12.3.11

Hotel Gansevoort Park, em Nova York: novidade perto do Eataly e do Ace




O hotel Gansevoort do Meatpacking District muita gente já conhece – até eu já fiquei lá, anos atrás, em um quarto com vista pro Pastis e pro Rio Hudson. Hotel meio de balada, no miolo mais agitado do  bairro.

Mas pouca gente conhece o novo Gansevoort Park Avenue, seu irmão caçula. Abriu há poucos meses na rua 29 esquina com Park Avenue, em um pedaço que nunca foi muito atraente mas agora está começando a mudar de figura. Uns chamam de Park Avenue South (mais chique), outros, de Koreatown. E, de fato, trata-se de um pedaço híbrido, nem uma coisa nem outra, que ainda está se encontrando.

A rua 29 é a mesma do Ace, pra mim o hotel mais cool de Nova York (0nde fica o John Dory Oyster Bar do qual falei no último post….)

Logo ao fazer o check-in percebi: não há dúvida que este é um hotel-butique, no sentido de ser moderninho e badalado, um entra-e-sai initerrupto de gente jovem, música lounge tocando, lobby escurinho com móveis oversize:





Meu quarto era bastante bom, mesmo sendo dos menos caros:





E tinha um banheiro com baheira gigante:




Minibar com bela “curadoria”: laricas bem selecionadas, garrafas tamanho adulto, brincadeiras do tipo “intimacy kit”.



Dock para iPod já virou um luxo básico, disponível em quase todos os hoteis, mas no Gansevoort eles fornecem também o iPod, já carregado de música. Bacana…




Achei divertida a plaqueta de “não perturbe”:



O café da manhã, quando estive lá, era servido no bar da cobertura, nada confortável:







Mas agora já estão servindo breakfast no restaurante Asselina, anexo ao lobby  – bem melhor!

Pelo menos, pra compensar o desconforto de tomar café diante de uma mesinha baixa de bar, e ainda por cima em copos de papel ao invés de xícaras, na cobertura a vista é bonita…




E dá pra dar uma espiada na tão falada piscina (meio mirradinha perto do que haviam me descrito):




À noite, o Gansevoort Park Avenue bom-ba! Cheguei lá pela meia noite e meia de meu jantar e passei lá na cobertura pra ver o que rolava. Minha nossa Senhora, centenas de pessoas de copos em mãos, som alto, balada forte. E o bar é imenso, inclui várias salas que eu tinha visitado durante o dia:






Pensei dois segundos se me animava a ficar ali, na muvuca, mas logo apertei o botão do elevador: era tarde, e outro dia de longas comilanças me esperava….

Gansevoort Park Avenue Rua 29 esquina com Park Avenue, tel. (212) 317-2900

Aqui, link para todos meus vídeos de hotéis em Nova York...

Hotel Intercontinental Times Square, em Nova York: ótimo negócio!


 Fotos: divulgação

Vivo pingando de hotel em hotel. Não só é meu trabalho, como acho fascinante. Sempre que vou a uma cidade marco três, cinco visitas, e me levam a ver vários quartos, para conhecer, comparar.

Fiz isso recentemente em Nova York. Já contei (e mostrei) um pouco do Gansevoort Park, e também do The Surrey, mas a verdade é que a grande surpresa da viagem não foi nem um nem outro, mas sim um hotel que descobri meio por acaso no dia em que eu ia embora.

Me falaram para ir dar uma olhada no novo Intercontinental do Times Square e, confesso, não botei muita fé. Hotel de rede… bem naquele miolão bagunçado da Times Square…. Mas fui mesmo assim -- não se deve fazer julgamentos sem ver com os próprios olhos.

Pois bem: eu estava errada ao esperar pouco. O hotel é show! Não só isso como tem uma penthouse suite de babar, a mais bonita e sexy que já vi na vida! Sei que trata-se de uma afirmação grandiosa, por isso resolvi mostrar para vocês, em fotos em vídeo. Tem uma tal lei que proíbe a construção de edifícios de mais de 9 andares em um pedaço de Manhattan que, para sorte do hotel, fica bem em frente a ele.

Resultado: o hotel tem algumas das vistas mais espetaculares da cidade!






Show, não?
 
Intercontinental Times Square: 300 West 44th St., tel. (212) 803-4500


11.3.11

Hotel novo em Londres: Corinthia, com vista para o Big Eye


Se eu contasse para minha irmã quantos hotéis andam abrindo em Londres – onde ela mora – de bate-pronto, ela responderia: “it’s the Olympics, stupid”.

Savoy, Four Seasons, etc etc etc.

De fato, só pode ser isso mesmo: as Olimpíadas 2012 impulsionando as inaugurações. O fato é que nunca vi tantos hotéis abrindo em Londres na mesma época. Uma verdadeira enxurrada!




O último da leva? O lindinho Corinthia, com pinceladas de verde-ervilha, chique, de frente para a roda-gigante London Eye.


Vi as fotos. Gostei muito. Agora, resta fazer o test-drive!


Corinthia Hotel: Whitehall Place
Tel: +44 (0) 20 7930 8181
E-mail: london@corinthia.com

9.3.11

Chefs José Avillez e Vitor Sobral opinam sobre a crítica gastronômica portuguesa

chef Vitor Sobral, estrela-mór da cozinha portuguesa


Recebi agora cedo um email que me chamou a atenção. Acontece, no fim deste mês em Lisboa, um fórum gastronômico organizado pela ACPP - Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal. E entre um evento e outro, marcaram para o meio dia do 29 de março um "debate" descrito assim:


"A crítica Gastronómica em Portugal” - Manuel Gonçalves da Silva, José
Avillez e Vitor Sobral (Aprox. 30 min)"

Trinta minutos?! Ora.... isso não vai dar nem para o cheiro! Se gastarem dez minutos apresentando os chefs - que são as duas maiores estrelas de Portugal - sobrarão vinte para tratar de tema dos mais espinhosos. Primeiro, duvido que Avillez ou Sobral tenham vontade de dizer o que realmente pensam sobre nós críticos. Segundo, se quisessem dizê-lo, certamente precisariam de mais do que alguns minutos!

Quem conduzirá o bate-papo será o crítico gastronômico Manuel Gonçalves da Silva. Ele começou no jornal Diário Popular no ano em que eu nasci. Ou seja: experiência não lhe falta. Entre muitos outros trabalhos, escreveu sobre gastronomia para Casa Claudia, Exame e Visão, além do guia de restaurantes Repsol.

Chef José Avillez


Sem querer desmerecer o nobre objetivo de levantar a questão sempre tão controvertida do papel e da valia do crítico, atrevo-me a dizer que muito do que pensa o Manuel já foi dito no ótimo fórum online português Nova Crítica-Vinho, onde ele escreveu o seguinte:


"Hoje escreve-se muito, em todo o lado, mas quase sempre mal, porque em mau português e de um modo geral sem uma abordagem séria das questões. O restaurante é apresentado como um lugar mais ou menos da moda, onde o desgin corresponde ao perfil da clientela e a comida também, seja isso o que for. Há outra escrita, feita por bons profissionais do jornalismo e da gastronomia, mesmo sendo embora autodidactas nesta matéria – José Quitério, David Lopes Ramos, Duarte Calvão e pouco mais – que assinam textos substanciais. Posto isto, direi: ainda bem que há tudo isso. O leitor dispõe agora de informação, cuja qualidade lhe compete avaliar. A grande diferença em relação ao passado recente é a informação disponível, parte da qual irrelevante, é certo, mas alguma com categoria. As pessoas aprenderão, com o tempo a escolher o trigo do joio.

Fragilidades, no jornalismo gastronómico e na crítica gastronómica, há muitas. Estes géneros do jornalismo são considerados menores. Raramente têm espaço próprio a que seja dado o devido relevo e quase nunca são exercidos em exclusividade. Por outro lado, da parte de quem de quem escreve nota-se a falta de contacto estreito com a realidade – o mundo da cozinha e da restauração –, a superficialidade da análise (pelo motivos anteriores, ou seja, as limitações do espaço, conjugadas com o insuficiente conhecimento da realidade) e alguma imprecisão ao nível dos conceitos em textos que, ora são meramente descritivos, ora críticos. 


Obviamente, o jornalismo gastronómico não tem a importância que devia ter! Nem de perto, nem de longe. E não admira. Quantos decisores ou responsáveis dos Órgãos de Comunicação Social sabem comer? Repare-se neles quando vão aos restaurantes: onde é que vão, como é que estão e o que é que comem? Reflexos do tal problemazito cultural…"


Eu discordo de algumas coisas ditas pelo Manuel, a começar pela afirmação de que o jornalismo gastronômico é considerado menor. Era, Manuel, era.... Hoje, já não - pelo contrário, os críticos ganharam uma força tremenda com a disseminação da internet. 

Para não me alongar muito, deixo um link de um texto meu que explica melhor o que quero dizer com isso, publicado no portal Vida Boa. 


Aqui neste link, o site oficial da ACPP com maiores detalhes sobre o Fórum.

A ficha de inscrição pode ser pedida por email: acpp@acpp.pt (ao cuidado de Marina Oliveira).
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