18.12.11

Hecho en Mexico: restaurante mexicano com menu by Lourdes Hernandez



São Paulo nunca teve grandes restaurantes mexicanos. Trata-se de uma cozinha praticamente desconhecida por aqui, onde o que mais se acha são laricas tex mex com muito queijo derretido. Mas uns dois anos atrás o casal Lourdes Hernandez e Felipe Ehrenberg (ele, um renomado artista plástico), começou a mudar isso. Abriram, sem alarde, a Casa dos Cariris – literalmente, a casa deles, cujo endereço não divulgam – onde servem em determinadas noites diversos pratos de seu país natal (eles são da cidade do México), em ambiente super informal e… caseiro. Apesar da relativa dificuldade de acesso (ou talvez até por causa do elemento surpresa) a Casa virou hype total.

chef Lourdes Hernandez (Foto: Divulgação)

Quando conheci o casal imediatamente nos demos bem: gente autêntica, aberta, culta, simpática.


Pois eles estão por trás do Hecho en Mexico, primeiro restaurante mexicano do Itaim que tenta ser verdadeiramente... mexicano! Deram uma assessoria para os donos do Hecho, o ex-modelo Fernando Rigobello e o  Ernani Assunção, um brasileiro que vive em Nova York, onde é dono do BarBossa.

 tacos da Lourdes, neste caso, de língua com azeitona e abacate

Por enquanto, o Hecho está semi-pronto, mas já funcionando para almoço e jantar. O menu limita-se a comidinhas como tacos, sanduíches, saladas e quesadillas - mas deverá crescer conforme os donos forem firmando os pés.

Estive lá almoçando e adorei a vibe do lugar, mesmo faltando, ainda, terminar vários elementos da decoração. Como a inauguração foi agorinha há pouco, não seria justo fazer julgamentos definitivos, mas acho que vão precisar dar uma firmada na cozinha. Provei uma quesadilla meio gringa demais para o meu gosto (queijo demais, sabores de menos), e taquitos bons, fresquinhos, mas um ou dois pontos abaixo dos que faz dona Lourdes... 

tacos de pollo (frango) adobado do Hecho en Mexico



De todo modo, aguardem as cenas dos próximos capítulos: acho que os donos farão os ajustes necessários e o Hecho pegará seu ritmo. Ou pelo menos é o que espero, como quase-vizinha e fã ardorosa da (verdadeira) cozinha mexicana.

Rua Renato Paes de Barros, 538, Itaim, tel. 3073-0833


6.12.11

Spago, Figurati, Mangiare, Girarrosto... overdose de restaurantes italianos em São Paulo!

Spaghetti alle vongole do Spago    Foto: Carlos Bertolazzi

Tô indo pra São Paulo. E já comecei a fazer a lição de casa: a lista de restaurantes novos que tenho que experimentar. E não é que antes mesmo de começar já cansei?! A lista é I-MEN-SA! Do Spago eu sei um pouco, porque sigo o chef-proprietário Carlos Bertolazzi no Twitter (quem não segue, né?). Mas dos outros... não sei praticamente nada. Quem se habilita a comentar, recomendar, etc? Anyone? ;)






O chef Carlos Bertolazzi, amigo de meia São Paulo e assistido pela outra metade na tevê, em seu programa Homens Gourmet, acaba de abrir um italiano sem grandes ambições gastronômicas. Não é para esperar achar ali cozinha autêntica toscana ou piemontesa. Na verdade, trata-se de uma cantina ítalo-americana - que pretende ser animada, convivial. Uma coisa inspirada nos restôs italianos de Nova York, com climinha badalado (meio asssim... Zena? ;) - e spaghetti with meatballs no menu.
R. Leopoldo Couto de Magalhães, 681, Itaim, tel. 3078-0796. 12h/15h e 18h/0h (sáb. e dom., 12h/0h).

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Girarrosto
Como tudo em que o chef Paulo de Barros bota a mão (exemplo? Due Cuochi!), o Girarrosto vai ser um estouro, aposto.
Já no ano passado, ele contou para a Patrícia Ferraz do Paladar: “Vamos oferecer comida italiana simples, massas típicas da Toscana a preços mais baixos que os do Due Cuochi”. Na época, não se sabia que ele sairia da sociedade no Due Cuocchi...
Como indica o nome, no Girarrosto o foco será o girarrosto, ou "girador de assado", ou, em bom português, tevê de cachorro. Abrirá muito em breve, onde era o Pandoro.
(Paulinho já tem, como sabem, o Italy, um imenso italiano nos Jardins que tem feito muito sucesso)

Basilicum Trattoria
Em Santa Cecília, serve clássicos como ossobuco com polenta, spaghetti com frutos do mar, tiramisù.
R. Tupi, 496 - Santa Cecília, Tel: 3662-2977


Figurati
Dos mesmos donos do Le Vin.
R. Min. Rocha de Azevedo, 1.041, Jardins, Tel: 3062-4198


Mangiare
Na Vila Leopoldina, serve pizzas e bisteca à fiorentina.
Av. Imperatriz Leopoldina, 681, Vila Leopoldina, Tel: 3034-5074.


Mello & Mellão Trattoria
No Itaim Bibi, o chef Hamilton Mello (de quem não ouvia falar há anos) manda ver nos pratos com prosciutti, grana padano e altri ingredienti cari. ;)
R. Pais de Araujo, 184, Itaim, Tel: 3078-0812


E fiquem atentos: logo mais será aberto ainda mais outro italiano - ou "ítalo-caipira", como prefere o chef Jefferson Rueda. Trata-se do novo negócio de "Jeffinho", em parceria com o restaurateur Marcelo Fernandes, que já tem o Kinoshita e o Clos de Tapas. Este, aposto, será o mais sofisticado de todos. Jefferson tem passado os últimos meses viajando muito pela Europa, estagiando aqui e ali, aprendendo, pegando ideias.... A ver o que sairá como resultado.

5.12.11

Brasil sediará edição do OMNIVORE, evento foodie cult lançado na França

Pôster hilário do OMNIVORE 2012: quem reconhece os chefs?
(Para ver em tamanho maior, basta clicar)

No Brasil, já percebi pelas conversas que andei tendo, ninguém sabe o que é o OMNIVORE.

Ainda...

Mas podem anotar: logo, logo, todo cara com flor de sal na despensa e Michelins na estante vai estar por dentro.

O OMNIVORE apareceu no meu radar quando eu soube que o bad boy Iñaki Aizpitarte, chef-proprietário do Le Chateaubriand e do Le Dauphin, iria fazer um "Fucking Dinner" - assim mesmo, era o nome oficial! - em Nova York, no Momofuku Noodle Bar, em 2009.

chef Iñaki Aizpitarte, do Le Chateaubriand (Paris)

Fui lendo daqui, lendo dali e logo aprendi que o Fucking Dinner do Iñaki fazia parte de um evento maior, armado por uma turma de franceses. O tal OMNIVORE.

Não é como o Gastronomika da Espanha ou o Mesa Tendências. Nada a ver. Tem palestras, mas em clima bem mais informal. E tem comilanças, menores e maiores, abertas ao público, em restaurantes e em lugares maiores, como píers ou galpões. E foca sempre em chefs jovens e atrevidos.

O chefão da coisa chama-se Luc Dubanchet. Cara muito importante no mundo da gastronomia de vanguarda, foi por muitos anos uma pessoa importante no time do Gault Millau (assumiu a direção de redação em 1999) e por uma época editou a seção de gastronomia da GQ francesa.

Ele lançou o festival em 2003 e a coisa logo deslanchou.

Até hoje, era um evento esparso, que acontecia uma vez por ano na França, outra em Nova York. Mas eles acabam de anunciar que o OMNIVORE globalizou-se: em 2012 fará uma turnê mundial.


  • Genebra, 5-7 de fevereiro
  • Paris, 11-13 de março (na Maison de Mutualité)
  • Bruxelas, 18-21 de março
  • Moscou 24-27 de abril
  • Copenhague 26-28 de maio (segundo eles, "OMNIVORE foi o primeiro a revelar a cozinha nórdica ao mundo quando René Redzepi participou do festival em 2006")
  • Shangai 12-14 de junho
  • Nova York 14-16 de julho
  • Montreal 18-20 de agosto
e...
  • São Paulo em setembro! (datas a confirmar)


Trata-se do primeiríssimo evento internacional de gastronomia a pisar em solo brasileiro, portanto, tenho certeza, vai abalar alicerces.

chef Felipe Bronze, do ORO:
OMNIVORE abraça o Brasil

E vejam que bacana: o Felipe Bronze, do ORO, no Rio, vai participar da edição parisiense do OMNIVORE, aqui o link.




Em 2010 essa mesma turma armou evento BEEEEM divertido em Nova York…. O nome: Le Grand Fooding.

Era uma série de quatro jantares em que alguns dos chefs favoritos do guia  cozinharam em solo novaiorquino. O nome da série: Four Fucking Dinners. Todos em restaurantes do David Chang.

Pascal Barbot, do impossível de conseguir reserva l’Astrance, de Paris, cozinhou no Momofuku Ko, do… igualmente impossível de conseguir reserva!
Inazi Aizpitarte do Le Chateaubriand cozinhou no Momofuku Noodle Bar, do mesmo David Chang.

O terceiro restaurante de Chang, o Momofuku Ssam Bar, recebeu como chef-convidado, David Kingch, do Manresa, em San Francisco. E o lendário Michel Bras cozinhou ao lado de Wylie Dufresne e o próprio Chang no WD-50, o tecnoemocional de Dufresne.

Os lugares se esgotaram mais de um mês antes….

Em 2010 fizeram uma “guerra” de mentirinha entre Nova York e San Francisco, liderada, de cada lado, por dois chefs de renome.  Chang representava Nova York. O zen Daniel Patterson, do Coi, comandava a outra banda.



Na prática, ninguém brigou com ninguém. Um monte de gente se aglomerou no MoMA PS1, filhote do museu MoMA, pra comer e beber muito bem, numa espécie de piquenique gourmet: champa Veuve Clicquot, comidinhas by Chang, etc. Mixologistas de ambas as costas também estavam lá servindo bebidas – cada um criou um coquetel e no final a idéia seria eleger um vencedor….

O de Nova York era Jim Meehan, autoridade no assunto, barman do ultrahype PDT (Please Don’t Tell).

Rolou até harmonização de pizza com vinho!

Este  foi o programa da primeira noite:


Programa do dia sequinte:




Se o programa paulistano tiver o naipe desse, estamos feitos...

3.12.11

Samba no Pirajá e Pra Ver as Meninas: a festa que eu estou perdendo...



OUTRO AUDIOPOST - APERTEM PLAY ANTES DE LER!


Hoje o samba saiu... lá no Pirajá.

Souberam da farra organizada mais conhecida como projeto “Para ver as meninas”?

Teve as cantoras Mariana de Moraes (neta do Vinícius de Moraes), Thaís Macedo, e a cozinheira Donzília Gomes, do premiado Bar da Portuguesa, da Zona Norte do Rio. Começou agora ao meio-dia, deve estar pra acabar...

Comandado por Moacyr Luz, padrinho da casa, o projeto reúne nomes de destaque nas áreas de música e gastronomia e já trouxe para a cidade Mart’nália, Verônica Ferriani, Thalma de Freitas, Mariana Baltar, Ana Costa, Aline Calixto e as chefs Kátia Barbosa, do boteco Aconchego Carioca, e Rosiana Coelho, do Pontapé Beach.

Os quitutes preparados por dona Donzília para a festa? Pastel de camarão com catupiry e risole de bacalhau. Portuguesa radicada no Brasil, Donzília comanda o Bar da Portuguesa, aberto em 1972, em uma esquina de Ramos, tradicional bairro do subúrbio carioca. Ele foi eleito em 2010 o melhor boteco da cidade pela revista Veja Rio e já serviu como cenário de um encontro histórico, entre Pixinguinha, morador de Ramos, e o violonista Baden Powell, registrado pelo músico francês Pierre Barouh no documentário "Saravah".

Então não resisti em republicar aqui as fotos que tirei no último "Pra Ver as Meninas"....

Não era qualquer sambinha não…. Estavam lá, em dezembro passado, o grande Moacyr Luz, o prodigioso Carlinhos Sete Cordas (adivinhem o que ele toca?) e um outro craque carioca, o Gabriel, no cavaquinho.


E mais uns paulistas também muito bons de samba….



Cheguei tarde mas ainda deu para pegar a sessão-larica do final… sem querer entrar pra “briga do cabrito de boêmio”, posso dizer que tava mais-do-que-bom! Cabritada à passarinho das sérias…




Este camarão à milanesa com Catupiry não era meu mas…. saquem só:


Isso sem falar naquele chopp do Pirajá, de espuma densa como uma musse, servido no copo perfeito, que vai chegando sem parar, sem que a gente tenha que pedir. Êêêê, delícia!

Lavou minha alma.


 

 

Bar Pirajá

Av. Brigadeiro Faria Lima, 64 – Pinheiros – (11) 3815-6881
Segunda a quarta, do 12h às 1h. quinta a sábado do 12h às 2h. Domingo, do 12h às 19h.
www.piraja.com.br/
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