14.9.12
Chefs Daniel Humm (Eleven Madison Park) e Grant Achatz (Alinea) trocam de cozinha
Essa ideia leva, na minha opinião, o prêmio de originalidade. Os chefs Grant Achatz e Daniel Humm, super amigos, resolveram trocar de cozinha por uns dias, com equipe e tudo. Achatz vai cozinhar no Eleven Madison Park, em Nova York, e Humm vai cozinhar no Alinea, em Chicago, #1 dos Estados Unidos no 50 Best.
Esse vídeo explica melhor: MUITO bom!
O mistério é proposital. Maiores informações "vazarão" no Facebook, nesta página aqui.
Como já escrevi algumas vezes, acho que o Daniel Humm está no auge de sua carreira.
(Aqui, o texto que escrevi sobre ele no caderno COMIDA, da Folha).
E o melhor: Humm está de viagem marcada para São Paulo! Ele vai palestrar na Semana Mesa SP e cozinhar no restaurante Clos de Tapas na semana do 5 de novembro.
ADENDO - agora soltaram uma página explicativa, respondendo a várias FAQs (frequently asked questions) - neste link.
12.9.12
Mistura, a incrível festa celebrando a gastronomia peruana
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Lavradoras andinas, orgulhosas do prêmio "Rocoto de Oro" que ganharam no Mistura |
Acabo de chegar em casa, ainda "misturada", como diria a chef Roberta Sudbrack, com tudo o que vi em Lima e no fantasticamente democrático evento Mistura, que está mais para festa popular do que fórum de gastronomia.
Fui cobrir o evento para a Folha - a matéria está no jornal de hoje.
Os organizadores estimam que 600.000 pessoas compareçam à feira, que conta com 330 seguranças e boa infra-estrutura. O ingresso custa o equivalente a 15 reais e a maioria vai em busca de diversão (há shows musicais, bonecos e dançarinos) e uma infinidade de comes e bebes (cujos preços variam de 8 a 15 reais).
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Foto: APEGA |
No gigantesco parque Campo de Marte (190,000 metros quadrados!!) foram montadas 54 barracas de restaurantes e 75 carrinhos dos mais diversos tipos de comida, de bombons de chocolate e churros a ceviches e anticuchos (espetinhos típicos, de coração de boi).
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Provando o porco à pururuquíssima da La Caja China com Quique Dacosta e Gastón Acurio Foto: Victor Idrogo |
Havia ainda 16 espaços do que chamam de “cozinha rústica”: cercados com fogueiras, fornos e fogões a lenha, e porcos assados no fogo de chão ou em tambores de lata e panelões de cozidos.
Multidões pacíficas passeavam pela feira e sentavam-se em mesas de piquenique para comer.
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Foto: APEGA |
“É pirante”, disse a chef Roberta Sudbrack do restaurante homônimo, no Rio, cuja palestra abriu o evento. “Deveríamos ter algo parecido no Brasil!"
Rodrigo Oliveira, do restaurante Mocotó, que não palestrou mas fez dois jantares no restaurante de cozinha amazônica Amaz, fez coro: “no Brasil faltam o apoio do poder público e recursos”. Ambos, como a maioria dos outros chefs entrevistados, diziam estar impressionados com o aspecto popular do evento e o entusiasmo e orgulho coletivos dos peruanos por sua gastronomia e seus ingredientes nativos.
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A primeira-dama Nadine Heredia discursando na inauguração do Mistura Foto: Apega |
Desculpando-se pela ausência do presidente peruano Ollanta Humala, que estava na Rússia, a bela primeira-dama Nadine Heredia deu show de oratória no último dia 7 em Lima ao discursar na abertura da feira gastronômica Mistura. “Nossa cozinha está se irradiando pelo mundo, cativando paladares, olfatos e visões. Para mim é a maior honra declarar inaugurado o mais importante evento de gastronomia do continente”, disse, fazendo também um apelo para que o povo e os cozinheiros “lutem pela biodiversidade” e “comecem uma nova lógica de que comer à peruana é comer saudável”.
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Passeando pelo Mistura com Gastón Acurio e Quique Dacosta |
Tive a grande sorte de ser guiada pela feira por ninguém menos que Gastón Acurio, com exclusividade. Veio conosco o chef Quique Dacosta, da Espanha, que foi a Lima para dar uma palestra no Mistura (leiam entrevista que fiz com ele, no site da FOLHA). Ficou absolutamente maravilhado com o que viu no "passeio" com Gastón.
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Chefs Quique Dacosta e Gastón Acurio, posando em frente ao painel onde "mistureros" são convidados a deixarem seus comentários sobre a feira Foto: Victor Idrogo |
Nem mesmo a primeira-dama conseguiu ofuscar a atenção dirigida a Gastón Acurio, mais famoso e carismático chef do Peru, proprietário do Astrid y Gastón e inúmeros outros restaurantes no Peru e pelo mundo.
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Gastón Acurio e a dona da banca descrevem diferentes batatas |
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Infinidade de quinoas no Mistura Foto: Victor Idrogo |
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Gastón, à esquerda, seguido por bando de fotógrafos Foto: Victor Idrogo |
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Chef Gaston Acurio posa para foto com lavradora andina, no Mistura Foto: Victor Idrogo |
“Una fotito por favor!” e “Gastón, un autógrafo!” iam implorando as pessoas que seguiam-no como uma procissão de fãs fascinados. De senhoras idosas a grupos de estudantes e crianças pequenas, tentavam furar o bloqueio dos guarda-costas e faturar a tão sonhada foto (poucos conseguem). Sob uma grande tenda com teto de palha batizada de “el mercado”, fazendeiros andinos, com sorrisos largos, vestindo trajes típicos e cheios de ouro nos dentes, exibiam-nos o fruto de seu trabalho no campo. Acurio ia descrevendo tudo, dando incontáveis apertos de mãos, posando para fotos, provando amostras, fazendo perguntas e encorajando-os: “Êxito!”, ou “Sorte, campeão!”.
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Foto: APEGA |
Havia batatas de inúmeros tamanhos e cores, algumas belíssimas, rajadas de roxo ou cor-de-laranja. Um senhor explicou porque planta 70 variedades distintas de quinoa, um dos produtos icônicos do Peru, em sua chácara de três alqueires nos Andes : “Cultivo o necessário, e é necessário porque é nosso dever manter a biodiversidade, somos do campo e nascemos com essa cultura”.
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Grãos peruanos, homenageados este ano no Mistura Foto: Victor Idrogo |
Achei incríveis umas batatas desidratadas, duras, esbranquecidas, que Gastón mostrou-nos. Os andinos secam-nas no gelo dos Andes, assim podem guardá-las o inverno todo. Devem ralar essas "pedras" de batata, como se fosse katsuo boshi, imagino...
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Batatas desidratadas pelo gelo dos Andres Foto: Victor Idrogo |
Segundo Acurio, esse espaço, montado como uma feira onde expõem-se e vendem-se também pimentas, frutas da selva, queijos e muito mais, serve para mostrar aos peruanos o que eles têm em seu país.
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Provando uma cerveja de milho (não dá pra dizer que seja gostosa....) enquanto Gastón engole uma garfada de pimentão recheado Foto: Victor Idrogo |
“É uma cadeia virtuosa, quando chefs veem algo aqui e o incorporam a seus menus cria-se uma cadeia virtuosa e fortalece-se o orgulho pelo que a terra nos dá”, disse Acurio. Ressaltou que há hoje em Lima 200.000 crianças desnutridas e culpou em parte “o marketing que prioriza alimentos industrializados”.
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Quique Dacosta dando palestra no Mistura Foto: Apega |
Enquanto dezenas de milhares de pessoas passeavam pela ruidosa e festiva feira, formando imensas filas em suas barracas de comida favoritas e lotando o que parecia ser um mar de mesas de piquenique, o clima era bem mais sério no auditório em que chefs peruanos e estrangeiros apresentavam suas receitas e filosofias. Na plateia, havia principalmente estudantes de gastronomia e jornalistas vindos de vários países.
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O pâtissier espanhol Paco Torreblanca, no Mistura Foto: APEGA |
Este ano as maiores estrelas eram os espanhois Paco Torreblanca (pâtissier), Joan Roca (do El Celler de Can Roca, cotado como o segundo melhor do mundo) - cujas palestras perdi, porque já tinha ido embora de Lima - e Quique Dacosta, do premiadíssimo restaurante homônimo, e o italiano Massimo Bottura, da Osteria Francescana.
Este último comoveu a plateia com seu discurso poético ligando arte, emoção e cozinha.
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Massimo Bottura depois de sua palestra no Mistura, dando autógrafos e posando para fotos: legião de fãs Fotos: APEGA |
Ligadíssimo ao mundo artístico, ele acaba de reinaugurar seu restaurante, e descreveu como agora integra ainda mais arte contemporânea do que na encarnação pré-reforma.
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A chef Roberta Sudbrack, apresentando-se no Mistura Foto: APEGA |
Dacosta e Bottura apresentaram seus restaurantes e receitas altamente vanguardistas, com a ajuda de vídeos mostrando os passo-a-passos. Roberta Sudbrack, do restaurante homônimo no Rio, representou muito bem o Brasil. Abriu a série de palestras falando dos laços íntimos que busca criar com seus fornecedores. Por respeito aos ingredientes prefere trabalhá-los com as mãos, transformando-os o mínimo possível, explicou.
A chef demonstrou três receitas de seu repertório brasileiríssimo, usando, entre outros ingredientes, farinha de parte interior de cascas de banana e rapadura. Improvisou uma quarta receita com produtos peruanos que encontrou no mercadão de Lima: pão, quinoa e algazinhas esféricas que a encantaram.
E mais gastronomia peruana no Boa Vida:
- Mistura 2012: a agenda completa
- Lima London, Ceviche, Amaz: nova safra de restaurantes peruanos
- O que penso dos avanços da gastronomia peruana: resposta aos ataques de leitores
- O grupo de chefs G9, a Carta de Lima que assinaram, e os disparates escritos pelo jornalista inglês Jay Rayner
- Chef Gastón Acurio: quem é e o que fez pela gastronomia peruana
- Chef Gastón Acurio sobe ao palco no Mistura 2011: vídeo
- "O Peru Ganhou de Nós", minha coluna sobre o Peru e o Mistura, na Folha
- Mistura 2011: o G9 e os destaques da agenda
3.9.12
Os melhores restaurantes de Lima e a feira de gastronomia MISTURA
Coisa boa: estou de partida, mais uma vez, para Lima. Vou cobrir, pela segunda vez, o impressionante evento de gastronomia MISTURA, que começa dia 7. Em preparação para a viagem, já estou planejando onde comer. E vai faltar tempo para ir a todos os restaurantes que eu gostaria de visitar ou revisitar... Resolvi aproveitar o embalo e dividir aqui os endereços que dei na matéria acima, que saiu na última CASA VOGUE (cliquem para vê-la em tamanho maior), e mais alguns que ficaram de fora... Lá vai:
RESTAURANTES
Astrid y Gastón
O QG de Gastón Acurio e sua mulher Astrid, que em breve se mudará de endereço.
Central
O restaurante da maior estrela em ascensão na cidade, Virgilio Martinez. Foi meu jantar favorito na última ida a Lima. Aliás, ele irá participar este ano da Semana MESA SP, em novembro.
Maras
Este fica no belo hotel Westin, um dos salões mais elegantes e convidativos que vi na cidade. A cozinha é sofisticada mas, para mim, deixa a desejar em originalidade. Usa muitos ingredientes peruanos mas tem gostinho de déja vu.....
Além desses três favoritos, recomendo também o divertido Panchita, do Gastón Acurio, especializado em anticuchos (espetinhos). Despretensioso e gostoso, com clima de churrascaria.
Fui a outros restaurantes além desses. Como o Malabar, por exemplo, que achei muito bom - pratos lindamente apresentados - mas um tanto triste, rígido. Estive também no Mayta, de outro jovem talento, Jaime Pesaque, onde também preferi a comida ao ambiente. Excelente bar de piscos.
E eis a lista dos restaurantes que quero muito experimentar desta vez:
Amaz
O novo do Pedro Miguel Schiaffino, do Malabar. A novidade do ano em Lima. Pretende ser uma versão mais acessível do Malabar, onde democratiza-se e simplifica-se a cozinha amazônica que o tornou famoso.
Tel. +511 221-9393 / 221-9880
Av. La Paz 1079 - Miraflores
reservas@amaz.com.pe
Ache
O novo do chef Hajime Kasuga, que já esteve no comando de restaurantes japoneses cotados como os melhores da cidade em outras épocas (Hanzo e Summum).
Av. La Paz, 1055, Miraflores
Maido
Um nikkei (nipo-peruano) muito bem cotado, do chef Mitsuharu Tsumura. Minha amiga e também jornalista Maria Canabal foi há alguns dias e me contou em um email: "me parecio espectacular.
Por fin un Nikkei de verdad, y no un restaurante que se llama Nikkei porque incluyo en su menu en aguacate..."
Calle San Martin 399, esquina com Calle Colón, Miraflores
Chez Wong
Lugarzinho-de-um-prato-só cult, de um protegé do Gastón chamado Javier Wong, que, para muitos, faz os melhores ceviches de Lima. Aliás, o melhor, no singular. Acho que ele só faz ceviche de linguado, e sequer tem menu. Só abre no almoço e, mesmo assim, só para quem reserva com antecedência. Não entendi muito bem o esquema, e até por isso, tenho curiosidade de ir experimentar. Abaixo, uma reportagem televisiva bem completa sobre ele, em espanhol.
Calle Enrique León García 114, Santa Catalina, La Victoria, +511 470-6217
E outras dicas que dei na Casa Vogue:
LOJAS DE DESIGN
Dédalo Boutique y Cafe
Galeria Lucía de la Puente
Atrações Turísticas
Museo Larco
Sala Luis Miró Quesada Garland
MALI ( Museo de arte de Lima)
Casa Aliaga
E mais gastronomia peruana no Boa Vida:
- Mistura 2012: a agenda completa
- Lima London, Ceviche, Amaz: nova safra de restaurantes peruanos
- O que penso dos avanços da gastronomia peruana: resposta aos ataques de leitores
- O grupo de chefs G9, a Carta de Lima que assinaram, e os disparates escritos pelo jornalista inglês Jay Rayner
- Chef Gastón Acurio: quem é e o que fez pela gastronomia peruana
- Chef Gastón Acurio sobe ao palco no Mistura 2011: vídeo
- "O Peru Ganhou de Nós", minha coluna sobre o Peru e o Mistura, na Folha
- Mistura 2011: o G9 e os destaques da agenda
1.9.12
Um almoço na cabane à sucre do chef Martin Picard
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cabane à sucre do chef Martin Picard, e canteiro de abóboras |
É fácil etiquetar chefs. Pegar um cara multi-facetado e resumi-lo em uma frase. Mas quando fazem isso com o cultuado Martin Picard, deixam de ver um retrato muito mais interessante do que a caricatura. Ele tem um lado sensibilíssimo, também esbanja criatividade e, em termos de execução de suas ideias, manda muito bem, fico impressionada a cada vez. Nunca repeti um prato. E comi poucos que não estivessem de ótimos para cima.
Hoje passei o dia no que ele chama de cabane à sucre (este post explica melhor). O salão do "restaurante" é como um lodge de fazenda ultra rústico, mesonas de madeira pesada e bancos e pratos servidos family-style. Lá fora, uma varanda com cadeiras "adirondack", algumas cobertas com peles de urso.
Normalmente, ele só abre esse pop-up, que fica dentro de uma chácara dele, durante a primavera, quando a "cabane" produz maple syrup. É um antigo costume do Québec, reunir gente para comer em cabanes à sucre. Pois ele se perguntou: por que não fazer o mesmo no outono, estação das maçãs, com um menu focado em maçãs? Há campos e campos e mais campos de macieiras no entorno. Fazia todo o sentido.
Na cabane há cardápio, não se escolhe nada além das bebidas (há um martini de maçã que, ao contrário daquela gororoba adocicada e verde que garotas tomam pelos bares da vida, é um verdadeiro martini, com o mais pálido toque de maçã na forma de um miolo da fruta, que substitui a azeitona habitual).
Trata-se portanto de um "banquete-degustação". Todos comem de tudo. Abrem o serviço um fromage de tête feito de porco ao invés de vitela, e presunto cru feito também lá mesmo. Servem as finíssimas fatias sobre uma caveira de porco. Não tirei foto, uma pena. Mas esta foi uma das ocasiões em que viver o momento era mais importante e prazeiroso do que documentá-lo.... ops!
Junto com a charcuterie servem queijo de ovelha fresquíssimo, praticamente um iogurte de tão molinho e alvo, com torradas finas e bem tostadas, favas de mel, lâminas de foie gras e brotos variados. Deusdoceu.
Ah, e uma sopa de squash (tipo de abóbora) com gruyère e ementhal e croutons por cima.
O próximo serviço era a pasta. Ravioli recheado de fígado de galinha que trazem à mesa em uma panela de ferro pelando. Aí despejam os ravioli dentro de um queijo parmesão cavado em forma de tina. Aí - escutem só essa - o chef abre um saco em que há foie gras cozido sous vide e despeja aquilo sobre a massa. Aí mistura-se os ravioli e o foie dentro do parmesão e... voilà! Chose de lóc.
Aí vieram os últimos pratos. Um panelão de carne cozida lenta e longamente, com ostras por cima e cenouras submersas no denso molho. De acompanhamento, deliciosas panquecas de berinjela, folhas de alface Boston bib (que usávamos para enrolar nacos de carne) e brócolis com molho encorpado de amendoim e sementes de gergelim.
E um salmão assado "en papillote", só que nesse caso o "papillote" era jornal.
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garçom abrindo o pacote de jornal que contém o salmão |
Entre os dois lombos do salmão, meteram ervas (poderia ter menos manjericão) e finíssimas fatias de maçã. Ao lado, um molho para o peixe feito de endívias cozidas lentamente até caramelizarem, com conhaque e creme.
Ah, e umas ostras cruas, que ninguém é de ferro.
Ainda bem que eu, conhecendo o esquema, me contive até a hora da sobremesa. Ou, melhor dizendo, da orgia de sobremesas.
Em uma embalagem de creme reaproveitada, trouxeram um sorbet de crab apple (maçãzinha daqui que para comer crua não presta) e algodão doce.
Não poderia faltar, claro, uma apple pie. Só que a dele é feita de massa folhada. Claro. E chega morna à mesa. Claro.
Em seguida, um sticky toffee pudding: típica sobremesa inglesa, um bolo de maçã e ameixa com aroma de especiarias sobre o qual despejam caramelo quente. Nesse caso, assaram o bolo... em uma lata! E abrem a lata à mesa. Todo mundo pira, claro.
Por fim, veio um suflê de maçãs com uma espécie de creme de chocolate no fundo. O único escorregão, achei. Doce demais.
E assim foi. Um sábado memorável e um chef que ainda vai dar (mais) o que falar.
O menu:
- Marinated eggplant
- Pickled cauliflower and miniature pickles.
- Cream of squash au gratin Amaretti garnished with apples.
- Cured ham from the “Cabane PDC” and “tete fromagee”.
- Goat yogurt with honey, slivers of foie gras on toast.
- Ravioli stuffed with chicken livers, cavatelli apple sauce accompanied with a confit of foie gras.
- Salmon “en papillotte” with escargots and apple cider sauce
- Glazed apple beef roast, eggplant crepes, warm oysters, hazelnut brocoli and lettuce.
- Apple Pie… A classic.
- Soft marbled ice cream and apple sorbet.
- Apple and prune cake (sticky toffee pudding) with caramel sauce
E mais Martin Picard:
Chef Martin Picard: quem é esse gentil giganteO novo livro de Martin Picard
Minha descrição do livro, em detalhes, em inglês
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