16.6.11

Hotel bom e barato em Montreal: Le Petit Hôtel


A leitora Luciana deixou um comentário pedindo recomendação de hotel 4 estrelas em Montreal. Lembrei de um que visitei ano passado, em Old Montreal (Vieux Montréal) que achei bem charmoso,
o Le Petit Hôtel.

Ele é o último de uma série de hoteis descolados - a mesma família grega é dona também do Place d’Armes, do Nelligan e do Auberge du Vieux Port, todos ali pertinho e ótimos.
Este novo tem um ar jovem. A recepção se mistura ao café, onde vendem croissants tamanho família simplesmente perfeitos.




O lobby é miúdo, estreito e escurinho. Não exatamente luxuoso, mas um charme.




Os quartos vêm em quatro tamanhos, literalmente, S, M, L e XL! Gostei da sacada.
Esse é um medium:





Depois fui ver esse extra-large, que achei lindo e arejado e enorme.






As diárias custam cerca de Can$ 200 a Can$ 300 dólares canadenses - ótimo negócio!

Le Petit Hôtel: 168, rue Saint-Paul Ouest, tel. 00 xx 1 514-940-0360


Mas Luciana, a melhor dica que posso te dar é visitar o site oficial da secretaria de turismo da cidade, o Tourisme Montréal.

Clique nos summer deals - que vão até outubro. Além de darem descontos nas diárias - que, dependendo do hotel, vai de 50% na terceira diária a terceira noite grátis - ainda jogam no pacote vários brindes, como estacionamento grátis, vale de 50 dólares pra gastar em restaurante da moda, etc.

Ano passado reservei para uma amiga o melhor hotel do downtown, o Sofitel. Achei a descrição do deal meio confusa, mas pedi a reserva de três noites mesmo assim. E não é que chega um email confirmando tudo e dizendo que o valor da diária ficou em Can$ 132 por noite?? Achei MUITO barato!


Exemplos de hoteis bacanas incluídos nessa promoção:

MELHOR DO DOWNTOWN: SOFITEL, A CAN$ 199!


MELHOR DO VIEUX MONTREAL: AUBERGE DU VIEUX PORT, A CAN$ 190!



MELHOR PRA QUEM QUER BALADA E ESTAR PERTO DO BOULEVARD SAINT LAURENT, OPUS, A CAN$ 199!






E alguns dos meus hotéis favoritos em Montréal (todos mais caros do que o Le Petit Hôtel):



O Opus (8, Sherbrooke West Street, 657-5656, opushotel.com; diárias desde CAD$ 329; Cc: todos) é o hotel mais badalado, graças a Koko, seu restaurante-lounge asiático. No Auberge du Vieux-Port (97, Rue de la Commune, 876-0081, aubergeduvieuxport.com; diárias desde CAD$ 164; Cc: todos), os melhores quartos são os de quina, como o 306, com parede de pedra e vigas aparentes. O Hôtel Place d'Armes (701, Côte de la Place d'Armes, 842-1887, hotelplacedarmes.com; diárias desde CAD$ 195; Cc: todos) tem uma ala velha (mais apertada) e uma nova (bem melhor), além de ótimo spa. Das grandes redes, a melhor é a Sofitel (1155, Rue Sherbrooke Ouest, 285-9000, sofitel.com; diárias desde CAD$ 170; Cc: todos). Nos quartos, camas fofíssimas e flores frescas.
E pra terminar, dois vídeos de hoteis em Montréal:





13.6.11

Hotel Ritz-Carlton de Montréal reabrirá com restô do chef Daniel Boulud e loja Tiffany's



Semana passada o hotel Ritz-Carlton Montreal anunciou que quando reabrir, até o fim deste ano, terá uma loja Tiffany's e um restaurante do chef Daniel Boulud, o Maison Boulud. 
Para Montreal, é uma grandíssima notícia. O Ritz-Carlton sempre foi um ícone da cidade - está como o Copa para os cariocas - e sua reinauguração está sendo ansiosamente esperada. O hotel, que andava caído, foi fechado em 2008 para uma mega reforma. Terá, em sua versão 2011, 130 quartos e suítes de hotel, e 46 apartamentos residenciais. 
O custo da brincadeira? 150 milhões de dólares canadenses, dizem eles.

Para mim, o mais legal de tudo vai ser poder almoçar em um restaurante do chef Daniel Boulud (coisa que atualmente só faço em Nova York, onde ele tem o Daniel, o Bar Boulud, o DB Bistro Moderne e outros). A Maison Boulud em Montreal vai ocupar o antigo restaurante do hotel, famoso não pela gastronomia mas sim pelos chás da tarde servidos em pátio ajardinado dando para um laguinho com patos. E o pátio (com patos e tudo) será mantido - grande idéia para aplacar eventuais críticas dos antigos habitués do espaço.


O site americano Eater deu uma nota há algum tempo dizendo que "Boulud gostaria que o menu fosse influenciado pela cidade de Montreal e que ingredientes locais fossem usados". Estive com ele hoje, para uma entrevista, e pedi para ele explicar melhor - depois mostro o vídeo!

12.6.11

The Gilbert Scott, em Londres: novo restaurante do chef Marcus Wareing



Estive em Londres há pouco mas, infelizmente, não consegui ir conhecer o novo The Gilbert Scott, do grande chef Marcus Wareing - ainda não tinha sido inaugurado! Mas mesmo sem ter conferido em pessoa, tenho certeza que vale muito a pena almoçar lá. Primeiro, porque o lugar é lindo de morrer. Gastaram milhões reformando um velho hotelão anexo à estação de trem st. Pancras, do qual faz parte o restaurante. Não fica exatamente no centro de Londres, mas chegar lá é super fácil, várias linhas de metrô param naquela estação...


Encomendado pela Midland Railway ao arquiteto George Gilbert Scott, o hotel original levou cinco anos para ser construído e foi inaugurado em maio de 1873. O Grand Midland era de um luxo extravagante e vitoriano, com capitéis dourados esculpidos vagens e romãs folhadas a ouro Fechou em 1935 porque já não dava para manter um hotel de luxo em que faltavam banheiros nos quartos. Funcionou como  dormitório de funcionários de transportes de 1945 a 1985.





Agora, foi reaberto como St. Pancras Renaissance London Hotel, e diárias custando a partir de 300 libras.

O restaurante tem feito enorme sucesso pelo menu ultra-British baseado em receitas antigas que o chef pesquisou em livros. O ambiente manteve muitos detalhes de época, restaurados - uma beleza!




Marcus Wareing at The Berkeley
Para quem não sabe, Marcus Wareing já foi o mais querido e prestigiado dos protegidos do überchef Gordon Ramsay, até o dia em que brigaram. O restaurante no The Berkeley, aliás, era do seu ex-chefe Ramsay e chamava-se Pétrus. Ao passar de mãos, foi rebatizado como Marcus Wareing at The Berkeley e logo tornou-se o melhor da cidade (segundo guias como o Harden`s (uma espécie de Zagat da Inglaterra, popularíssimo).

The Gilbert Scott: Euston Road, tel.
+44 207 278 3888
reservations@thegilbertscott.co.uk

Marcus Wareing at The Berkeley
Wilton Place, tel. +44 20 7235-1010,
www.the-berkeley.co.uk  

O vídeo abaixo mostra o chef fazendo um tour com o jornalista inglês Tim Hayward, do The Guardian, seguido das impressões do Hayward durante um almoço no The Gilbert Scott.




E o menu do The Gilbert Scott:







Blogueiros contra chefs: coluna desta semana no Folha Comida

 


Coluna desta quinta-feira no caderno Comida, da Folha


A simbiose entre chefs e blogueiros, caldeirão de amor-e-ódio, parece prestes a entornar. Se por um lado restaurantes faturam cada vez mais fama e fortuna graças  a relatos detalhados de jantares postados na web (que podem ser repicados ad infinitum via Twitter e Facebook), por outro, nem todo post é positivo ou mesmo factualmente correto. De elogios todos gostam, mas quando algo escrito desagrada ou insulta, chefs naturalmente sentem-se vítimas injustiçadas, vulneráveis a ataques às vezes até infundados. 


   Em maio o respeitado chef Alex Stupak (ex-Alinea e WD-50) levou pancada de um food blogger americano por ter deixado a pâtisserie avant-gardista para abrir um restaurante mexicano.  Revidou publicando uma carta ao importante site Eater onde defendia o direito de mudar a rota de sua carreira e apontando erros na crítica: “dizer que estou dando um passo para trás quando você não tem ideia do quão difícil foi fazer o que fiz é um insulto. (...) Você não teve nem a decência de checar a ortografia de um chef muito prolífico nem sabia que ele tem hortas próprias (...) Dizer que sou mais “ligado às feiras” é outro indicador de ignorância e escrita preguiçosa”.


   O blogueiro aprendeu na marra que criticar restaurantes é pesada responsabilidade que requer ética e savoir faire e que deveria ser deixada só para quem sabe do que fala. Mas incidentes desses não impedem que surjam a cada dia novos “críticos gastronômicos” formados pela Universidade Wordpress, postando em blogs e nas mídias sociais milhares e milhares de descrições e fotos de suas experiências gastronômicas. Uns entendem mais, outros menos – mas coletivamente exercem tremendo poder e, individualmente,  em maior ou menor grau, podem denegrir a imagem de um chef.


   Naturalmente, os chefs procuram se defender das críticas, sejam elas justas ou não. Publicar respostas a ataques, como fez Stupak, nem sempre ajuda: acaba jogando-se mais lenha na fogueira e chamando atenção para aquilo que se quer ocultar. Os mais espertos tornam-se amigos do maior número possível de blogueiros e jornalistas, fornecendo notícias em primeira mão, oferecendo jantares grátis e disparando elogios pelo Twitter: chamemos esta a tática desmonta-inimigo. Mas há aqueles que, desconectados da nova era-em-que-tudo-vira-notícia-em-meio-segundo, tentam tapar o sol com a peneira. Como? Fazendo para seus restaurantes sites ocos e proibindo que clientes tirem fotos. 


Em Nova York, o superhypado Momofuku Ko, o caríssimo japonês Masa e o Locanda Verde baniram as câmeras. Isso impede que se achem na web fotos tiradas com celular ou centenas de posts? Elimina o risco de ser criticado? Não.

A esses eu diria: desistam, meus caros. É inútil tentar controlar esse monstro amorfo chamado internet.
Mais vale ignorar o ruído e focar no que interessa: cozinhar bem.


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