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14.4.13

Posts na FOLHA: Bourdain em São Paulo, novo restaurante dos Adrià em Barcelona, etc.

M.Wells, no museu MOMA P.S.1 em matéria que fiz para a CASA VOGUE


De vez em quando passo aqui só para dividir com vocês os links para os posts da "casa nova", lá na FOLHA. Não vou perder tempo linkando tudo, mas esses posts a seguir, em especial, acho relevantes... comentários, como sempre, são super bem-vindos!

1 - Primeiras fotos do restaurante nipo-peruano Pakta, de Albert Adrià, em Barcelona
2 - M.Wells no museu MOMA P.S.1 em Nova York, de um discípulo do chef Martin Picard: cool e delicioso
3- O hotelier André Balazs abre um segundo hotel The Standard em Nova York, na Bowery
4- Ferran Adrià fatura US$ 1.8 milhões para a El Bulli Foundation em leilão na Sotheby's
5- Mel urbano virou hype - e faz bem ao meio-ambiente
6- As 50 escolhas foodie do jornal The Observer: ótimas dicas de Londres!
7- Mocotó Café, o novo restaurante do chef Rodrigo Oliveira
8- O culto ao café de origem e nossa representante paulistana, a Isabela Raposeiras do Coffee Lab
9- Bar Tatu, no subsolo do restaurante Jacarandá em Pinheiros: ótima novidade
10- "Um chef tem que saber beijar bem, mesmo sem saber quem ele está beijando"
11- Um jantar vale 1220 reais? Minha conta no Frantzén/Lindeberg em Estocolmo
12- Mission Chinese, em Nova York, e o chef-proprietário Danny Bowien, explodem em cena
13- Minha "briga" com o dono do Chez Sardine, novidade ultrabadalada de Nova York
14- A moda da salada caesar "reinventada" e restaurantes de Nova York
15- Decepção no japonês de Nova York mais elogiado por chefs: Kajitsu
16- O bacaníssimo hotel NoMAD em Nova York
17- Ici Brasserie no Shopping JK: primeiras impressões
18- Salvation Taco, em Nova York:o novo mexicano da chef April Bloomfield (The Breslin, John Dory)
19- Episódio do programa The Layover do Anthony Bourdain sobre São Paulo.

5.3.12

Restaurantes de Nova York: as melhores novidades


Meu amigo Arthur está indo para Nova York e pede dicas. Como ele vai lá mais frequentemente até do que eu, não posso mandar dicas de "velhos" favoritos, como o Minetta Tavern, por exemplo - ele já está careca de conhecer!

Para ele - e, de quebra, para quem mais se interessar por novidades novaiorquinas - passo a seguir a lista de lugares onde eu iria comer se estivesse de viagem marcada pra lá:

Torrisi 
Os chefs e amigos Rich Torrisi e Mario Carbone (que trabalharam no Del Posto e no Cafe Boulud) servem comida ítalo-americana super refinada em ambiente cool. Comida séria, lugar descolado. Não é exatamente novo, mas antes o esquema era mais mambembe. Depois que começaram a fazer muito sucesso com seus menus-degustação super baratos e deliciosos, os sócios deram uma profissionalizada na coisa.
Cliquem aqui para ver um relato prato-a-prato no blog Serious Eats, com fotos.

Kajitsu
Um japonês diferente de todos os outros, faladíssimo nas rodas de entendidos. Tem uma pegada vegetariana.
414 East 9th Street, tel. (212) 228-4873

Saxon and Parole
Na sempre fervida Bowery, corredor gastronômico de Manhattan. Dica da minha amiga Karin.
316 Bowery, corner of Bleecker St., tel. (212) 254-0350

Lelabar
Um super wine bar perfeito para ir comer sozinho, acaba de ser eleito um dos top wine bars dos Estados Unidos na Travel + Leisure deste mês.
422 Hudston St., tel. (212) 206-0594


Hotel Americano
Eu iria também dar uma conferida no bar do novo e ultracool Hotel Americano, dos meus hoteleiros favoritos (o grupo Habita, do México).
518 West 27th St., tel. (212) 525-0000

14.11.11

Os 10 melhores restaurantes de Nova York: minha lista, atualizada



Hoje recebi um email de um amigo paulistano pra lá de fino. Arquiteto e designer, sabe tudo, viaja muito, tem um escritório em Manhattan. E ele tinha me pedido umas dicas de onde comer em Nova York, dizendo estar cansado dos lugares da moda e dos mesmos de sempre. Mandei pra ele minha lista, dizendo que ele tinha que experimentar, especialmente, meus dois favoritíssimos do momento, The Dutch e Esca. E vejam o que ele me escreveu no email:


"Obrigado pelas dicas....acabei de chegar do The Dutch e adorei! A decoração , a musica, a falta de toalha na mesa não condizem com a comida que é maravilhosa e só ajuda ao restaurante ser 30 por cento mais barato do que poderia ser....rsssssss...... O Esca tambem foi excelente, o melhor branzino no sal que ja comi  for sure. Tksss , bjs"

Recomendar restaurantes é coisa que eu levo MUITO a sério. Longe de mim estragar a noite de um leitor mandando ele numa roubada! Por isso fiquei feliz feliz feliz de ver que acertei na mosca.

E aproveito pra repetir aqui: esses dois restaurantes são daqueles raros onde come-se sempre bem. Pra ir sem medo!

Aproveitando o embalo, eis a seguir a versão atualizada dos meus 10 favoritos, deixando de fora alguns clássicos sempre maravilhosos (Le Bernardin, Daniel) que as pessoas já estão carecas de conhecer. (E por falar em clássicos, aqui meu post sobre o Guia Michelin de Nova York 2012 e  todos os restaurantes estrelados).

Minha lista é pra lá de subjetiva, claro, e reflete os gostos muito peculiares de uma comilã insaciável. E atenção: não estão em ordem de preferência!

  1. Momofuku Ssäm Bar
  2. Esca
  3. The Dutch
  4. Franny's (no Brooklyn, mas vale a viagem)
  5. Pulino's (pizza, badalo)
  6. Del Posto (italiano chique)
  7. The Standard Grill
  8. Eleven Madison Park
  9. Minetta Tavern
  10. DBGB
E a seguir, o porquê das minhas escolhas....


Esse restaurante com bar de ostras e imensos janelões, numa esquina do Soho, é encantadoramente belo. Do mesmo chef Andrew Carmellini do Locanda Verde, serve pratos como siri com bloody mary que tiram o fôlego de tão deliciosos e coquetéis malucos porém interessantíssimos.
131 Sullivan St. tel. (212) 677-6200



Momofuku Ssam Bar


Momofuku Ssam Bar

Animado, barulhento, sempre lotado, comida de-li-ci-o-sa focada em porco e sabores asiáticos. Conforto, há pouco: os bancos são toras de madeira cortadas em cubo ou retângulo.
O menu divide-se em capítulos: crus, presuntos, da estação/da região, miúdos, etc. E as porções, pequenas, permitem que se peçam vários pratinhos pra experimentar.
Imprescindível experimentar o sanduichinho de barriga de porco no steamed bun (pãozinho feito no vapor, quase uma panqueca gorducha). Pra dar um contraste, julienne de pepino e scallions. Maciozinho e quentinho, a carne uma manteiga, cada bocada um pedacinho do céu.
Agora, eles aumentaram o espaço e no almoço servem só pratos com pato, do sanduíche com musse de pato ao arroz com pato assado. Até a mortadela e a pancetta são de pato!
SSAM BAR 207 Second Avenue, tel. (212) 254-3500 - não fazem reserva


Sanduíche de porco no steamed bun do Momofuku Ssäm Bar







Minetta Tavern

Minetta Tavern 
Em uma ruela no Village, pequeno, apertadinho, ultrabadalado, sempre lotado, difícil de reservar, super bife, super hambúrguer, comida pendendo para francesa deliciosa. Meses foram gastos no restauro dessa velha taverna do Village de modo que quase não se diferencia o novo do original. Fica numa viela, rodeado de barzinhos encardidos, neons, lojas furrecas, uma coisa assim bem alternativa. Mas sua clientela bem-vestida e ruidosa não tem nada de alternativa: famosos, aspirantes a famosos e boa parte do who’s who de Nova York. Reservar com muita antecedência é primordial.
  Nunca comi algo lá que não estivesse excelente. Gosto bastante do trio de tartares, por exemplo: vitela com trufa preta, cordeiro com menta e azeitona e carne com mostarda e picles. Carnes cortadas na faca com cuidado, os cubinhos todos idênticos, de um rosa e um vermelho intensos, e claramente de uma qualidade e frescura bem superiores à média. Outro de meus favoritos é o tutano de boi servido ainda no osso, aquela gordura rica e explodindo de sabor, salpicada de salsinha e tomilho picados e, pra acompanhar, fatias tostadas de baguete. Mas verdade seja dita: quase todo mundo que vai comer lá pede a carne (maturada, perfeita) ou o Minetta Burger (com queijo cheddar e cebola caramelada).

Minetta Tavern: Rua MacDougal esquina com Minetta Lane, tel. 212-475-3850









  Esca
 Peixes e frutos do mar? Querendo gastar, sempre há o excelente Le Bernardin (155 West 51st Street . tel. (212)-554-1515 ) - caro, careta, formal, clientela business, salão meio anos 80 mas mesmo assim um dos meus favoritíssimos porque os peixes são simplesmente maravilhosos. Quem nunca foi tem que ir, nem que seja uma vez na vida.


Mas, atualmente, se é para comer em um bom restaurante de peixes e frutos do mar, prefiro o Esca. Simples, com toalhas brancas nas mesas e paredes pintadas de creme. Em um endereço ermo, no bairro Hell’s Kitchen e perto da megaloja de fotografia B+H, brilha pelo que traz no prato: delícias recém-tiradas do mar, sempre com a maior qualidade possível.


Crudo de vieiras do Esca, o melhor que já comi
Os crudos são impecáveis, idem os peixes servidos inteiros, trazidos à mesa em frigideira funda de cobre. Até a sopa de pescados e mariscos merece aplausos. O chef e entendido no assunto chama-se Dave Pasternak, mas por trás dele há a mão onipresente de Mario Batali, sócio-proprietário do negócio. Este é para anotar, sem falta, no caderninho…
Esca: 402 West 43rd Street, tel. 212 564-7272, www.esca-nyc.com















Standard Grill: super hambúrguer no Meatpacking

The Standard Grill 
No térreo do hotel Standard, no Meatpacking, especializado em carnes e hambúrgueres, ambiente super charmoso, muito badalado. Em geral, ótima comida.
Rua Washington , 846, esquina com rua 13.Tel. (212) 645-4646








The Breslin

Melhor brunch de Nova York e ponto final. A inglesinha April Bloomsfield é uma chef durona, perfeccionista e o resultado percebe-se. Mesmo sendo uma cozinha simples, farta, robusta, é executada com grande rigor. Resultado: hambúrguer perfeito, fritas perfeitas, salada caesar das melhores que comi na vida, tomates assados que fazem suspirar. Mas cuidado: aquilo ali lota todo fim de semana então o jeito é ir muito cedo ou preparar-se pra tomar umas no bar....


No escurinho The Breslin dá para encomendar um assado inteiro para
dividir com amigos na mesa de frente para a cozinha






DBGB, na Bowery, do Daniel Boulud

DBGB 
Lugar casual do famoso chef Daniel Boulud, seu primeiro negócio na parte mais cool da cidade, a Bowery (Downtown, perto de Nolita). Escurinho, hambúrgueres deliciosos, barulhento, badalado. Fachadinha apagada, de vidro, sem graça nenhuma. Mas uma vez lá dentro a gente vê que na verdade o décor é lindo: salão principal tem uma cara bem diferentona, com sofás cinza-granito de espalda alta formam “booths” e as mesas ficam meio engaioladas no centro de um cercado de prateleiras, onde ficam expostas panelas de cobres presenteadas por chefs famosos, conservas e garrafas de vinho. O hambúrguer chamado “the piggie” tem por cima da carne de hambúrguer um montinho de carne de porco barbecue desfiada; pão feito com cheddar e milho, e uma maionese de pimenta jalapeño pra dar um coice leve. Ma-ra-vi-lho-so, gostinho bem defumado, irresistível contraste de doce, salgado e picante. E macio como colo de babá. Costuma vir com fritas mas pedi uma salada de alface bib – pecado, eu sei… O cachorro quente da casa é outra maravilha: o pão, tostado; a salsicha, gorda e levemente defumada.
DBGB: Rua Bowery, 299, tel. (212) 933-5300
Post em que eu mostro todos os pratos que experimentei, neste link.


 

Eleven Madison Par



Eleven Madison Park 
Lindo, lindo, lindo (principalmente de dia), pra ir com a namorada ou mulher, muito elegante e bastante caro mas a comida vale cada dólar. Fica de frente para o parque que lhe dá nome.
Eleven Madison Park: Av. Madison, 11, tel. (212) 889-0905
Post em inglês em que eu mostro todos os pratos que experimentei.






Pulino’s 
A pizzaria badalada do Keith McNally dono do Balthazar, Pastis, Morandi, Minetta Tavern, na Bowery, que tornou-se verdadeiro corredor gastronômico. Lugar sempre ultra-lotado (reservem sem falta!) pra comer pizza bem-feita, e carnes assadas também em forno à lenha.
282 Bowery, tel. (212) 226-1966, www.pulinosny.com
Aqui, um post em que eu descrevo o Pulino's em detalhes, com fotos dos pratos


Del Posto, o super italino do Mario Batali no Meatpacking
Del Posto 
O italiano do Mario Batali no Meatpacking que recebeu a cotação máxima do crítico do The New York Times. Lindo, chique e… delicioso.
Saiba mais sobre o Del Posto, aqui.

19.10.11

Per Se, Daniel, Bernardin, etc.: os melhores restaurantes de Nova York: Michelin 2012

Eleven Madison Park: 3 estrelas no guia Michelin

Com atraso, e sem muito tempo de fazer comentários a respeito, e sem querer com isso dizer que acho que o Guia Michelin acertou em tudo, divido com vocês a lista de estrelados do guia na edição 2012.

Digo apenas que a lista inclui lugares onde eu não gastaria meus valiosos tostões, como Marea, Corton e Adour. Mas, de uma forma geral - e nessa era de perigosos rankings de amadores e/ou gente de rabo preso - de uma forma geral, trata-se de um raioX razoavelmente coerente e verdadeiro de quem está fazendo as coisas direito em Nova York.


12.10.11

John Dory Oyster Bar, em Nova York: restaurante hype anexo ao hotel Ace


Cada vez que eu chego em Nova York tenho uma listinha de lugares-tem-que-ver, que por um motivo ou outro eu sei que não posso deixar de experimentar.

Da última vez, agora em dezembro, cheguei lá doida pra ir ao John Dory Oyster Bar (restaurante focado em peixes e frutos do mar com um grande bar de ostras e moluscos), que fica anexo ao lobby do Ace, o mais bacana dos hoteis BBB de Nova York (bons, bonitos e baratos).




Trata-se do gastropub da chef super hypada April Bloomfield, que acaba de ser perfilada pela New Yorker, em sociedade com Ken Friedman, que cuidou do (bacaníssimo) décor.







No The Breslin, Friedman fez um décor meio retrô, com muita madeira escura, nichos (booths) acortinados que recortam o salão e dão climinha intimista, e bichos empalhados nas paredes. A comida é supercarnívora e inclui várias salsichas, miúdos e peças inteiras de boi ou cordeiro.


O John Dory Oyster Bar, eu soube pelo Twitter, já tem uma baita espera quase toda noite.



E não me surpreende, já que o John Dory original (no Meatpacking, fechou ano passado) era super hype e frequentado por chefs estrelados. No menu, crudos (peixe cru à italiana), caviar e um bar de frutos do mar servindo lagosta, ouriço do mar vivo, siri, camarões e, claro, ostras.




Pois qual não foi minha surpresa quando percebi que meu hotel, o Gansevoort Park Avenue, fica a DUAS QUADRAS do Ace! Adivinhem o que eu fiz? Depois de uma manhã inteira passada no quarto do hotel, trabalhando (ARGH!) saí andando direto até lá. E foi ótima ideia: nem metade das mesas estavam ocupadas, então deu pra me sentar no bar de ostras tranquilamente e ser servida civilizadamente. Maravilha! :)

bar de ostras do John Dory
 Tinha que pedir ostras, lógico. Escolhi umas miudinhas da costa Oeste que me lembraram muito as kumamotos que eu amo, e umas outras cujo nome me escapa, menos boas. Vieram com mignonette e raiz forte ralada na hora.


 Em seguida, fui de crudo de um peixe chamado hiramasa.


Dos melhores crudos que já comi! O peixe em bocados perfeitos que enchiam a boca. Por cima, fino gengibre confitado e pedacinhos ultra crocantes da pele do mesmo peixe, como se fossem croutonzinhos do mar. Ah sim, e uma pitada de flor de sal. Maravilha!

Terminei com um chowder de-li-ci-o-so, com gordos nacos de lagosta, cubos de batata bem molinha e de bacon, e por cima salsinha fresca e picada grosseiramente, de propósito. Delícia.



O garçon insistiu que eu pedisse uns "potato buns" pra acompanhar. Bastou dar a primeira mordida pra entender porquê: que maravilha! Pãozinho super macio e amanteigado, com crosta crocante, textura lembrando a de um brioche, com sal marinho salpicado por cima. Viciante!



O chopp que eu pedi casou esplendidamente com meu singelo almocinho de sábado. Saí caminhando pela tarde fria e cinzenta como se levasse um sol dentro de mim. Impressionante como comer bem me põe feliz!



John Dory Oyster Bar: 1196 Broadway, tel. +1 212 792 9000 (não faz reserva)
The Breslin: Rua 29, 16, Tel. +1 646 214 5788



5.8.11

Restaurante Le Bernardin de Nova York refaz o décor e reabre em setembro

Chef Eric Ripert
O Le Bernardin, do chef Eric Ripert, é indisputavelmente o melhor restaurante de peixes de Nova York, fato comprovado por dezenas de prêmios e títulos e críticas em jornais e revistas. Sempre adorei comer lá, uma aula de como preparar coisas de rio e mar com o nível máximo de respeito pelo produto e sofisticação. Os pratos do Bernardin são, para mim, a epítome da francesice boa, atual: finos, no melhor sentido da palavra.

Sempre me pedem dicas de Nova York e só não indico mais o Le Bernardin porque, além de caro, ele tem um jeitão meio corporativo, meio pessoa jurídica, sabem como? Salão careta, muita gente de terno e gravata, localização no miolo do Midtown.


Fotos: divulgação

Pois não é que o chef-proprietário Eric Ripert anunciou agorinha no Twitter que ficará fechado neste mês de agosto para reformas? Vejam o tweet dele:
“Le Bernardin close5weeks in august.Modern,convivial,timeless,luxurious, comfortable,sexy=key words for our reinvention/design Food?our best!”


Chef Eric Ripert (à esq.) com o chef Thomas Keller (Per Se, French Laundry)
no prêmio dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo

Reinvenção do design? Ótima ideia! Mas nem todo mundo gostou... Esses dias Ripert voltou a tuitar sobre o tema (username @ericripert):

Le Bernardin closing for reinvention in 5 days/open 9sept Clients are nostalgic.Why?
The restaurant will be/look/feel 1 000 000 times better


Anotem, portanto: dica infalível para quem vai a Nova York a partir de setembro, o “novo” Le Bernardin!

Le Bernardin . 155 West 51st Street, tel. (00xx1) 212-554-1515

www.le-bernardin.com/



24.6.11

Jantar no Momofuku Ko, em Nova York: porque me decepcionei



No início de maio, minhas amigas Karin e Constance conseguiram o impossível: marcaram um jantar no Momofuku Ko, o restaurante novaiorquino mais impossível de se conseguir reserva. O tão almejado passe para comer no Ko foi o que me fez pegar um avião para Nova York, confesso. Empolgada como uma colegial, dias antes prometi aqui contar “as cenas dos próximos capítulos”.

Pois bem: o tão aguardado jantar foi uma lição divina. Aprendi que não se deve nunca acreditar no hype sem conferir com seus próprios olhos e boca se algo merece mesmo a fama que tem.

No dia 11 de maio, ao acordar, postei no Twitter: “Jantar ontem à noite talvez tenha sido a maior decepção da minha carreira. Ainda tentando entender o quão decepcionante foi.” Nem sequer mencionei o nome do restaurante, já que o objetivo não era castigar, mas sim desabafar. Afinal de contas, depois de incontáveis tentativas frustradas de reservar lugares naquele famoso e pequeno balcão, fui jantar lá e.... a experiência ficou quilômetros aquém das minhas expectativas. Saí do Ko inconsolável, triste mesmo.

Pensando bem, logo ao pisar lá dentro já senti que a coisa poderia não correr como eu gostaria. O sujeito que me recebeu queria ver a prova impressa de que tinha mesmo um lugar reservado. Humpf! Perguntei a ele: “e por acaso tem alguma outra reserva de quatro lugares em nome de Karin e Constance?!”

O espaço em si era bem feinho e sem graça, estreito, pouco confortável – e aos que dizem que isso não importa, eu respondo que importa, sim senhores! Logo chegaram as outras meninas e começamos o jantar. Secamente, friamente. Não nos sentíamos bem-vindas ali.

Logo a música começou a irritar. Altíssima, descabida. Confesso que sou bem chata com isso, mas mesmo relevando minha preferência por restaurantes silenciosas nem mesmo um adolescente skatista acharia aquele volume de som normal. Mal dava para escutar o que o garoto-chef estava nos servindo.
Ah, sim, ainda não contei da comida....

O menu degustação era como uma montanha-russa, repleto de altos e baixos. Notas amargas e doces sobressaíam-se. Um incrível caldo dashi (especialidade do chef Chang) com broto de ervilha, porco, bolinhas de melão e uni traduzia lindamente aquele início de primavera. Maravilha.

Pena que na sequência serviram-nos um ovo supostamente defumado - parecia o ovo cozido que sirvo a minha filha de café da manhã. A compota de cebola que o acompanhava, dulcíssima, roubava o holofote. E, assim, seguiu-se: um erro, um acerto, um erro, um acerto. Terminando com uma sobremesa intragável, salgada, onde só se salvavam os pedacinhos de ruibarbo no fundo do prato.

Bem feito para mim, que cheguei lá com expectativas altas demais. Mas que a má experiência sirva de importante lembrete: há que se ir a restaurantes sem opinião formada, o quanto seja isso possível. Por isso evito sempre ler críticas de colegas sobre um lugar onde ainda não estive.

E não se pode nunca pensar que inacessibilidade é sinônimo de excelência.

O mundo está cheio de bibocas onde se pode ir sem reserva e comer esplendidamente, enquanto muitos lugares caros e badalados, que se fazem de exclusivos, não entregam o que prometem. Assim como em tudo na vida, à mesa o preconceito (o pré-conceito, seja para o bem ou para o mal) atrapalha e envenena.

17.12.10

Melhor hambúrguer de Nova York: DBGB, Standard Grill ou JG Melon?



Não há dúvida que a brasserie do chef Daniel Boulud na Bowery, a DBGB, faz uns búrgueres impecáveis.

Hambúrguer do DBGB


O Standard Grill, no hotel The Standard, idem: talvez sejam, aliás, os melhores da cidade.

E outro dia eu comi um outro hambúrguer nota mil, de cordeiro, no gastropub The Breslin da chef April Bloomsfied (com roquefort e maionese de cominho).

Hambúrguer de cordeiro com maionese de cominho e fritas "thrice-cooked", do Breslin


Só que nessa minha última ida a Nova York eu fiquei no The Surrey, no Upper East Side, então por isso eu acabei voltando ao JG Melon, cujo cheeseburguer eu acho maravilhoso - em boa parte, por motivos sentimentais. Tradição de família: era o que eu comia com meu pai desde pequena, depois do cinema.

O JG é lugarzinho antigo, de bairro, lá no Upper East Side, e novaiorquino até o último arranhão do balcão do bar. Uma espécie de P.J.Clarke's só que sem turistas. :)





E adoro o fato deles remarem contra a maré. Se hoje em dia virou tabu comer hambúrguer mal-passado, lá eles perguntam que ponto você quer, e se quiser com a vaca ainda mugindo, tudo bem. E eu gosto do meu assim mesmo, BEM mal passado. Nham. Só de escrever já me dá água na boca.





Então, é isso: pra quem nunca foi, pra usar o clichê mais insuportável da imprensa brasileira, vale a dica.




JG Melon: Third Avenue esquina com rua 74. Tel. 212-744-058

5.12.10

Pulino's, na Bowery: uma das melhores pizzarias de Nova York



Aqui estou eu na fofíssima cama do hotel Gansevoort Park Avenue tentando escolher onde comer agora no almoço. Ovo, não quero: não sou grande fã dessa obssessão americana chamada brunch. Ao navegar pela web olhando menus dominicais de meus lugares favoritos, tomei um susto: percebi só agora que nunca escrevi nada mais aprofundado sobre o Pulino's.



Muito estranho, porque eu A-DO-RO esse lugar, o mais novo restô do Keith McNally.


E por falar em Keith McNally....

 Neste mundo há restaurateurs e restaurateurs com R maiúsculo. Keith McNally se encaixa na segunda categoria. Mata a concorrência a pau. Acerta sempre, toda vez que abre algo novo em Nova York. Sempre se supera.

Sou tiete? Sou sim e não tenho vergonha de admiti-lo.

Dono de sucessos perenes como Balthazar, Pastis e Morandi, seu filhote caçula, o Minetta Tavern, é de todos meu favorito. Sempre que estou em Nova York, bato ponto do balcão do bar (onde consegue-se comer sem ter que encarar o infernal processo de reservar mesa).  Da última vez, eu ia jantar com a Lea em outro restaurante – o Momofuku Ssäm Bar – mas demos uma “passadinha” pra tomar algo. E fomos ficando, ficando, pedimos um tutano com torradas, e quase desistimos do Ssäm Bar. Quase!

O Minetta nem bem fez o primeiro aniversário e lá foi ele de novo. Abriu o Pulino’s Bar & Pizzeria exatamente no miolo mais bombado de Manhattan, gastronomicamente falando: o Bowery. (Ou seja: pertíssimo da brasserie DBGB do Daniel Boulud, do Gemma, do Bowery Hotel, etc).


O forte são as pizzas. E que pizzas! Mas tem também uma senhora burrata:


Não costumo gostar de brunch mas..... vi no site deles umas pizzas com ovo que deram água na boca. Como é que ninguém (que eu conheça) pensou nisso antes?!






Pulino’s Bar & Pizzeria: Rua Bowery, 282.  Tel. (212) 226-1966,  Aqui, link para visualizar no mapa.
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