Já contei aqui no Boa Vida que o chef Daniel Boulud vai abrir um restaurante em Montréal até o fim deste ano, mas queria mostrar também o vídeo da entrevista que eu fiz com ele, em inglês, em que ele conta maiores detalhes...
Daniel passou o último fim de semana em Montreal. Veio ver a corrida de F1, e aproveitou para jantar com seus amigos chefs e para dar entrevistas.
Da esq. para a dir.: Michael Schumacher, Daniel Boulud,
Felipe Massa e John Houghtaling II, no último fim de semana de F1 em Montreal
De agora em diante, ele vai passar a vir a Montréal mais frequentemente por causa do novo projeto: o restaurante Maison Boulud, no famoso hotel Ritz-Carlton, que será reinaugurado depois de uma mega reforma que custou cerca de Can$ 150 milhões.
Diz Boulud: “Sei que em Montreal há ingredientes e pessoas incríveis". Sua ideia? Pesquisar a concorrência, principalmente os restaurantes que ele considera os mais relevantes na cidade: Joe Beef, Toqué! (do chef Normand Laprise) e o cult Au Pied de Cochon de seu amigo Martin Picard.
Chef Daniel Boulud com o antigo carrinho de serviço do restaurante do hotel Ritz-Carlton
Crédito: divulgação
A leitora Luciana deixou um comentário pedindo recomendação de hotel 4 estrelas em Montreal. Lembrei de um que visitei ano passado, em Old Montreal (Vieux Montréal) que achei bem charmoso,
o Le Petit Hôtel.
Ele é o último de uma série de hoteis descolados - a mesma família grega é dona também do Place d’Armes, do Nelligan e do Auberge du Vieux Port, todos ali pertinho e ótimos.
Este novo tem um ar jovem. A recepção se mistura ao café, onde vendem croissants tamanho família simplesmente perfeitos.
O lobby é miúdo, estreito e escurinho. Não exatamente luxuoso, mas um charme.
Os quartos vêm em quatro tamanhos, literalmente, S, M, L e XL! Gostei da sacada.
Esse é um medium:
Depois fui ver esse extra-large, que achei lindo e arejado e enorme.
As diárias custam cerca de Can$ 200 a Can$ 300 dólares canadenses - ótimo negócio!
Mas Luciana, a melhor dica que posso te dar é visitar o site oficial da secretaria de turismo da cidade, o Tourisme Montréal.
Clique nos summer deals - que vão até outubro. Além de darem descontos nas diárias - que, dependendo do hotel, vai de 50% na terceira diária a terceira noite grátis - ainda jogam no pacote vários brindes, como estacionamento grátis, vale de 50 dólares pra gastar em restaurante da moda, etc.
Ano passado reservei para uma amiga o melhor hotel do downtown, o Sofitel. Achei a descrição do deal meio confusa, mas pedi a reserva de três noites mesmo assim. E não é que chega um email confirmando tudo e dizendo que o valor da diária ficou em Can$ 132 por noite?? Achei MUITO barato!
Exemplos de hoteis bacanas incluídos nessa promoção:
MELHOR DO DOWNTOWN: SOFITEL, A CAN$ 199!
MELHOR DO VIEUX MONTREAL: AUBERGE DU VIEUX PORT, A CAN$ 190!
MELHOR PRA QUEM QUER BALADA E ESTAR PERTO DO BOULEVARD SAINT LAURENT, OPUS, A CAN$ 199!
E alguns dos meus hotéis favoritos em Montréal (todos mais caros do que o Le Petit Hôtel):
O Opus (8, Sherbrooke West Street, 657-5656, opushotel.com; diárias desde CAD$ 329; Cc: todos) é o hotel mais badalado, graças a Koko, seu restaurante-lounge asiático. No Auberge du Vieux-Port (97, Rue de la Commune, 876-0081, aubergeduvieuxport.com; diárias desde CAD$ 164; Cc: todos), os melhores quartos são os de quina, como o 306, com parede de pedra e vigas aparentes. O Hôtel Place d'Armes (701, Côte de la Place d'Armes, 842-1887, hotelplacedarmes.com; diárias desde CAD$ 195; Cc: todos) tem uma ala velha (mais apertada) e uma nova (bem melhor), além de ótimo spa. Das grandes redes, a melhor é a Sofitel (1155, Rue Sherbrooke Ouest, 285-9000, sofitel.com; diárias desde CAD$ 170; Cc: todos). Nos quartos, camas fofíssimas e flores frescas.
E pra terminar, dois vídeos de hoteis em Montréal:
Semana passada o hotel Ritz-Carlton Montreal anunciou que quando reabrir, até o fim deste ano, terá uma loja Tiffany's e um restaurante do chef Daniel Boulud, o Maison Boulud.
Para Montreal, é uma grandíssima notícia. O Ritz-Carlton sempre foi um ícone da cidade - está como o Copa para os cariocas - e sua reinauguração está sendo ansiosamente esperada. O hotel, que andava caído, foi fechado em 2008 para uma mega reforma. Terá, em sua versão 2011, 130 quartos e suítes de hotel, e 46 apartamentos residenciais.
O custo da brincadeira? 150 milhões de dólares canadenses, dizem eles.
Para mim, o mais legal de tudo vai ser poder almoçar em um restaurante do chef Daniel Boulud (coisa que atualmente só faço em Nova York, onde ele tem o Daniel, o Bar Boulud, o DB Bistro Moderne e outros). A Maison Boulud em Montreal vai ocupar o antigo restaurante do hotel, famoso não pela gastronomia mas sim pelos chás da tarde servidos em pátio ajardinado dando para um laguinho com patos. E o pátio (com patos e tudo) será mantido - grande idéia para aplacar eventuais críticas dos antigos habitués do espaço.
O site americano Eater deu uma nota há algum tempo dizendo que "Boulud gostaria que o menu fosse influenciado pela cidade de Montreal e que ingredientes locais fossem usados". Estive com ele hoje, para uma entrevista, e pedi para ele explicar melhor - depois mostro o vídeo!
Estive em Londres há pouco mas, infelizmente, não consegui ir conhecer o novo The Gilbert Scott, do grande chef Marcus Wareing - ainda não tinha sido inaugurado! Mas mesmo sem ter conferido em pessoa, tenho certeza que vale muito a pena almoçar lá. Primeiro, porque o lugar é lindo de morrer. Gastaram milhões reformando um velho hotelão anexo à estação de trem st. Pancras, do qual faz parte o restaurante. Não fica exatamente no centro de Londres, mas chegar lá é super fácil, várias linhas de metrô param naquela estação...
Encomendado pelaMidlandRailwayao arquitetoGeorgeGilbert Scott, o hotel original levou cinco anos para ser construído e foi inaugurado em maio de 1873. O Grand Midland era de um luxo extravagante evitoriano, com capitéis douradosesculpidos vagenseromãs folhadas a ouro. Fechou em 1935 porque já não dava para manter um hotel de luxo em que faltavam banheiros nos quartos. Funcionou como dormitório de funcionários de transportes de 1945 a 1985.
Agora, foi reaberto como St. Pancras Renaissance London Hotel, e diárias custando a partir de 300 libras.
O restaurante tem feito enorme sucesso pelo menu ultra-British baseado em receitas antigas que o chef pesquisou em livros. O ambiente manteve muitos detalhes de época, restaurados - uma beleza!
Marcus Wareing at The Berkeley
Para quem não sabe, Marcus Wareing já foi o mais querido e prestigiado dos protegidos do überchef Gordon Ramsay, até o dia em que brigaram. O restaurante no The Berkeley, aliás, era do seu ex-chefe Ramsay e chamava-se Pétrus. Ao passar de mãos, foi rebatizado como Marcus Wareing at The Berkeley e logo tornou-se o melhor da cidade (segundo guias como o Harden`s (uma espécie de Zagat da Inglaterra, popularíssimo).
O vídeo abaixo mostra o chef fazendo um tour com o jornalista inglês Tim Hayward, do The Guardian, seguido das impressões do Hayward durante um almoço no The Gilbert Scott.