19.7.11

A semana em Nova Delhi e a volta atormentada: dores e confissões


Voltei de Nova Dehli. Atormentada, cambaleante, abatida, mas voltei.

E estou fazendo um esforço danado para não permitir que a dureza dos últimos três dias - verdadeiro pesadelo - mascarem algumas Polaroids que guardo na memória com carinho.

Sim, fiquei doente. Não a clássica intoxicação alimentar, mas algum híbrido desconhecido, que prefiro não descrever, mas que tanto me baqueou  que tive que ser transportada nos aeroportos da volta de maca e cadeira de rodas.

Mas não percamos tempo falando disso, que a vida é curta e em breve estarei boa de novo. Queria contar da Índia, de que tanta gente anda me perguntando lá no Twitter. Ou, pelo menos, começar a contar como foi a viagem.

Primeiro, tenho que explicar que meu roteiro era pré-estabelecido. Fui como enviada da GQ para cobrir a final mundial do maior campeonato de coquetelaria que há, o World Class. Quem representou o Brasil foi a bartender Talita Simões, do At Nine, bar bacana na rua da Consolação (mais detalhes no link acima).



E os anfitriões, os figurões da multinacional de bebidas Diageo, armaram a coisa de modo que passamos a maior parte do tempo submersos no mundo dos coquetéis e destilados, no hotel Imperial, em Nova Dehli.



Entre uma tequila e outra eu fugia dali e saía para explorar, com os ótimos companheiros de viagem Luciano e Rodrigo.



Mesmo me considerando uma pessoa viajada, essas excursõezinhas pela cidade foram tapas na cara. Vi coisas e gentes que me deixaram atônita, ora rindo, ora torcendo o nariz de nojo ou pena.

Look típico pelas ruas de Dehli, onde gordos
inexistem. Vai um bifinho aí, amigo?



Em posts futuros, aqui e no site da GQ, vou dar as dicas do que vi de melhor por lá (poucas e boas). Mas hoje, ainda fraca e zonza e em processo de recuperação, o que me vem à cabeça de positivo desta viagem é simples: joie de vivre.

Nunca vi tanta miséria e imundície, e nunca vi um povo que mesmo vivendo naquele buraco quente consegue ser feliz. Eles sorriem, se desdobram em mesuras, deixam ser fotografados mesmo trajando os mais ridículos uniformes. São de uma humildade comovente.



Garçom no café da manhã do hotel Imperial

E mesmo os mais pobres dentre os pobres, os mais miseráveis, esmeram-se no look. Penteiam o cabelo, passam a roupa, capricham nos acessórios. Podem não cheirar lá muito bem, mas saem bem na foto. As mulheres, então, parecem estampar sua joie de vivre nos sáris que vestem, de uma exuberância e de um colorido deslumbrantes.


E é delas, das belas mulheres indianas, que tiro a lição: há que se ver o belo no feio, lembrar da alegria na tristeza. E assim, desembarquei em Guarulhos com novos olhos, já achando lindo aquilo tudo. Tão limpinho! Todo mundo calçado! Nenhum esgoto à vista! :) E, mesmo miseravelmente doente, mal conseguindo andar, pude resgatar da memória flashes felizes e coloridos para relatar no caminho até a casa.



13.7.11

Business da Emirates: a primeira vez a gente nunca esquece

Sala VIP da Emirates em Dubai: Veuve Clicquot a rodo!

Imaginem vocês que eu acabo de chegar.... na Índia! Vim para cobrir a final mundial do campeonato de coquetelaria World Class, organizado pela gigante de bebidas Diageo (dona de marcas como rum Zacapa, uísque Blue Label e vódca Ketel One, entre MUITAS outras), em…. Nova Delhi!!

Não vou dizer que tenha sido uma viagenzinha das mais fáceis – já nem sei direito que dia é, o fuso entrou em parafuso, e passei mais horas dentro de aviões do que imaginava ser humanamente possível. Mas aqui estou, rodeada de barmen e barwomen do mundo inteiro, no Imperial Hotel, com etapas classificatórias rolando a semana toda.

E tenho algumas confissões a fazer. A primeira: a parte da viagem à Índia que mais me animava, até eu chegar aqui, era saber que viria de business, pela Emirates - sabidamente, uma das melhores companhias aéreas do mundo. Sempre tive curiosidade de conhecer o tão famoso serviço das arábias e os luxos que fazem a fama da companhia.
E, depois de voar 15 horas de Guarulhos até Dubai, e outras 4 horas de Dubai até Nova Delhi posso atestar que os caras são bons mesmo. A business tem cadeiras enormes, muretinhas que sobem e descem entre elas para garantir a privacidade, e tevês de tela plana com controle remoto com montes de filmes e programas de televisão. Orquídeas frescas, Champanhe de verdade logo ao embarcar, mimos em série. Fui espiar a primeira classe e.... minha nossa senhora, que coisa nababesca! Ali o passageiro tem cubículo privativo com escrivaninha/penteadeira, minibar, etc.


O que mais me impressionou na Emirates:
- fones de ouvido bem grandes e macios com cancelador de ruídos
- acolchoados distribuídos na hora de dormir para deixar a poltrona mais fofa
- bolsa de toiletries super caprichada, em versão feminina (com espelhinho) e masculina (creme e lâmina de barbear, etc).

O que deixou a desejar:
- A poltrona não fica 100% plana como uma cama - a da Air Canada, por exemplo, fica. E sempre achei que a business da Emirates fosse dez vezes mais luxuosa do que a da Air Canada. E não é!
- Ô comidinha ruim, sô! Tinha um tal de breakfast "churrascaria" (!!) terrível, club sandwich qualquer nota, tudo morno, sem gosto, equivocado. Café morno. Pão frio e duro.
Aqui, um filminho que mostra alguns detalhes do avião:



Mas de toda a viagem - longuíííssima - a maior bola dentro deles foi a sala VIP de Dubai. Lá havia montanhas de vinhos - branco, tinto, champanhe - de excelente qualidade. Veuve Clicquot a rodo. E um tinto de-li-ci-o-so, Chateau St. Georges 2002 de Saint Emilion.

Não resisti à tentação: confesso que foi a primeira vez na vida que tomei Bordeaux de café da manhã!


11.7.11

Tasca da Esquina de Vítor Sobral abre em São Paulo: primeiras fotos!


A Tasca da Esquina do famoso chef Vítor Sobral fi-nal-men-te está pronta, e abre... amanhã! (E eu, claro, corri até lá para um jantarzinho extra-oficial antes mesmo de abrir, já que tinha viagem marcada e não queria embarcar sem ver a tão esperada Tasca paulistana).



Quem não conhece o chef ou nunca foi a Lisboa pode estranhar meu entusiasmo, mas o fato é que essa inauguração é ótima notícia para nós paulistanos, que finalmente podemos dizer que temos na cidade um português não-óbvio, moderno, gostoso. Um português que quebra os clichês e vai mostrar por aqui que cozinha portuguesa não se resume a bacalhau e aos pratos caretas à la Antiquarius.

Pastel de camarão com purê ultra-sedoso de maçã, da Tasca da Esquina de São Paulo


A Tasca de São Paulo, na alameda Itu, nos Jardins, procura reproduzir a matriz lisboeta, restaurantezinho de bairro onde sempre come-se muito bem, em ambiente familiar, com larga oferta de vinhos em taça. E cada vinho.... fui ver a adega e achei vários favoritos meus, como os tintos do Dirk Niepoort, do Douro, e os vinhos alentejanos do genial Paulo Laureano.

Vertente, Conversa, Charme, Redoma: os vinhos da Niepoort, dos meus favoritos

Os sócios brasileiros do Vítor são os fundadores da 1900 Pizzeria, também sócios dos bares Sagrado e Consagrado: Edrey Momo e Erica Maierá, ambos formados em gastronomia. O lugar é simples, sem toalhas nas mesas, tetos retráteis que farão sucesso quando o inverno passar, e - o mais legal - tem uma parede forrada de ervas e pimentas.



Neste começo, o próprio Vítor irá comandar a cozinha, claro, para garantir que sairá tudo direito. Ele deve ficar na cidade até o fim de agosto, e voltará com frequência para cuidar do "filhote", alternando com Hugo Nascimento, seu braço-direito. Foi uma honra para mim estar ali vendo, de camarote, esse grandíssimo chef em ação ao lado do Hugo (a cozinha é aberta, e eles mesmos vinham servir e explicar os pratos):






Divido com vocês abaixo um vídeo que mostra muito bem o porquê de minha admiração pelo Vítor. Um chef humano, sincero, e profundamente ligado às suas raízes.







Tasca da Esquina: Alameda Itu, 225, Jardins, Tel. 11 3262-0033


UMA DICA: Fica na Itu quase na Pamplona, então para chegar pegue a Nove de Julho e vire à direita na Itu. 





Exibir mapa ampliado

8.7.11

Brigadeiro de leite Ninho, Ovomaltine e café com leite? Na Brigadeiro Doceria & Café, tem


É bem cansativa essa mania de brigaderias que assola São Paulo. Coitada da moça que deu a largada nessa corrida do ouro, a da Maria Brigadeiro. Deve ser bem irritante ver similares brotando pela cidade a cada mês. Chegaaaaaaaaaa! :)

Dito isso, confesso que achei simpáticos e super bem-sacados esses três brigadeiros novos bolados pela  Bia Forte, da Brigadeiro Doceria & Café: há o Branquinho, de leite Ninho, o Mulato, de café Suplicy com leite, e o Neguinho, de Ovomaltine. Custam R$3,30.

Leite Ninho?! Cada uma.... mas que deu vontade de provar, deu.

A primeira loja da Brigadeiro Doceria & Café, uma casinha em Pinheiros, foi aberta em 2005 e já em 2007 foi ampliada para dar conta da demanda. Agora a moça já tem uma filial em Moema, na rua Normandia... prova de que a mania do brigadeiro continua forte.


Pinheiros
Rua Padre Carvalho, 91
Telefone: (11) 3813-6656


Moema
Rua Normandia, 71
Telefone:(11) 5096-1707

www.brigadeirodoceria.com.br
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