20.4.12
Moët & Chandon lança champanhe com grafitti na garrafa: bela sacada de marketing
Achei sacadíssima essa campanha publicitária da Moët & Chandon. A pessoa compra a uma magnum e pode "grafitar" a mensagem que quiser. Ponto para o autor da ideia, aposto que vai ser muito copiada... Vejam o filme promocional que legal, neste link.
Diz o press release:
"Glamour do grafite se encontra com o estilo de Moët Rosé Impérial
Moët & Chandon Rosé Impérial combina o glamour personalizado do grafite e o luxuoso estilo Moët & Chandon. Você vai intensificar a experiência com este ultra-personalizável coffret em edição limitada. Estão incluídos uma caneta-marcador rosa e adesivo para personalizar a garrafa Magnum (1,5 L) com seu próprio toque especial. A Magnum se torna a forma mais sedutora de marcar seu amor e compartilhar suas emoções.
André, a lenda do grafite, assina esta edição limitada para a Moët & Chandon. Internacionalmente aclamado por seu grafite sobre amor, usando a arte como uma forma de convencer uma mulher sobre suas emoções, André empresta sua maestria para ajudar os apaixonados a fazer sua própria e romântica declaração."
18.4.12
Restaurante Quique Dacosta na Espanha: um jantar em 33 imagens
Ontem recebi uma simpática mensagem no Facebook da sobrinha da minha melhor amiga, que conheci criança. Dizia assim:
"Não sei se voce lembra de mim, de qualquer jeito te conheci era bem pequena !

Parabéns pelo sucesso

Beijos
Stephanie"
Aquilo me pôs a pensar.... sou mesmo garota de muita sorte: vivo de fazer aquilo que amo.
Hoje, por exemplo, tirei o dia para rever fotos e anotações de um dos jantares mais incríveis da minha vida, no restaurante Quique Dacosta, ao sul de Valência, na Espanha. Cada foto, cada página de caderno que eu ia virando me levava de volta para aquela noite silenciosa em que jantei sozinha.
Passei horas sem quase falar, sorvendo cada garfada e gole. Naquele quase transe em que me encontrava, pasma com cada prato que me era servido, refleti longamente sobre minha vida passada "na estrada", comendo; sobre aquele belíssimo e ensolarado pedaço de mundo onde estava, à beira do mar, e sobre a dedicação e imaginação fantásticas de um cozinheiro por quem, depois daquela noite, passei a admirar triplamente.
Nem tive tempo de me sentir só. Talvez porque o serviço ali é dos mais genuinamente calorosos que já vi. Mérito dos eficientíssimos Didier Fertilatti (que dirige o serviço) e José Antonio Navarrete (sommelier nota mil).
Não quero escrever um livro, nem explicar cada prato.
Quero apenas levar vocês pela mão, por quatro minutinhos, a esse lugar surreal que só fez reforçar a minha certeza de que eu não poderia nunca fazer outra coisa na vida.
Antes, para começar, assistam este curto vídeo... depois, vejam as fotos do meu primeiro jantar no Quique Dacosta (acreditem: voltei lá na noite seguinte!!)
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Caracol com suas ovas |
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Kalanchoe y Aceite (folha-da-fortuna com azeite encapsulado em bolinhas) |
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Kumquat com ovas de tobiko, óleo de avelãs |
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Tortita nori (salgadinho com alga nori e minicamarões) |
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Rompepiedra (nome da folha, na verdade, que cura pedra no rim, quebra-pedra em português). Por cima, ventresca de cavala. |
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cracker de algas |
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Matinho da região (raïm de pastor), curtido e servido sobre as próprias pedras onde cresce ("colhidas" em parque próximo) |
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Nido golondrina (ninho de andorinha) servido sobre palha de palmeira |
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chips de figos sobre folha de figueira |
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De novo, mesmo prato, um dos mais lindos que vi na vida |
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Abacate com raspas de caroço de abacate que ralam à mesa! O caldo é como um dashi. |
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Tomate (neve de água de tomate, espuma gelada e pedacinhos de tomate seco) |
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Piquillo (pimentão). Outro "parece-mas-não-é", na verdade feito de... melancia! Belo prato irridescente que lembrava o interior de uma pérola. |
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Almendra (inspirada na famosa sopa fria ajo blanco) |
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Vainas (ervilhas) |
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Ostra servida sobre pedras quentes |
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Gamba roja de Denia (camarão vermelho típico dali) - parte 3 de uma homenagem à gamba |
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Gamba roja de Denia (camarão vermelho típico dali) |
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Suquet de algas (era mais bonito ao servirem, depois despejam a sopa quente por cima) |
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Salmonete (o peixe, assado no papel manteiga, é desembrulhado na frente do cliente). Servido com vagens e emulsão de uni. |
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Rocio (Orvalho): granité de caipirinha e, por cima, gelo com gotas de cachaça |
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Coca d'dacsa (wafer dourado com milho liofilizado) |
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Coca d'dacsa (wafer dourado com milho liofilizado) |
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Remolacha (Beterraba) |
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Tuetano (Tutano) |
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Cuba libre (musse de foie gras com rum coberta de gel de Coca-Cola), torradas de brioche |
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Té Matcha (chá verde) |
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Miel (bolo-esponja que parece um favo de mel, sobre o qual pingam um fio de mel de laranjeira) |
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Campo de cítricos |
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Campo de cítricos |
Oriol Castro e mais dois chefs do El Bulli abrem o restaurante Compartir em Cadaqués
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Ferran Adrià com o chef Oriol Castro, no El Bulli Foto: Maribel Ruíz de Erenchun |
Deu no portal de gastronomia espanhol Gastroeconomy.
Mateu Casañas, Eduard Xatruch e Oriol Castro, os três chefs que comandavam a cozinha do El Bulli (que como os leitores deste blog estão carecas de saber, fechou em julho passado) abrirão juntos, no fim do mês, um restaurante "sem pretensões" em Cadaqués, cidadezinha lá na ponta da Catalunha, relativamente próxima à baía isolada aonde ficava o El Bulli.
O El Bulli foi o que foi por muitas razões, e uma delas era o poder absoluto que Ferran Adrià exercia sobre seus chefs. Trabalhavam muito, e estavam sempre muito juntos, um fechado primeiro-time catalão que mantinha tudo sob o mais estrito controle. Quem melhor descreveu essa peculiar dinâmica foi a jornalista Lisa Abend, em seu excelente livro The Sorcerer's Apprentices: A Season in the Kitchen at Ferran Adrià's elBulli
, que conta os bastidores da mais mítica cozinha do mundo.
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Chefs Albert Adrià (à esq.) e Mateu Casañas no El Bulli Foto: Maribel Ruíz de Erenchun |
O restaurante do trio de chefs, que se chamará Compartir, focará, logicamente, em pratos para serem compartidos.
Casañas disse ao jornal espanhol ABC que farão cozinha nem criativa nem clássica, mas com um toque pessoal.
Sabem o que eu acho? Que será uma espécie de Tickets (o restaurante de tapas contemporâneas dos irmãos Adrià em Barcelona).
E acho também que eles mal sabem o trabalho que dá, nos bastidores, ser um bom restaurateur. Uma coisa é cozinhar. Outra, bem diferente, é ter carisma e tino para negócios suficientes para fazer um restaurante dar certo.
Não sei se eles têm esse segundo talento.
O tempo dirá.
Os três estão abrindo o negócio com a benção do chefe: continuarão trabalhando para Ferran e farão parte da equipe da El Bulli Foundation, quando abrir (sabe-se lá quando). Para quem não sabe o que é essa fundação, eis abaixo matéria a respeito que escrevi para a CASA VOGUE. Cliquem nas imagens que elas aparecem maiores.
E aqui, o link para quem quiser fazer reserva no restaurante Compartir.
Telefone: +34 972 258 482
16.4.12
Restaurante Attimo, do chef Jefferson Rueda: inauguração em junho
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O chef Jefferson Rueda (à direita) prepara no Engenho Mocotó do chef Rodrigo Oliveira (à esquerda) galinha ao molho pardo e polenta com queijo meia-cura |
O simpático chef Jefferson Rueda (ex-Pomodori) tocará a cozinha do Attimo, restaurante auto-denominado "ítalo-caipira" que, segundo o proprietário Marcelo Fernandes (o mesmo do Kinoshita e do Clos de Tapas) consumiu um investimento de 4 milhões de reais. Uma inauguração desse porte não se vê sempre, mesmo em uma cidade como São Paulo onde cada semana surgem novidades - por isso eu venho acompanhado cada passo com atenção.
Sei, por exemplo, que o Attimo terá uma carta de cachaças com mais de 120 variedades, elaborada pelo sommelier Manoel Beato.
No menu, muito porco e releituras de pratos caipiras como galinha ao molho pardo (sim, com galinha de verdade!)
A inauguração foi adiada para junho.
O espaço está praticamente pronto. Ocupa uma casa antiga na rua Diogo Jácome, perto do Parque do Ibirapuera, desenhada pelo starquiteto David Libeskind, o mesmo que assina o Conjunto Nacional. A reforma e a restauração consumiram boa parte do investimento total.
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Casa desenhada por Libeskind, antes da reforma que a transformará no Attimo |
Fernandes não dá ponto sem nó: para cuidar da pâtisserie escalou ninguém menos que Saiko Yoneda, ex-confeiteira do D.O.M.
Rueda preparou alguns dos pratos que estarão no cardápio no encontro anual dos leitores deste Boa Vida, lá no Engenho Mocotó (vejam neste link) e deixou o grupo impressionado.
Rufam os tambores...
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