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20.8.12

Restaurantes de São Paulo no Eater e na Travel + Leisure





Nunca me pediram tantas recomendações de restaurantes em São Paulo. Os pedidos chegam via Twitter, quase sempre: uma ora, é um dono de um café escandinavo, na outra, um chef inglês, e por aí vai. Outro dia, o pedido veio do Gabe Ulla, do blog Eater. Respondi e, três horas depois, minhas dicas tinham ido parar online...

Impressão minha ou tem cada vez mais gringos indo comer em São Paulo?

Que o interesse aumentou, isso é certo. Hoje, por exemplo, dei uma olhada na matéria sobre São Paulo publicada pela revista americana Travel + Leisure. No geral, achei ok, embora dê para ver que foi escrita por uma gringa que pediu dicas às pessoas certas.

Ela chama a galerista Raquel Arnaud de "newcomer" e diz que no restaurante Fasano "the creative set gathers" (!!!!). Creative set no Fasano?!

Estão também péssimas as descrições de alguns dos pratos: mocofava  virou "cow-hoof soup with sausage", enquanto o pastel de bacalhau da Praça Benedito Calixto foi traduzido como "light and crisp codfish turnover". Sim, sim, tão "light" quanto um torresminho.... :)

Enfim: o importante é ver que São Paulo está virando um destino turístico de peso, em boa parte por causa da curiosidade em torno de sua gastronomia e seus chefs de talento. E isso me faz feliz.


21.6.12

Restaurantes de São Paulo: os melhores desta temporada

Steak tartare do Ici Bistrô: dos melhores pratos da temporada


São Paulo. Vim para passar 40 dias, fiquei praticamente dois meses. Meses de intensa comilança e bebelança, a ponto de sentir o corpo protestar. A essa altura eu sonho com dias de arroz, feijão, bife e saladinha. Quero distância de menus-degustação!

Meu medo, ao dizer isso, é que soe como coisa de menina mimada, mal-acostumada.

E já vou me explicando, antes mesmo que venham as críticas: tudo, até mesmo o melhor, cansa quando em doses exageradas.

E que exagero foi esse? Bom..... a lista de restaurantes visitados é looooonga: Epice, Fasano, D.O.M., Clos de Tapas, Rubaiyat, Venga!, Astor, Pirajá, Tre Bichieri, Dalva e Dito, Ici Bistrô, Primo Basilico, Maremonti, Emiliano, Shin Zushi, Kosushi, Botagallo, Aze Sushi, Nagayama, Izakaya Issa, Casa da Li, Lá da Venda, Lana, Mocotó, Momentto e mais uns tantos que já esqueci.

Arroz negro tostado com legumes e leite de castanha do Pará, do D.O.M.

O que ficou na memória? Primeiro, o almoço de cinco horas no D.O.M.: comida perfeita, vinhos perfeitos, companhia perfeita. Sei que tem gente que vai lá depois diz que não comeu muito bem, leitores e amigos me contam. Mas eu tenho sorte: só me dei bem a cada vez que voltei ao D.O.M. e, desta vez, vi um restaurante que está nitidamente vivendo seu melhor momento. Absolutamente impecável de cabo a rabo, sendo que o serviço merece aplausos especiais, fiquei boba com a performance da sommelière Gabriela Monteleone, para mim a melhor da cidade, hoje.

Dona Margarida Haraguchi, do Izakaya Issa

Além daquela tarde, marcaram-me os dois jantares no Izakaya Issa, lugarzinho tão especial que dá dó de recomendá-lo a muita gente. Medo de estragar aquele clima "lá em casa" que fisga os habitués. Dona Margarida, a carismática dona do Issa, é anfitriã de primeiríssima e faz o que muitos restaurateurs têm preguiça de fazer: trabalha muito e sempre. É o que faz a diferença.... Em uma das noites, fui lá com a equipe de filmagem do Anthony Bourdain. Detalhes neste link.

niguiri de atum do Shin Zushi


Teve também uma noite de sushis inesquecíveis no Shin Zushi. Comi o melhor atum dos últimos anos (um bachi dos mais gordos) e saí tão feliz que voltei dez dias mais tarde, com outra turma - apesar de ainda achar os preços ali demasiadamente ardidos. (Recomendam que leiam meu post completo, neste link).

Sashimi de atum bluefin ridiculamente caro, do Nagayama da rua Consolação


No Nagayama só fui por hábito e preguiça. E porque queria provar, de curiosidade, o tal atum bluefin gigantesco de que tanto falou-se na imprensa: grande bobagem, dinheiro jogado fora! Saí me sentindo assaltada, como sempre.

Raviolini com recheio de ovo de codorna de gema mole e ricota de búfala
do Tre Bicchieri: menos molho iria bem...


No Tre Bicchieri eu almocei duas vezes, pensando com os meus botões que aquela comida - gostosinha, não nego - jamais pareceria italiana para um italiano. Molhos demais, precisão de menos. Quem a descreve bem é o mr. G: "italianada", não italiana. Como nossos sushis, nossos risotos e pastas já falam português há muito tempo, carregam pouco do DNA original. Seria tão bom que alguém fizesse la vera cucina italiana em São Paulo, não? Mas duvido que seja possível.

As comidinhas que deixarão saudades:

O "brasileirinho" do Bar do Luiz Fernandes: recheio de couve, linguiça e feijão preto
  • O bife de tira do Rubaiyat da Faria Lima. Bom demais!
  • O arroz com garoupa do D.O.M., em que o colágeno do peixe envolvia toda a boca
  • A mocofava do Mocotó, já famosa e déja vu mas ainda das melhores coisas que se pode comer em São Paulo (aqui, meu post sentimental que explica porque adoro aquele lugar)
  • A coxinha do bar Veloso - minhanossasenhora! (aliás, tudo o que comi lá estava espetacular)
  • O bolinho com recheio de feijão e couve do Bar do Luiz Fernandes em Santana, dica do chef Rodrigo Oliveira (barzinho delicioso, por sinal)
  • O sanduíche de filé com queijo Palmira no pão francês do Astor (o steak tartare também estava pra lá de bom)
  • A feijuca do Pirajá
  • O bolo de chocolate em forma de besouro do Lá da Venda, melhor doce da temporada
  • O camarão com chuchu lá de casa. ;)
  • O arroz bomba com verduras à espanhola do A Peixaria, novo e simplezinho restaurante (leiam mais sobre essa ótima novidade neste post)

Como podem ver, não citei muitos pratos que provei em lugares chiques/caros. Tantos deles gostosos, mas poucos realmente extraordinários, como diria o saudoso Saul Galvão. Desta vez, a gloriosa "baixa gastronomia" levou.

Arroz de garoupa do D.O.M.: sem firulas nem espumas,  e delicioso


24.4.12

Elle à Table japonesa elegeRodrigo Oliveira um dos jovens chefs mais influentes do mundo

O chef Rodrigo Oliveira e as comidinhas que serve no Mocotó

         
Li a notícia que segue abaixo na newsletter do crítico gastronômico italiano Paolo Marchi, do Identità Golose, e quase caí pra trás.

Não falo italiano, mas entendo o suficiente para ver que a edição de maio da revista japonesa Elle à Table fez uma lista dos chefs mais importantes do mundo (Alex Atala em nono lugar). Até aí, nenhuma novidade.

Mas a revista fez também uma lista dos jovens chefs de grande relevância, em que o segundo colocado é ninguém menos que.... Rodrigo Oliveira do Mocotó!!!

Muito bom saber que os estrangeiros - até aqueles do outro lado do planeta - começam a reconhecer que o Brasil tem outros talentos e embaixadores além do Alex Atala. 

Deco, Carluccio, Edgard e outros leitores italianófilos, se eu li algo errado na notícia abaixo, me avisem... :)
    


"Il vero problema è leggerlo, perché non vi sono dubbi sull’importanza del servizio uscito sul numero di maggio 2012 del mensile ELLE à table, versione giapponese. E’ andata così: Yumiko Inukai, tra l’altro riferimento per il Giappone per i 50 Best, ha chiesto a tre colleghi importanti, Melissa Clark, François Simon e William Sitwell, più il sottoscritto, quali pensano siano i 10 migliori chef al mondo e i 5 baby top. Idem, almeno per me, a livello di Italia, 15 e 10 nomi. Purtroppo nel servizio fatico a capire i confini tra scelte nazionali e quelle globali anche perché sono stati riportati i cuochi più citati, senza però stilare classifiche. In ogni modo, la prima pagina è interamente occupata da Bottura e la seconda da René Redzepi.

Queste le mie classifiche mondiali: Top mondo 1. René Redzepi (Noma a Copenhagen): “Redzepi ha il grandissimo merito di avere catturato l’attenzione del mondo su una cucina, quella dei Paesi Nordici, dell’estremo nord europeo a ridosso dei ghiacci perenni, che letteralmente non esisteva o, in ogni modo, non aveva nulla di affascinante tanto che l’alta cucina, tra la Danimarca e il Polo Nord , era sempre stata un scopiazzatura dell’Haute Cuisine francese. A lui il merito di avere reso golosi i licheni tanto da farceli sognare”.

2. Massimo Bottura (Osteria Francescana a Modena): “Bottura ha saputo mettere nuova linfa e profonda intelligenza in piatti e in sapori che tutti al mondo pensavano di conoscere fin nel più piccolo dettaglio. Una tradizione rivoluzionaria”.

3. Joan Roca (El Celler de Can Roca a Girona): “In un periodo che vede la Spagna meno glamour perché Ferran Adrià si è ritirato, trasformando il Bulli in una fondazione, e Santi Santamaria è scomparso, i tre fratelli Roca, Joan, Josef e Jordi, ci ricordano come la rivoluzione iberica ha radici e motivazione vere e serie. Non era affatto una moda anche se è passata di moda”.

Quindi: 4. Seiji Yamamoto (Nihonryori RyuGin a Roppongi Tokyo); 5. Massimiliano Alajmo (Le Calandre a Rubano – Padova); 6. Daniel Humm (Eleven Madison Park a New York); 7. Carlo Cracco (Ristorante Cracco a Milano); 8. Pascal Barbot (Astrance a Parigi); 9. Alex Atala (D.O.M. a San Paolo); 10. Gaston Acurio (Astrid y Gaston a Lima).

Top 5 giovani: 1. Josean Martinez Alija (Nerua a Bilbao): “Alija è un alieno nel senso che sapeva cosa avrebbe fatto da grande quando ancora era nella culla, una di quelle persone che hanno il futuro già disegnato nella loro testa e sanno assecondarlo con serietà e discrezione. Genio precoce, ha temperato il suo carattere in anni di incompresa ristorazione all’interno del museo Guggenheim a Bilbao. Ora che ha un locale più suo, lo applaudono anche coloro che non volevano vedere e capire. O non ci riuscivano a vedere e a capire per loro ignoranza”.

2. Rodrigo Oliveira (Mocotò a San Paolo): “La cucina brasiliana semplicemente non esiste. Il Brasile è un continente nel continente con mille volti e culture che rendono forti cucine popolari e povere. Rodrigo Oliveira sta codificando la tradizione che meglio conosce per elevarla al rango di grande cucina mondiale. Due secoli dopo la Francia e uno dopo l’Italia”.

3. Magnus Nilsson (Fäviken Magasinet a Järpen): “Il ristorante di Magnus Nilsson conta 16 coperti e ben pochi tavoli ma si trova anche in un villaggio a ridosso della Lapponia dove le renne sono mille e mille volte più numerose degli uomini. Inutile chiedersi se avrebbe cucinato nordico se non ci fosse stato prima Redzepi. Se possibile, la sua mano è ancora più asciutta e severa del danese. In fondo uno sta nel vuoto innevato e l’altro in una capitale di un milione di abitanti che ha un lunapark per simbolo”; 4. Stevie Parle (The Dock Kitchen a Londra); 5. Lorenzo Cogo (El Coq a Marano Vicentino – Vicenza)."

E mais Rodrigo Oliveira e Mocotó no Boa Vida:


Mocotó: um post sentimental

Leitores do Boa Vida almoçam no Engenho Mocotó: farra!

Chef Rodrigo Oliveira cozinha com Atala e Carla Pernambuco no Astor

Rodrigo Oliveira e outros chefs do Brasil participam do Gastronomika, em San Sebastian

22.1.12

Farra no Engenho Mocotó: Rodrigo, Jefferson e Alberto Landgraf cozinham em encontro anual da Legião Boa Vida


Sou garota de grande sorte: mais uma vez, foi uma delícia o rega-bofe que armei para reunir alguns dos leitores deste Boa Vida.

Só faltou a Luiza, que tava no Canadá...


E faltaram também alguns queridos membros da Legião Boa Vida que estavam, como tendem a estar, viajando.... Um em Paris, outro em Nova York, uma trabalhando em Santa Catarina, dois na praia com a filharada, etc.


Mas nem isso estragou a farra. Comilança e bebelança profissional, que deixou até o mais guloso dos cozinheiros pasmo. O porquê do encontro? A vontade de alguns de finalmente irem ao Mocotó. A gula. O espírito de comunhão. Este blog Boa Vida.

Ou, simplificando, acho que nos reunimos na Vila Medeiros para celebrar a vida.

E como celebramos!

Partimos em nosso "transporte coletílico" do Jardim Europa, devidamente fornido de boa cachacinha e cerveja gelada. No som, Luiz Gonzaga, claro.









Gui, em sua primeira participação no encontro da LBV...

Seguimos para a Vila Medeiros, onde já nos esperavam, na gostosa cozinha experimental do Mocotó (chamada Engenho Mocotó) um timaço.... Rodrigo Oliveira era o anfitrião, e Alberto Landgraf e Jefferson Rueda, os chefs convidados. Alex Atala mandou a sobremesa. E outros ajudaram no esforço coletivo: Julien Mercier, Alex Gomes....

O Engenho Mocotó: segredo bem guardado do Rodrigo Oliveira


Comemos e bebemos como reis - mas não acho que vem ao caso a descrição minuciosa de cada prato. Basta dizer que tivemos a grande sorte de ver "os meninos" na mais amistosa e descontraída sessão-cozinha que se pode imaginar. 

Abrimos os trabalhos com as deliciosas orelhinhas de porco crocantes do Alberto Landgraf (Epice).


Alberto também serviu uma pecaminosa terrine de joelho de porco com ameixa, que comemos com uns biscoitos de polvinho salpicados com pimenta de Espelette (idéia do Julien).

O Alberto, além de fazer os aperitivos, serviu um polvo como só poucos no Brasil conseguem preparar, no ponto ideal, com cilindros de pupunha, folhas novinhas de azedinha e temperado com mel e limão.






Provamos em primeira mão algumas coisas que o ótimo Jefferson Rueda servirá em seu restaurante Attimo, que abrirá em breve em sociedade com o restaurateur Marcelo Fernandes.


Exemplo? Sopressata, favo de mel, pão com tomate.

E não é que dá certo esse samba?!


O que veio a seguir deixou a gente de queixo caído: papada de porco com purê de aipim e ovas de arenque. Chose de lóc! Textura inexplicavelmente parecida com a de um peixe gordo (Chilean sea bass, mais especificamente). Como pode um papo de porco lembrar um peixe?! Acreditem se quiser....



Alguns de nós preferimos acompanhar esse prato com uma cachacinha ao invés do vinho. Tínhamos uma senhora cachaça à mão: a Enluarada do mr. G. Mas quando acabou, partimos para uma outra, bem boa, levada pelo Jefferson, e que ele explica melhor no vídeo a seguir:





Não é ótimo o sotaque dele?

Esse post deveria ter som, só para vocês poderem ouvir o nome do prato mais inesperado da tarde saído da boca do próprio Jefferson.

Galinha ao molho parrrrrrrrrrrrrrdo, com o erre bem caipira!

Sabem há quantos anos eu não comia este meu favorito da infância passada na fazenda? Melhor não dizer...


Em casa, o sangue vinha da galinha cujo pescoço a cozinheira torcia naquela mesma manhã. No Engenho, a coisa foi bem menos traumatizante:

Vai mais sangue aí?














O chef Alex Gomes dá uma força e serve a polenta branca com queijo meia-cura


Antônio - que trouxe a sobremesa - e Andrea: Alex Atala muitíssimo bem representado!

A sobremesa foi outro "petáculo": doce de abóbora chamuscado, de crosta deliciosamente durinha e miolo mole como purê. Servido com sorvete de tapioca e um pó de ervas carbonizadas. E uma tal "rocha de açúcar" e um nadinha de espuma de côco tinta com o mesmo pó de carvão.





Os cozinheiros em momento relax, e, à mesa, Edgard e Dudu



Paxonei: camiseta do Jefferson, presente do estilista Walério Araújo


A horas tantas, alguém deu brilhante ideia: descer ao Mocotó e tomar uma saideira! E não é que assim que fizemos isso demos de cara com o Antônio e a Andrea?! Danados! Os dois tinham saído de fininho para comerem uma mocofavazinha básica lá embaixo....




Ah, se eles soubessem com quem estavam lidando... :)
Adivinhem o que fizemos? Pedimos não só umas mocofavas como também torresminho, dados de tapioca, carne de sol com pimenta biquinho, caiporas de jabuticaba e siriguela..... 

ROUND 2!!


O melhor torresmo da cidade, e os famosos e copiadíssimos dadinhos de tapioca

Mocofava





Pastel de carne seca, que ninguém é de ferro!

Caipora de jabuticaba....
 Aí finalmente apareceu o lendário seu Zé Almeida, pai do Rodrigo e fundador do Mocotó:

Seu Zé Almeida com o amigo Maurício....

O almocinho foi até 9 da noite, quando Jefferson deu outra ideia: saideira no Dona Onça, o bar da Janaína, mulher dele - a dona Onça em pessoa!



E toca a reunir a galera pra zarpar na lotação que nos esperava....


 

Jefferson foi comandando a trupe e contando causos....



Chegamos semi-vivos ao Dona Onça. Para logo sermos reavivados por uma linguicinha com ervilhas de Puy e uma cervejota gelada....


Dona Onça tinha saído mas o sócio dela Júlio César de Toledo Piza, grande boêmio, nos recebeu de uiscão em mãos...

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas queríamos achar a Dona Onça!

Jefferson, desconfiado, então disse:

Tô indo encontrar ela no nosso bar favorito, mas só levo vocês se não falarem pra ninguém desse lugar, é o nosso refúgio e queremos que continue sendo.

Que dúvida? Pegamos uns táxis e tocamos pra lá!







Promessa cumprida, Jeffinho.... Essa, só quem viveu viu que não foi em vão.



A todos os que fizeram parte dessa epopéia, o meu mais sentido e sincero obrigada.


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