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23.7.11

Dubai - Guarulhos de Emirates: o voo mais sofrido da minha vida


A viagem de volta de Nova Déli a São Paulo é punk. Longuíssima.  Fizemos escala no ótimo aeroporto de Dubai (na foto acima), onde é difícil não gastar $$: o megashopping fica aberto 24h por dia, bem no meio dos gates. Eu, que estava passando mal (febre, tontura, calafrios e etc), escapei com meus dólares ilesos, mas o que mais via ali era gente comprando. Divertido, o aeroporto.

Até o voo da Emirates decolar de Dubai, eu ainda me sentia semi-viva. Acho que o que me fez adoecer de vez foi o voo Dubai-Guarulhos.


Quando tudo vai bem, já é punk: 15 horas dentro de um avião. Mas.... quando já tínhamos voado 4 horas e estávamos sobrevoando algum ponto da África, o capitão avisa no interfone que o radar do avião tinha pifado e que a gente teria que dar meia-volta e voltar para Dubai! Acho que naquela hora quase chorei de desespero. Quatro horas para ir, quatro para voltar, oito horas perdidas indo a lugar nenhum!! Vejam no mapa que delícia que foi a nossa rota. E o cara ainda avisou para a gente não se assustar com o líquido que podíamos ver do lado de fora das janelinhas: era combustível que ele estava jogando fora para deixar o avião mais leve para nosso pouso de emergência!!!!


Uma vez em Dubai, os passageiros esperaram para embarcar em outro avião, sem radar pifado, para fazerem a segunda tentativa de chegar até Guarulhos. Nessas, eu já estava "na estrada" há mais de 15 horas - como aguentaria outras 15?! 



Foi o voo mais desesperador e longo da minha vida e posso dizer que nunca, nunquinha, fui tão feliz aterrissando em Guarulhos.

Home sweet home!


E mais sobre a viagem a Nova Déli:


Business da Emirates: Veuve e bons bordeaux na sala VIP. Com vídeo
Andando de tuk-tuk em Nova Déli: trânsito mutcho loco. Com vídeo


Confissões e impressões de Nova Déli

13.7.11

Business da Emirates: a primeira vez a gente nunca esquece

Sala VIP da Emirates em Dubai: Veuve Clicquot a rodo!

Imaginem vocês que eu acabo de chegar.... na Índia! Vim para cobrir a final mundial do campeonato de coquetelaria World Class, organizado pela gigante de bebidas Diageo (dona de marcas como rum Zacapa, uísque Blue Label e vódca Ketel One, entre MUITAS outras), em…. Nova Delhi!!

Não vou dizer que tenha sido uma viagenzinha das mais fáceis – já nem sei direito que dia é, o fuso entrou em parafuso, e passei mais horas dentro de aviões do que imaginava ser humanamente possível. Mas aqui estou, rodeada de barmen e barwomen do mundo inteiro, no Imperial Hotel, com etapas classificatórias rolando a semana toda.

E tenho algumas confissões a fazer. A primeira: a parte da viagem à Índia que mais me animava, até eu chegar aqui, era saber que viria de business, pela Emirates - sabidamente, uma das melhores companhias aéreas do mundo. Sempre tive curiosidade de conhecer o tão famoso serviço das arábias e os luxos que fazem a fama da companhia.
E, depois de voar 15 horas de Guarulhos até Dubai, e outras 4 horas de Dubai até Nova Delhi posso atestar que os caras são bons mesmo. A business tem cadeiras enormes, muretinhas que sobem e descem entre elas para garantir a privacidade, e tevês de tela plana com controle remoto com montes de filmes e programas de televisão. Orquídeas frescas, Champanhe de verdade logo ao embarcar, mimos em série. Fui espiar a primeira classe e.... minha nossa senhora, que coisa nababesca! Ali o passageiro tem cubículo privativo com escrivaninha/penteadeira, minibar, etc.


O que mais me impressionou na Emirates:
- fones de ouvido bem grandes e macios com cancelador de ruídos
- acolchoados distribuídos na hora de dormir para deixar a poltrona mais fofa
- bolsa de toiletries super caprichada, em versão feminina (com espelhinho) e masculina (creme e lâmina de barbear, etc).

O que deixou a desejar:
- A poltrona não fica 100% plana como uma cama - a da Air Canada, por exemplo, fica. E sempre achei que a business da Emirates fosse dez vezes mais luxuosa do que a da Air Canada. E não é!
- Ô comidinha ruim, sô! Tinha um tal de breakfast "churrascaria" (!!) terrível, club sandwich qualquer nota, tudo morno, sem gosto, equivocado. Café morno. Pão frio e duro.
Aqui, um filminho que mostra alguns detalhes do avião:



Mas de toda a viagem - longuíííssima - a maior bola dentro deles foi a sala VIP de Dubai. Lá havia montanhas de vinhos - branco, tinto, champanhe - de excelente qualidade. Veuve Clicquot a rodo. E um tinto de-li-ci-o-so, Chateau St. Georges 2002 de Saint Emilion.

Não resisti à tentação: confesso que foi a primeira vez na vida que tomei Bordeaux de café da manhã!


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