do tempo. Só que o tal mecanismo não tinha nada de histórico, parecia apenas um relógio de Itu. E a grelha ficava bem escondida.



Se eu não soubesse de toda a história por trás, jamais teria notado as alusões visuais ao tema de cozinha histórica. Sutis demais! Querem um exemplo? As luminárias (vejam na foto acima) são réplicas de antigas fôrmas de pudim. Acham que muita gente nota?



E tem mais: se Heston dizia aos quatro ventos que aquilo era para ser uma brasserie, eu garanto que de brasserie não tem absolutamente nada além das carnes em porções fartas. Nem os preços baixos, nem a informalidade, nem os salsichões com cerveja, nem os copos grosseiros. Não, nada disso…. o Dinner é coisa para bico fino. Os sommeliers, por exemplo, liderados pelo português João Pires (ex-Gordon Ramsay at Royal Hospital Road), vestem-se na maior elegância. Porcelana fina, taças de cristal…. e por aí vai.



Se vi pouca graça no décor, deslumbrei-me com os imensos janelões dando para o parque, esses sim, uma beleza:




Mas vamos ao que interessa: a comida.
Minha irmã ficou chocada quanto apontei a ela o chef do Dinner, o Ashley Palmer-Watts.
“Hãn?! Como assim, o Heston não é o chef?!”

Tsc, tsc…. que tolinha…. Lógico que não, né? Heston hoje em dia virou o Mario Batali inglês, além de comandar seu famoso The Fat Duck (cotado no. 5 no mundo segundo o ranking dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo) faz n programas de televisão e anúncios e escreve livros.

Voltando ao Dinner: o chef Palmer-Watts veio me cumprimentar e falou:
“Nem precisa pedir a meat fruit, quero mandar uma de cortesia”.
Explicando: meat fruit, ou fruta-carne, é uma entrada trompe l’oeil que parece uma tangerina mas obviamente não é. Inspira-se na era Tudor, quando aristocratas ingleses (ou melhor dizendo, seus empregados) esculpiam patês de carne em forma de frutas, depois pintavam com corantes comestíveis e serviam em travessas, como se fosse um arranjo de frutas.




A tal “meat fruit” virou estrela-mór do restaurante, sai em toda matéria de toda revista que fala dele.



A tal ponto que eu, sem nunca ter posto um pedaço na boca, de tanto ler a respeito já tinha enjoado.
Mas aí, ela chegou, a “tangerina” linda e lustrosa e perfeita, a película gelatinosa escondendo o interior de sedosa e pastosa mistura de foie gras e fígado de galinha. Eu, boa irmã que sou, não estraguei a surpresa, não contei o que tinha dentro.




“Noooossa, melhor patê da minha vida! Dá pra pedir mais pão?”
rárárá…..
E assim seguimos.
Minha irmã pediu um “Rice and Flesh (c.1390)”.
“Ué, mas já existia risoto na Inglaterra nas priscas eras? Não sabia… Mas tá excelente”, disse.
Provei e comprovei: ótimo risoto ao açafrão, perfeitamente al dente, os pistilos, abundantes, à mostra!



Minha entrada, que tinha o esdrúxulo nome de Salamagundy (receita de 1720, informava o menu), mesclava chicken oysters (um pedacinho da galinha que tem o formato de uma ostra, daí o nome) e tutano de boi. A-do-ro tudo com tutano, mas neste caso o gosto do ingrediente perdeu-se na confusão das folhas que vinham por cima e do forte creme de raiz forte….




Melhor sorte tive com o prato principal, curto e simples: bisteca de porco, repolho. O que deu o tchans foi o molho, ultra concentrado, que parecia feito de sucos de uma assadeira:




Pedimos duas sobremesas, uma boa, outra péssima. Melhor falar da boa: era um tal de Tipsy Cake (Bolo Embriagado, receita de 1810) assado em panelinha de ferro e com gosto de brioche doce. Por cima, era meloso, super doce. Ao lado, trouxeram uns pedaços de abacaxi assado no tal braseiro “histórico” (quem diria, abacaxi na Inglaterra, já em 1810?!).

Estava bem bom.




Lembrem-se da dica: pedir o “Brown Bread Ice Cream (c.1830) with Salted Butter and Caramel Malted Yeast Syrup” é rou-ba-da. O meu tinha gosto de massa de pão crua.



E assim foi meu almoço no restaurante mais falado,  mais badalado, mais concorrido, mais ansiosamente esperado dos últimos tempos.

Gostoso, mas longe de extraordinário.

Dinner by Heston Blumenthal: hotel Mandarin Oriental, 66 Knightsbridge, tel. +44(0)20 7201 3833

E mais: minha matéria em inglês na En Route sobre chefs famosos recriando pratos históricos.




Chef Paulo Barros sai do Due Cuochi, abre Girarrosto em novembro



Eita. Bem que eu estava achando que era restaurante italiano demais para um garoto só..... O chef Paulo Barroso de Barros revelou na sexta-feira à noite que saiu da sociedade do Due Cuochi, o restaurante no Itaim que o fez famoso....

Descobri pelo Twitter do Dina, o pai dele, a notícia (saiu ontem no Paladar também...)

Ida Maria Frank (com o respaldo de investidores que incluem os donos do America), que era sua sócia, fica com o restaurante, e também com a filial no Shopping Cidade Jardim. Mas perde, além do sócio, o chef Ivo Lopes, que cuidava da cozinha no Cidade Jardim.

Paulinho irá focar em seu novo Italy, na Oscar Freire, e no ainda mais novo Girarrosto, que deve abrir em novembro. E em filiais do Italy, pelo que indica o tweet do Dina (err... aspirações Batalianas, será?)

Como eu já contei aqui no Boa Vida há algum tempo, o Italy, que Paulinho toca com seu sócio Paulo Kress -  tem quatro andares e é uma "trattoria" das mais gigantes.

No "garden" (na cobertura) há mais mesas, ao ar-livre.


No menu, muitas massas: secas de grano duro, recheadas ou frescas e feitas com gemas de galinhas caipiras. O Luiz Antônio de Barros, vulgo Dina, foi dono do extinto Roma Jardins, e  seu antigo menu serviu de inspiração para alguns dos antepastos.  Aqui abaixo, detalhe da matéria que escrevi sobre pai e filho na GQ de agosto.


Paulo Barros e Luiz Antônio de Barros, na GQ





Carrinho de antepastos do Italy   Foto: Divulgação



Bola dentro: escalaram como chef executivo o florentino Giancarlo Marchegiane (ex-Terraço Itália).

Italy
Rua Oscar Freire, 450, Jardins, tel. 3167-7489

29.9.11

Mocotó, do chef Rodrigo Oliveira: um post sentimental



Com as pauladas que a gente vai levando pelo caminho, vai ficando calejada. Vai entrando pra dentro da concha. Vai guardando histórias.


Houve um tempo em que eu escrevia mais livremente. Levemente.


Já não posso.


Talvez por isso eu tenha evitado contar de minhas últimas idas ao meu tão querido Mocotó. Pra guardar pra mim aqueles momentos, sem misturar trabalho no meio.


Ou talvez eu tenha evitado escrever simplesmente porque detesto chover no molhado. Até os jornalistas gringos, de François Simon do Figaro (o famoso porém preguiçoso e desinformado, que sequer se dá o trabalho de corrigir seu vídeo em que troca Tordesilhas por Mocotó) ao ótimo Carlos Maribona , da Espanha, já desfiaram elogios.

Pra quê repetir aqui o óbvio? Quem é que já não sabe, com tudo o que se escreve dele, que o Mocotó é uma delícia de programa para um sábado ou domingo preguiçoso?



Mas aí soube de um certo almoço recente na casa de um certo Mr. G. - aquele que encorajou o garoto desde o início - e o coração balançou de saudade. Vontade de compartir.

Taí, vou contar: descobri o menino Rodrigo uns anos atrás, não por matéria de revista ou jornal, mas graças ao mr. G. - aquele que ODEIA ser citado neste blog. Ele teve a esperta ideia de lançá-lo nas altas rodas convidando-o a servir aos bacanas num almoço bico-fino uma mocofava, lado a lado com um cassoulet do Laurent. Foi quando o povo que nunca tinha posto os pés na Vila Medeiros resolveu que valia a pena chamar um táxi especial e ir "desbravar": a mocofava ganhou de lavada!

Pois bem: um tempo depois almoçamos juntos, eu, ele, mr G.

Vi o brilho nos olhos daquele gentil cozinheiro, o entusiasmo febril que só alguns têm, a gentileza, a atenção com que ouvia e absorvia tudo, e logo entendi que ele iria longe.

Hoje, leio com grande satisfação os textos dele na Folha, que falam de coisas não-ditas. De tapioca, que tanto brasileiro desconhece, por exemplo. Textos que abrem os olhos dos mal-informados para a beleza escondida na feiúra da grande São Paulo, para os bairros menos badalados.

Ah, que orgulho tenho do fato de Rodrigo nunca ter se rendido aos mil e um convites para mudar o Mocotó para algum bairro de bacana.... não é hora das pessoas verem que a cidade não termina nos Jardins ou no Itaim?

Não me lembro se antes ou depois daquela comilança no Due Cuochi, finalmente fui conhecer o Mocotó.

Justo no dia em que baixou por lá uma espanholada de responsa, inclusive o Joan Roca. Ah, sim, e o Alex Atala. E... um bando de gente bacana. Que tarde incrível! Até hoje sinto pena de ter perdido a foto histórica que tirei de Joan Roca e Alex Atala parando os carros na frente do Mocotó, fazendo pose no asfalto.

Naquele dia descobri, pela primeira vez, aqueles dados de tapioca incríveis, hoje tão copiados.


Eu, cachaceira e pimenteira que só, me senti em casa desde o primeiro minuto. E lá tem cachaça, sim sinhô, e das boa. E pimenta, e farinha, e cozinha nordestina feita com cuidado mas sem frescuras. E tem filas e filas também - disso, já não gosto nada.... :)



Depois daquele dia voltei, lógico. Não com a frequência que gostaria, já que moro meio longe (oi? Montréal!). Num certo almoço, uns meses atrás, fazia um calor pra nordestino nenhum botar defeito, e eu sentia a cachaça evaporando pelos poros, o suor correndo pelo peito. Felizmente, arrumei lugar no quintal dos funcionários, graças ao seu Zé, bem do lado da geladeira das cervejas...

Apesar do bas-fão, mandamos ver. Do festim, o que mais me impressionou foi o "carpaccio" ou "carpacho" de carne de sol curada, um samba de texturas, um frescor tão bem-vindo. Queijo coalho ao invés de parmesão, lógico.


Mas nesta versão mais clássica, quente, com molho,  alho e pimenta biquinho, a mesma carne de sol, tenra e cheia de gosto, era boa que só, também....


Em outra ocasião, convidei Rodrigo para vir cozinhar para os leitores deste Boa Vida no Astor. Um encontro anual que me é muito querido. Ele veio, de bom grado, e serviu o melhor prato dele que já provei.



Era uma paleta de cordeiro recheada com copa (o pescoço do cordeiro), com cuscuz de farinha d'água. Cordeiro assim, no Brasil, nunca tinha comido. Nada neste mundo é à toa: o cordeiro era bom daquele jeito porque vem de um super produtor - uma família, na verdade, que não faz outra coisa senão criar os bichinhos para depois abatê-los. Dedicação total.

E qualquer coisa com farinha d'água, para mim, é covardia - eu adoro. Mas esse cuscuz, que tinha também jerimum e pimenta cambuci, era chose de lóc.

(Esse almoço, aliás, foi histórico. Aqui, o relato completo).

E aí, em abril passado, o chef Felipe Bronze, do restaurante ORO, veio a São Paulo. Um chef que me encanta cada vez mais por sua vontade de fazer direito, de aprender, de andar pra frente. Estávamos em estúdio, fotografando uns pratos dele para a GQ, já era tarde e ele disse:


- Já que vim até São Paulo... tem um lugar que tenho muita vontade de conhecer, quero ir lá hoje...
- Que lugar?
- O Mocotó. Faz tempo que estou pra ir lá.
- Ah, então vambora! Vou pedir pro Rodrigo botar mais água no feijão!

E lá fomos nós. Desses raros luxos que temos nós, os jornalistas falidos porém independentes: poder gastar uma tarde no meio da semana comendo e bebendo na Vila Medeiros.

E como comemos bem, minhanossasenhora! Aquela tapiocona recheada com carne seca e requeijão-do-norte, suculentíssima.... o feijão novinho, fresquinho, com manteiga de garrafa e bacon... de chorar. Felipe estava pasmo, juro.










Só descobriram no final que era meu aniversário. Felipe se espantou. "O quê? Não quis estar com a família? Assoprar velas do bolo entre amigos?".

Que nada... naquele momento, entre um gole e outro de cachaça, papeando com chefs que admiro e vendo a chuva chegar de mansinho, eu era feliz....


Felipe Bronze, à esquerda, seu Zé Almeida, pai de Rodrigo e fundador
do Mocotó, e o filho bom de tempero
E pra quem não conhece, a história do Mocotó, contada por eles próprios:






 
E a seguir, a explicação de como chegar, roubada do blog do querido Riq Freire, o Viaje na Viagem


Mas a minha teoria é que não é apenas a qualidade da cozinha que fez o sucesso do Mocotó. Sem o Google Maps este restaurante continuaria no completo anonimato :-)

Zaki Narchi + Conceição = Mocotó
Zaki Narchi + Conceição = Mocotó

Brincadeirinha: nem é tão difícil de chegar assim. Basta pegar a avenida Zaki Narchi (a primeira avenidona passando a rodoviária do Tietê na avenida Cruzeiro do Sul), passar pela antiga penitenciária do Carandiru (que virou parque; estará à sua esquerda) e seguir as placas para a Av. Conceição.
À esquerda na Reverendo Israel

À esquerda na Reverendo Israel
Uma vez na Conceição, siga toda vida até aparecer uma rua Rev. Israel Vieira Ferreira (a placa grande dirá apenas “Israel”) e então suba até a Av. N. Sra. do Loreto, que aparecerá à sua direita. Pronto, chegou.

Fórum Gastronomika em San Sebastian, Espanha: Peru e Brasil frente a frente de novo


Fiquei feliz com a notícia: pela primeira vez o Brasil será tema de um dos maiores eventos gastronômicos do mundo, o Gastronomika.

Dias 20 a 23 de novembro, em San Sebastian, no País Basco. Mas com um porém: dividiremos os holofotes com dois outros países que os organizadores consideram "potências gastronômicas emergentes". Adivinhem quem?



México e Peru, aquele paisazo do meu coração. :)

Eu amo o Gastronomika, acho o melhor fórum de todos, vivo dizendo aos que me perguntam.

Primeiro, porque San Sebastian é uma delícia de cidade, com uma tonelada de ótimos lugares para comer. Segundo, porque o time de palestrantes sempre dá banho na concorrência. Este ano, além dos "emergentes", teremos alguns dos maiores cozinheiros do mundo. Joan Roca. Quique Dacosta. Magnus Nilsson. Heston Blumenthal. Grant Achatz. Dani García. E aquele que é para mim o maior (e mais poético) sommelier do mundo, o Josep Roca, vulgo Pitu.

Não perco por nada deste mundo.

A única parte chata é entender direito a programação, disponível só em formato PDF. Para ajudar, recortei abaixo o que eu considero mais importante (tem muito mais além disso!), e pus em negrito e em letras maiores os maiores destaques...







15.00 DEBATE - Enrique Olvera e Bruno Oteiza (México)




10.30h Enrique Olvera, Pujol, México

10h45 Josep Roca -
Vidas Paralelas, Os Vinhos e o Fator Humano

11h30 Victor Argingoniz, Etxebarri
Mago da grelha....
11h45 - ENOTURISMO

"Entre sábanas"
Ferran Centelles,
Crítico de hoteles El País; Fernando Gallardo (Sumiller rest. el Bulli)
y Martín Rigal
Cavas Wine Lodge (Mendoza, Argentina)
(Sala de Cámara)


12.15h Bruno Oteiza e Mikel Alonso, México

13h Mistura de Brasil, México e Peru.

Por Dani García (Calima, Marbella), Pepe Rodriguez (El Bohio, Illescas)
e Paco Roncero (La Terraza del Casino, Madri)



15h15 - DEBATE - Gastón Acurio e Alex Atala

18h Marcos Bassi





10 h Maniocas brasileiras
Helena Rizzo
Rest. Maní (Sao Paulo)
Lugar: Basque Culinary Center*



15H15 DEBATE - GRANT ACHATZ E
HESTON BLUMENTHAL










E mais Gastronomika e San Sebastian:
Almoço no restaurante Akelarè com o chef Daniel Boulud - com vídeo

Um jantar inesquecível no Arzak... com o Arzak!

Minha lista dos melhores restaurantes de San Sebastian e arredores: Bernardina, Etxebarri, Elkano, etc.

Jantar com Anthony Bourdain, Dave Chang et. al no Elkano: os melhores peixes e frutos do mar na grelha que já provei - com vídeo

O restaurante Mugaritz, do chef Andoni Aduriz: único

Abertura do Gastronomika 2010: noitada no Museo del Whisky

Palestra de Ferran Adrià no Gastronomika 2010: vídeo mostrando pratos do El Bulli

Gastronomika: programa completo inclui grandes nomes como Adrià, Andoni, Arzak, Anthony Bourdain e Daniel Boulud 

Chef Josean Martínez-Alija do restaurante do Guggenheim Bilbao anuncia novo - e revolucionário! - restaurante para o início de 2011

Uma semana em San Sebastian para o Gastronomika: as lições que aprendi
e os gim tônicas que bebi


Resumo (em espanhol) do Gastronomika 2010 pelo crítico Carlos Maribona 
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