11.4.12

Gastrorave do Checho Gonzales na Galeria Vermelho dia 21: hype

Pátio da Galeria Vermelho   Foto: Phuong-Cac Nguyen


Então hoje chega um email da minha irmã dizendo assim:


"Gastro rave em São Paulo, tá todo mundo combinando de ir e postando no Facebook, virou hit."

Lógico que eu não poderia ignorar, né?

Googlei e descobri o seguinte:

A tal feira gastronômica “O Mercado" vai rolar dia 21 (ou melhor, na madrugada do 21 ao 22), da meia noite até as 5 da manhã, e chefs irão servir em suas respectivas barraquinhas umas laricas caprichadas. Paga-se entre 5 e 20 reais por comidinha.

Ideia do chef Checho Gonzales.... que quer repetir isso todo mês, pelo menos. Eu confesso que jamais tinha ouvido falar nesse chef. Perdoem.

Googlei e a) descobri que trata-se de um boliviano radicado em São Paulo que já trabalhou para o Alex Atala e b) achei uma entrevista absolutamente burra, não sei qual era pior, ele ou a entrevistadora, Lorena Calabria. Mas enfim.... a quem interessar possa, eis o link.

De todo modo, a larica noturna me pareceu divertidíssima.

Os chefs participantes:

  • Alexandre Leggieri – Cannoleria (cannolis)
  • Carlos Ribeiro – Na Cozinha Restaurante (buraco quente)
  • Checho Gonzales – Cebicheria Gonzales (anticuchos e cebiches)
  • Daniela Bravin – Bravin (vinhos e coquetéis)
  • Dagoberto Torres – Suri Ceviche Bar (arepas)
  • Deepali Bavascar – sabores da índia (samosas vegetarianas)
  • Henrique Fogaça – Sal Gastronomia (Sanduíche no pão ciabata com carne seca desfiada, azeite de gengibre, queijo de cabra, tomate e rúcula)
  • Janaina Rueda – Bar da Dona Onça (arroz de puta rica)
  • Lourdes Hernandez – Casa dos Cariris (tacos e enchilladas)
  • Marcos Carnero – Pão filosófico (pães)
  • Pipa – Comida de Papel (burgueres)
  • Rene Aduan Jr. – Alma Rustica Gastronomia (defumados e hidromel)
  • Tibira – Caos (coquetéis)
Onde vai ser? No pátio da Galeria Vermelho perto da Paulista.
(Onde fica o Sal Gastronomia, Rua Minas Gerais, 352.

Mais detalhes na Folha, neste link.

10.4.12

Chef Wagner Resende sai do Le Marais para tocar nova filial no Itaim do Serafina



Recebi agora à tarde um press release que acho que deve interessar a muitos de vocês leitores... O chef Wagner Resende saiu do Le Marais - a coisa vai ficando dura para Ida Maria Frank.... (Para quem não sabe: o Paulo de Barros do Girarrosto era sócio do Le Marais).

E, quem diria: aprendi lendo o release que vem aí um Serafina no Itaim! Eu nunca dei bola para esse lugar badalete dos Jardins, filial do Serafina original, em Nova York - restaurante de pouca expressão mas que sempre teve muita clientela brasileira. Mas pelo jeito, tem (muita) gente que gosta....

Vejam:


"Wagner Resende acaba de deixar o comando do Le Marais Bistrot. Ele desfez a sociedade com Ida Maria Frank e também se desligou do St. Honoré, outra casa da restauratrice, aberta em 2011.

O chef irá assumir a cozinha da segunda unidade do Serafina, prevista para ser inaugurada no mês de junho, na Rua Pedroso Alvarenga, Itaim Bibi. Até a abertura do novo restaurante, ele ficará no Serafina da Alameda Lorena.

Wagner Resende foi subchefe de Erick Jacquin no Café Antique e na La Brasserie. Depois de uma rápida passagem pelo extinto Lucca, foi para o Due Cuochi Cucina, de onde saiu em julho de 2009, para inaugurar o Le Marais. "

9.4.12

Pela gastronomia brasileira: um desabafo

Logo e slogan de movimento encabeçado pela chef Mônica Rangel


Os números que medem a audiência deste blog não mentem: falar do chef Paulo de Barros e seus restaurantes dá muito ibope. Medir um restaurante de São Paulo contra outro, mais ainda.

Já discutir os rumos da gastronomia brasileira................. quase nada.

Mas, desculpem, mesmo sabendo que poucos estão interessados, insisto porque o tema é importante.

Vou resumir, não quero entediar aqueles que vêm ao Boa Vida em busca de dicas de restaurantes de NY ou São Paulo.

Mas o fato é que chegou a hora de abrirmos os olhos e prestarmos atenção no que se passa ao redor: nossa gastronomia está mostrando a cara! Finalmente, exibimos em eventos,  aos estrangeiros, pratos nada estereotipados, e falamos de nossos produtos.

Um dia é a Roberta Sudbrack na França, no outro, o Rodrigo Oliveira do Mocotó, na Itália, depois, Rafa Costa e Silva, ex-braço direito do Andoni lá do Mugaritz, no país basco, que recentemente deu show em Mendoza (na Argentina). Sem falar em Felipe Bronze, que  arrasou em Paris, no Omnivore. E tantos outros... finalmente!

Quem não presta atenção nessas coisas... tem que prestar, por pouco que seja, sorry... dever de cidadão.

Somos grandes, como país, mas pequenos, ainda, como potência gastronômica internacional - Peru e México nos deixam a comer poeira! (Hãn? Não souberam que Ferran e Albert Adrià estão levando a cozinha mexicana a Barcelona?! Pois leiam mais neste link).

Naqueles países, bem menos blasés, o povo apoia, o governo investe grana, o pessoal presta atenção.... enquanto daqui... pouco conhecem além de bundas, carnaval, feijoada e caipirinha.

Quando vamos acordar?

Quando vamos desencanar de comer tanto salmão chileno e cordeiro neo-zelandês, para começarmos a olhar o que temos ao redor?

Quando vamos perceber que milhões de pobres sem emprego se beneficiariam de programas que dessem valor a ingredientes criados em suas respectivas regiões?

O Alex Atala uma vez me disse, e eu nunca me esqueci: a preservação do meio-ambiente começa pelo homem, pela gente que está lá no mato sem ter do que viver. Não são só os bichos que correm perigo, mas também a gente que está lá, sem ter do que viver.... Quem já viu aqueles índios miseráveis sabe do que ele fala...

Verdade, e, quiçá, se cada leitor deste blog e das revistas de gastronomia fizerem sua parte, sem demagogismo, poderíamos avançar.

É o que espero, e me coloco a disposição da causa, com todo o meu fervor patriótico.

Até aqui, ganhamos grandes defensores, além do próprio  Alex Atala.

Uma das maiores é Mônica Rangel, do restaurante Gosto com Gosto de Visconde de Mauá, que vem batalhando duramente pela promoção da causa. Em maio receberá, lá naquele lindo pedacinho de mundo que é Mauá, um representante do ministério do turismo para discutir os rumos da gastronomia brasileira, com a presença de vários outros chefs. Bravíssima!

Sua última briga? Derrubar um tolo anexo a portaria do Ministério do Turismo que diz que

em "Hotéis de 4 e 5 estrelas, as etrelas são para restaurante de cozinha internacional. Diz Rangel: "Na minha opinião,  o termo “cardápio de cozinha regional ou típica” para as categorias 4 e 5 diminui completamente a importância de nossa gastronomia. Poderia ser obrigatoriedade de restaurante de cozinha brasileira e internacional o termo. Mais grave ainda, novamente na minha opinião, é o caso dos hotéis históricos, que deveriam valorizar nossa gastronomia, nossa história".

Enfim... uma longa batalha contra o status quo...

Outro bom "lutador" é o chef Felipe Bronze, que, a seu modo, mesmo provocando críticas aqui e ali por seus modos extrovertidos e sua queda pelas preparações usando nitrogênio líquido, apresenta em idas ao exterior um Brasil rico e exuberante, difícil de traduzir (melhor: eles que venham decifrar por si próprios). E amarra parcerias com grande desenvoltura.

Nem vou falar de Roberta, Rodrigo, Thiago, Morena, Alberto, Bel, Mara e tantos outros que estão nesse mesmo barco.

O fato é que o movimento, felizmente, vai pegando embalo.

Avante!

Charlevoix, no Québec, em 10 imagens


Parece um quadro, uma miragem. Mas não é. É Charlevoix, onde vive minha tante Julie e onde passei a Páscoa, comendo e bebendo como uma rainha.... Cinco horas ao norte de Montréal.











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