13.12.10

Hotel The Surrey, em Nova York: o mais chic do Upper East Side




Pra mim, a foto acima diz muito: luxo discreto.

Nesta minha ida a Nova York (acabo de chegar de lá) eu testei e visitei vários hoteis, para uma matéria que estou escrevendo para a revista ALFA.

O primeiro foi o Gansevoort Park Avenue, onde dormi duas noites.

Em seguida, me mudei pra outro hotel meio novo, o The Surrey -- o segundo na lista dos que vou visitar/testar e depois contar na ALFA. Tchau Park Ave. South e Madison Park, hello Upper East Side.

Tchau hotel butique, hello décor inpirado na Art Déco. Dois mundos completamente diferentes!

O The Surrey não é propriamente novo, mas é como se fosse. Depois que reabriram esse hotel, que antes era um quatro estrelas meio cansadinho, ele está irreconhecível. Mil vezes melhor e mais bonito. Atrevo-me até a dizer que está dando um banho no vizinho famoso, o chiquérrimo The Carlyle. O Carlyle, que eu amo por motivos sentimentais e subjetivos, vai precisar arregaçar as manguinhas e fazer uma reforma pra acompanhar a concorrência (aqueles chuveiros-banheira, sem ducha separada, por exemplo, estão totalmente out, passados).

Juro: fui fazer um tour exteeeenso e saí do tour achando que o Surrey tá melhor que o Carlyle.
E tá melhor que outro vizinho caro e metido a besta, o The Mark, redecorado pelo festejado designer franncês Jacques Grange. E dá de mil a zero no The Pierre, outro velho clássico que recebeu facelift e que foi de-to-na-do pela crítica especializada.

Ou seja: pra resumir, o The Surrey, onde certa vez me hospedei com minha irmã pagando pouco e parecia um flatzinho nada especial, virou de repente o top do Upper East Side! Tem spa! Tem um lindo bar! Virou chiquérrimo! Quem diria…

Vamos ver se pelas fotos vocês concordam comigo. Eis alguns motivos para amar o The Surrey versão 2010/2011:

1 -- Paleta de cores (ou seriam não-cores?) chique e calmante: branco, preto, prata:






(com poltronas deliciosas em todos os quartos)

2- Ao invés daquelas garrafinhas bregas em geladeirinha brega, “minibar” sem nada de mini, mais pra “macrobar”.

Com garrafas tamanho adulto (e ainda oferecem de mandar um barman com rodelas de limão, tônica, o que for preciso)



3 -- Flores lindas e frescas por todo canto


4- Arte de primeira

(essa obra retangular no centro da foto me tirou o fôlego de tão linda, pena que não dá pra ver direito… parecia um feltro gigante recortado com navalha revelando uma outra camada, irridescente).





5 -- O Café Boulud fica anexo ao lobby

Então dá pra pegar o elevador pra jantar em um super restaurante ou, melhor ainda, pedir room service by Daniel Boulud!

6 -- Lindos toques retrô

Aqui e ali, detalhes com cara antiguinha como as pias dos banheiros e os espelhos envelhecidos, com aquelas pintinhas marrons que sugerem a passagem dos anos, e relógios de cabeceira deliciosamente antiquados.



 

7- Localização nota mil

No miolo do Upper East Side, a passos da galeria Gagosian e das deliciosas lojas da avenida Madison.

8 -- Chef concierge simpatissíssima

E além disso… brasileira! Chama-se Lorena Ringoot, consegue reserva até nos mais disputados restaurantes e esbanja simpatia (eu sei porque foi ela quem me mostrou o hotel….).

9 -- Bar Pleiades, outra beleza





E o décimo motivo na verdade é uma coleção de detalhes que fazem, a meu ver, o charme de um quarto de hotel…. Vejam:




Barato, não é. Mas é aquela velha história do anúncio da Mastercard: certas coisas não têm preço, concordam?


The Surrey Hotel: 20 East 76th Street, quase esquina com Madison, tel. (212) 288-3700

9.12.10

Restaurante John Dory Oyster Bar em Nova York: imperdível



Cada vez que eu chego em Nova York tenho uma listinha de lugares-tem-que-ver, que por um motivo ou outro eu sei que não posso deixar de experimentar.


Desta vez, cheguei aqui doida pra ir ao John Dory Oyster Bar (restaurante focado em peixes e frutos do mar com um grande bar de ostras e moluscos), que fica anexo ao lobby do Ace, o mais bacana dos hoteis BBB de Nova York (bons, bonitos e baratos). Eu já tinha contado a novidade aqui, mas agora eu fui, comi e comprovei.





No The Breslin, da mesma chef April Bloomsfield, servem comida é supercarnívora: salsichas, miúdos e peças inteiras de boi ou cordeiro. E até um leitão inteiro, servido para grupos em uma mesa que fica defronte à cozinha aberta.


O menu do John Dory Oyster Bar é o oposto: “bar” de ostras, lagostas, camarões, crudos, sopas de peixe, etc.








Foi uma feliz surpresa quando percebi, no sábado,  que meu hotel, o Gansevoort Park Avenue, fica a DUAS QUADRAS do Ace! Adivinhem o que eu fiz? Depois de uma manhã inteira passada no quarto do hotel, trabalhando (ARGH!) saí andando direto até lá. E foi ótima ideia: nem metade das mesas estavam ocupadas, então deu pra me sentar no bar de ostras tranquilamente e ser servida civilizadamente. Maravilha!





Tinha que pedir ostras, lógico. Escolhi umas miudinhas da costa Oeste (kushis?) que me lembraram muito as kumamotos que eu amo, e umas outras cujo nome me escapa, menos boas. Vieram com mignonette (totalmente dispensável neste caso) e raiz forte ralada na hora.





Em seguida, fui de crudo de um peixe chamado hiramasa (não sei a tradução…)






Dos melhores crudos que já comi! O peixe em bocados perfeitos que enchiam a boca. Por cima, fino gengibre confitado e pedacinhos ultra crocantes da pele do mesmo peixe, como se fossem croutonzinhos do mar. Ah sim, e uma pitada de flor de sal. Maravilha!

Terminei com um chowder de-li-ci-o-so, com gordos nacos de lagosta, cubos de batata bem molinha e de bacon, e por cima salsinha fresca e picada grosseiramente, de propósito. Delícia.





O garçon insistiu que eu pedisse uns “potato buns” pra acompanhar. Bastou dar a primeira mordida pra entender porquê: que maravilha! Pãozinho super macio e amanteigado, com crosta crocante, textura lembrando a de um brioche, com sal marinho salpicado por cima. Viciante!





O chopp que eu pedi casou esplendidamente com meu singelo almocinho de sábado. Saí caminhando pela tarde fria e cinzenta como se levasse um sol dentro de mim. Impressionante como comer bem me põe feliz!




John Dory Oyster Bar: 1196 Broadway, tel. (212) 792 9000
The Breslin: Rua 29, 16, tel. +(646) 214 5788
Nenhum dos dois faz reserva....


6.12.10

Brunch no Breslin: melhor jeito de passar um domingo frio em Nova York

Suspirando com os donuts de brioche do Breslin
Só pra fazer um suspensezinho..... o que eu comi eu mostro já, já. Mas já posso adiantar que meu brunch tava, simplesmente, do-ou-tro-mun-do. Valeu a espera de mais de uma hora por uma mesa!

John Galliano cria incrível árvore de natal para o Claridge's, em Londres


Não é de hoje que os grandes nomes da moda começaram a se envolver com hotelaria.

Já em 1990 Mariuccia Mandelli inaugurou um resort na ilha de Barbuda, nas Antilhas, e batizou de K Club (K de Krizia, sua grife). De lá para cá vimos um hotel com a cara da Diesel em South Beach e hoteis Bvlgari em Milão e Bali. Leonardo Ferragamo tem uma pequena rede de luxo da qual faz parte por exemplo o chiquíssimo Castiglion del Bosco, na Toscana. Mais recentemente foram abertos o ambicioso Armani Hotel Dubai, e o primeiro de uma rede de hoteis com a grife Missoni, em Edimburgo, na Escócia.

O chiquíssimo Claridge’s, em Londres, também entrou nessa dança.

Primeiro, convidou a Diane von Furstenberg para redecorar uma série de quartos e suítes do hotel. “As lembranças  mais queridas da minha carreira são das temporadas que eu passava no Claridge’s. Só de estar lá, naquele que é o hotel mais glamuroso do mundo, eu sentia que tinha chegado aonde queria chegar”, diz a estilista criadora dos icônicos vestidos-envelope.

E agora, pelo segundo ano consecutivo, o hotel exibe em seu lobby uma fantástica “árvore de natal” assinada por ninguém menos do que John Galliano. Mais parecida com um coral marinho tamanho gigante, a “árvore” contém pedras brilhantes, folhas prateadas, cavalos marinhos , peixes e medusas. Estará em exibição até dia 5 de janeiro.

Claridge’s
www.claridges.co.uk
49 Brook Street
Tel. 44 20 7629-8860



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