4.4.12

Os 100 melhores restaurantes do mundo segundo a revista Elite Traveler




Guias e rankings sempre são controvertidos: impossível que todos concordem na hora de declarar um restaurante melhor do que outro. Mas de cinco anos para cá ninguém discutia que o ranking mais importante de todos era o The World’s 50 Best Restaurants, publicado anualmente pela revista inglesa Restaurant (do qual eu sou jurada, vocês podem ler meus posts no site do 50 Best clicando neste link).

Pois não é que de repente lançaram um outro ranking, concorrente, em que os resultados são bem diferentes? Naturalmente, dominam os 10 melhores restaurantes tipicamente de "expense account", onde executivos levam clientes (afinal de contas, a revista que inventou esse novo ranking chama-se Elite Traveler): Per Se, Bernardin, Daniel, Ducasse, etc.
Eis a seguir os primeiros dez colocados - basta clicar na imagem para vê-la maior - o resto da lista vocês podem conferir neste link.
E aqui, o link para meus posts sobre o prêmio The World's 50 Best Restaurants neste Boa Vida. 







Elite Traveler World Stop Restaurants

1.4.12

Chefs Quique Dacosta, Ricard Camarena, Davide Scabin, Enrico Crippa: os pratos mais lindos


Caracol, Quique Dacosta, Denia (ao sul de Valência) – um dos muitos amuse bouches
(e não é que tinha ovas dentro?)

Ando lembrando de minha última ida à Espanha e à Itália, tentando decidir para onde ir nesse próximo verão europeu. Confesso que venho sonhando com um apêzinho em Barcelona...

Da última vez, passei 5 Piemonte seguidos de 4 no Alicante - e um absurdamente curto pit stop de UMA noite em Barcelona!

O Piemonte, naquele outono frio, já vestindo os tons desbotados de marrom e bege, perfumado pelas trufas brancas que estavam chegando ao seu auge. O segundo, um alegre e ensolarado mergulho no Mediterrâneo e na fartura dos campos de laranjeiras e oliveiras e figueiras do Alicante.

Os pratos mais belos eram também, em muitos casos, os mais gostosos – o que nem sempre é o caso…  O ovo do Quique… A horta embrionária do chef Enrico Crippa do Piazza Duomo (perturbadora de tão bem-sacada e deliciosa)… E o tomate com anchova que quase me levou às lágrimas, do Arrop, em especial, ficarão estampados na memória para todo o sempre.
Não acredito que meses depois o restaurante fechou, vítima da crise financeira na Espanha - grande pena!

Eu queria mostrar esses pratos que mais me tiraram o fôlego, para vocês sentirem o nível da “brincadeira”. Chose de lóc!


Chips de figos desidratados sobre folha de figueira, Quique Dacosta, Denia 




“O que veio primeiro, o Ovo ou a Galinha?”, Quique Dacosta, Denia

(o de cima, comestível, é um trompe l’oeil e tem interior líquido
com gosto de caldo de galinha; os de baixo
são verdadeiros, enfeites colocados ali para confundir o olhar)




Sopa de outono com velouté do azeite de seu escabeche,
do chef Ricard Camarena (de Valência)



Anchova do Cantábrico, creme de rúcula, tomate “de penjar”
– um dos melhores tomates que já provei na vida,
cultivado próximo ao mar, ali mesmo
naquela bela região. Prato do chef Ricard Camarena (de Valência)



Abóbora, iogurte e fios crocantes de gengibre,

do chef Ricard Camarena (de Valência)





Verduras imaturas da horta (do chef) com trufas
e bagna cauda (o típico “dip” piemontês,
mas em versão mil vezes mais delicada),
Piazza Duomo (em Alba)
Foto: Bob Noto




“Pimentão” recheado, Piazza Duomo (em Alba)
Foto: Bob Noto




Bacalhau seco,
gauffre de parmesão,
no Piazza Duomo, em Alba
Foto: Bob Noto



O nome oficial do prato, um clássico do chef Davide Scabin,
é “Black is black (…when spaghetti take shape)”
Uma larga “fita” de espaguetes negros que se
desmancha na boca, no Combal.Zero, perto de Torino
Foto: Bob Noto

28.3.12

GQ de abril nas bancas... Deborah Secco, caipiras do Carlos Bertolazzi e frango assado




Um ano, quem diria. Chegou hoje às bancas a edição de aniversário da GQ Brasil.

Este mês, falo de caipirinhas doidas (do novo Zena Caffè do Itaim) e... frango assado!




27.3.12

Jiro e os chefs Eneko Atxa e Magnus Nilsson: produto, produto, produto



Tenho escrito posts-livros, respostas a comentários feitos por a e b no Twitter, ou, no caso de ontem, um post (merecidamente longo) dedicado ao Epice.

Mas hoje vou escrever menos e mostrar mais.

Este post dedico a @ankauf , @oadegadesake, @msTLord @ReCruz @alhosepassas e @missmacinelli - mas, principalmente, à @ankauf (para quem não sabe, a chef Andrea Kaufmann, do AK Vila) que foi quem deslanchou a (frutífera) discussão/controvérsia sobre minha última coluna na Folha, terroirs e quetais.

"Subi" um vídeo meu meio ruinzinho que, se aumentado para tela cheia, mostra bem o chef basco Eneko Atka, do Arzumendi, perto de Bilbao, explicando o fantástico novo espaço que ele fez para servir sua comida feita de bichos e plantas do seu "quintal". Vejam:



E um segundo vídeo, feito pela jornalista Maria Canabal, de Eneko falando do novo restaurante no fórum gastronômico OMNIVORE, em Paris:



Do outro lado do mundo, um mestre dá exemplo: Jiro, um dos maiores sushimen do Japão, ainda vai todo dia ao mercado de peixes escolher cada peixe que vai servir a seus clientes. Incrível o trailer do filme sobre ele:

Chefs Magnus Nilsson e Alex Atala caçando patos na Lapônia

E, por fim, mostro a seguir uma prévia exclusiva de trechinho do livro de outro chef que admiro muito, o sueco Magnus Nilsson do Faviken. Esse livro sairá em poucos meses, pela PHAIDON.

Para bom entendedor, o elo entre os dois vídeos e os parágrafos abaixo e tudo aquilo que discutimos no Twitter será claro: proximidade ao produto, conhecimento do produto, respeito pelo produto.


Posto aqui não para reiniciar qualquer discussão,  mas meramente para fazer pensar, um minutinho que seja.


 
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