25.8.10

Eataly, novidade do chef Mario Batali em Nova York: primeiras fotos!

Joe Bastianich (sentado) e Mario Batali


Eu AMO meus leitores. Sério mesmo. Viajados, antenados e... generosos. Primeiro, a Marcie deu a dica de uma super novidade em Nova York: o EATALY!, na West 23rd, pertinho da 5th Avenue. Conta ela:

"A idéia, importada de Torino, é mais um empreendimento dos restaurateurs Joseph Bastianich e Mario Batali – o que significa que a coisa já é sucesso, antes mesmo de ter aberto.

Projetado nos moldes do Chelsea Market, o Eataly vai ser um espaço enorme dedicado à gastronomia italiana: mercadinhos de comida, peixaria, açougue, lanchonetes e  alguns restaurantes. Claro que, sendo um local italiano, não podem faltar as gelaterie e uma imensa adega de vinho."

E agora, outro leitor, o Juliano Mendes, deu sequência na reportagem. Ele está em Nova York e mandou fotos fresquinhas do lugar, em primeira mão. A história é incrível, vejam só o que aconteceu com ele:


Oi Alexandra

Tudo bem? Não sei se lembras de mim, mas em janeiro me destes uma ajuda enviando dicas para Miami.

Estou te mandando umas fotos que podem te interessar.

Estou em NY e ontem fui jantar no Minetta Tavern. Acabaram me colocando em uma mesa grudada a do Mario Batali. Batemos um papo bacana e perguntei para ele sobre o Eataly, já que antes de vir para NY fiquei acompanhando pela internet pra ver se estaria aberto. Ele acabou nos convidando para visitarmos o Eataly e estive lá hoje. Só que era o evento de apresentação do espaço para a imprensa.

Estou te mandando em anexo algumas fotos. Caso te interesse, tenho mais algumas.

O lugar ficou fantástico, como já era de se esperar. Só fiquei triste, como ex-cervejeiro, de saber que a instalação da cervejaria ficará mais pra frente.

Espero que gostes das fotos!

Continuo acompanhando teu blog!

Juliano




Amei, Juliano, eu e os leitores do Boa Vida agradecemos! :)

E pros curiosos, deixem eu contar quem é o Juliano:
Ele e a família fundaram a Cervejaria Eisenbahn (artesanal, site www.eisebahn.com.br). Em 2008,
venderam a empresa para o Grupo Schincariol. Como viviam visitando bares e restaurantes bacanas pelo Brasil todo (clientes), e também muitos pela Europa durante pesquisas cervejeiras, criaram paixão por bares e restaurantes.

Em 2009 eles abriram um Gastropub em Blumenau, aonde vivem. Antes disso visitaram o Spotted Pig no Village novaiorquino (do qual o próprio Batali é sócio), alguns gastropubs do Gordon Ramsay em Londres, e outros. 

De volta a Blumenau, encontraram um porão de 100 anos, construído em pedras e tijolos, super charmoso, e ali criaram o  The Basement (www.basementpub.com.br). Contrataram um chef bem bacana (Flávio Frenkel, de Curitiba) que se formou em São Francisco e trabalhou por dois anos no French Laundry.

Bacana, não?

EATALY NEW YORK - site oficial

E aqui, um vídeo do dia da inauguração: que FILAAAA!



Má Pêche: o chef David Chang do ultrafamoso Momofuku Ko, agora no Midtown?!




Nem preciso explicar pra vocês quem é o David Chang, certo? 

O chef por trás do Momofuku Ko, que é, de longe, o lugar mais impossível de se conseguir mesa em Nova York. Eu já me irritei tanto tentando reservar um mísero lugar. Per Se, do Thomas Keller? Bico, em comparação. O Ferran Adrià pode chegar em Manhattan e ligar, e mesmo assim, nada de conseguir reservar mesa. Ninguém, nem o papa, tem pistolão nem passe vip.

Aí vocês devem querer saber: mas por quê? Que lugar é esse? O que tem de tão fantástico?

Também não sei - nunca consegui uma maldita reserva!

O que sei é o seguinte:

David Chang conseguiu enfeitiçar toda a imprensa gastronômica americana. A Ruth Reichl, diretora de redação da Gourmet, é sua íntima. Chefs ultra-mega-famosos, como Alice Waters (do Chez Panisse, a musa do movimento orgânico) e Mario Batali, idem. Até a revista New Yorker - a seríssima e intelectual New Yorker, imaginem! - deu um perfil sobre ele de DEZ páginas. Chef nenhum mereceu tanto confete, nem Ducasse nem Keller nem ninguém.

Este mês, ele está na Esquire, em editorial de moda, de terno e gravata (nada a ver com o estilo dele):



A revista elegeu-o um dos 75 homens mais influentes do mundo, dizendo assim:

"Because he cooks in a spectacular way, but, somehow, without pretense."

A ficha: ele tem uns 33 anos, e abriu seu primeiro restaurante há sete anos sem entender nada do negócio. Estudou gastronomia meros seis meses. Já foi lavador de pratos. É filho de imigrantes coreanos que chegaram em Nova York com 50 dólares na carteira.

Passou por alguns restaurantes bem conhecidos de Nova York - Mercer Kitchen, Craft e Café Boulud, por exemplo. Foi nesse último, uma pauleira, um trabalho infernal, que ele teve uma epifania. Queria cozinhar algo simples. Chega de francesices. Chega de cozinhas enormes e caras e equipes estressadas.

Fissurado por ramen - o macarrão asiático - ele abriu em 2004 o Noodle Bar. Lugarzinho simples. Demorou pra pegar, mas quando pegou…. virou uma febre. Seu segundo, o Momofuku Säam Bar, abriu pouco depois. Também pequeno e simples, mas mesmo assim… outro sucesso estrondoso. E isso, servindo tripas e terrine de miolo de vitela. Incrível!

Aí ele abriu o Momofuku Ko, que só tem 14 lugares. Muito miúdo e muito porco no menu. Todo mundo come no balcão. E vejam vocês: ele conseguiu o feito inédito de ganhar, logo de cara, duas estrelas no guia Michelin 2009 ! 

Será que o Chang hipnotizou os inspetores? Na época muito foodie reclamando, pela internet afora. Como! Que escândalo! Duas estrelas prum lugarzinho minúsculo e informal?

Pra quem quiser tentar a sorte, já vou avisando: não tem telefone. O único modo de reservar no Ko é pela internet, neste site aqui. Você se registra e aí tenta - pontualmente às 10 da manhã horário de Nova York - pedir uma reserva pelo sistema. 

Eu, pessoalmente, já cansei. Desisti. Sabem do que mais? Que se lixe o Ko e seu 14 lugares impossíveis de reservar.

Mas sou l-o-u-c-a pelo outro restaurante dele, o SSsäm Bar, apesar do barulho e do fato de não aceitar reservas. O lance lá é a comida. Conforto, há pouco: os bancos são toras de madeira cortadas em cubo ou retângulo. Come-se no balcão. Servem lá o melhor sanduíche que eu comi na vida. Juro. De carne de porco no molho barbecue, desfiada. 


 E tem um outro que é igualmente orgásmico: barriga de porco em um steamed bun. Nham!



Quando estive em Nova York ano passado com meu irmão, nosso jantar no Momofuku Ssam Bar foi, de longe, o campeão. Isso sendo que comemos também na brasserie do Daniel Boulud e no Le Bernardin, entre outros. O lugar é fora de série! Mas olhem a foto: um nada, certo? Toldinho preto xoxo numa esquina x.....




Ele abriu recentemente no Midtown o Má Pêche (trocadilho com peach, ou pêssego, o logo de seu "império".

Midtown tem ZERO a ver com ele. Chang é desencanado, farrista. O Midtown é.... entupido de turistas e wannabes. Será que a combinação está dando certo?

Momofuku Ssam Bar: 207 2nd Avenue, esquina com rua 13, sem telefone.

15 W 56th St
(entre Fifth e Sixth Aves.)

24.8.10

Starquitetos Herzog & de Meuron em São Paulo: sede da Cia. de Dança no Centro!



Quem diria: se até cinco anos atrás contávamos nos dedos das mãos quantos museus ou edifícios públicos sul-americanos com o carimbo de starquitetos internacionais, agora o cenário está mudando a passo rápido. O lindíssimo projeto do escritório Diller, Scofidio + Renfro para o novo MIS carioca (acima) é apenas um de vários museus que estão sendo planejados e que devem sair do papel nos próximos anos – e um deles trará a grife Herzog & de Meuron.

A empresa do duo de arquitetos suíços Jacques Herzog e Pierre De Meuron assina projetos icônicos como o Tate Modern, em Londres, e o belo estádio Allianz Arena, em Munique, e o museu CaixaForum, em Madri. O prêmio Pritzker (passe para o panteão dos grandes) veio em 2001. O mais celebrado projeto deles talvez seja o de Young Museum, em San Francisco (nas fotos abaixo), que consegue ter perfeita harmonia entre entorno e acervo.




A arte transborda para fora, com esculturas espalhadas ao seu redor, e o parque que o circunda, o Golden Gate, foi levado para o interior, em forma de jardins de inverno triangulares de samambaias e blocos de ardósia. Como de costume, escolheram um material inusual e impactante – nesse caso, painéis de cobre ora martelado, ora perfurado – para revestir as paredes externas. O tom terroso e o formato irregular, cheio de recortes e arrematado por uma larga torre em formato de trapézio invertido, evocam um templo asteca. Faz muito sentido, já que o de Young, inaugurado em 2005, especializa-se em arte e artefatos indígenas.

Agora, Herzog & de Meuron está prestes a fincar bandeira em São Paulo (até escritório eles pretendem abrir!).  O Governo do Estado contratou a dupla para projetar a sede da "São Paulo Companhia de Dança" que será erguida no Centro, onde funcionava a antiga rodoviária, quase ao lado da Sala São Paulo. Deverá ter três salas de espetáculos (1.750 lugares, 600 e 450), salas de ensaio, escola de dança e biblioteca. A inauguração está prevista para este ano, embora provavelmente só aconteça mesmo em 2011.

São Paulo Companhia de Dança


Pelo visto, os suíços estão vindo com tudo: também contei, uns meses atrás, que eles foram selecionados para projetar o novo museu de arte contemporânea em Guadalajara, no México – este, encarapitado no alto de uma montanha verde, uma série de quadrados e retângulos de concreto interligados, como blocos de brinquedo, com vista deslumbrante para um vale:

Museu de Arte Contemporânea em Guadalajara




Os melhores rooftop bars de Nova York, segundo Frank Bruni do New York Times



Frank Bruni, para quem não sabe, é o ex-crítico de restaurantes do The New York Times, que hoje escreve deliciosas matérias de gastronomia e viagem para o mesmo jornal.

Uma excelente, publicada recentemente, foi sobre o  Noma e o René Redzepi, mas há várias outras ótimas: Douro (onde ele esteve este ano), litoral da Toscana (2009), etc.

Uma das últimas foi esta "vídeomatéria" divertida sobre os rooftop bars de Nova York. Eis o link.

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