17.10.10
Os dez melhores restaurantes de Nova York: minhas dicas para a Roberta
Minha amiga Roberta acaba de me mandar email fazendo a pergunta que todo mundo me faz: “estou indo pra Nova York, onde devo ir comer?”
Vamos simplificar? Resolvi botar “na roda” minha resposta, porque sei que deverá ser útil não só pra Rô mas qualquer pessoa que esteja planejando ir a Nova York nos próximos meses….
Essa lista é pra lá de subjetiva, claro, e reflete os gostos muito peculiares de uma comilã insaciável. E atenção: não estão em ordem de preferência!
1 – Momofuku Ssam Bar – animado, barulhento, sempre lotado, pouco confortável, comida de-li-ci-o-sa focada em porco e sabores asiáticos.
Link para meu post prato-a-prato no portal Viajeaqui.
2- Minetta Tavern – em uma ruela no Village, pequeno, apertadinho, ultrabadalado, sempre lotado, difícil de reservar, super bife, super hambúrguer, comida pendendo para francesa deliciosa.
Minetta Tavern: Rua MacDougal esquina com Minetta Lane, tel. 212-475-3850
Link para meu post prato-a-prato no portal Viajeaqui.
3- The Standard Grill – no térreo do hotel Standard, no Meatpacking, especializado em carnes e hambúrgueres, ambiente super charmoso, muito badalado. Em geral, ótima comida.
Rua Washington , 846, esquina com rua 13.
Tel. (212) 645-4646
Link para meu post no Viajeaqui
4- Daniel – caro, chique, clientela mais velha, formal, três estrelas Michelin mais do que merecidas para o famoso chef Daniel Boulud.
Restaurante Daniel: 60 E 65th St, tel. (212) 288-0033
Link para meu post no portal Viajeaqui.
5- DBGB – lugar casual do mesmo chef Boulud, na Bowery (Downtown, perto de Nolita). Escurinho, hambúrgueres deliciosos, barulhento, badalado.
DBGB: Rua Bowery, 299, tel. (212) 933-5300
Link para meu post prato-a-prato no portal Viajeaqui.
6- Eleven Madison Park – lindo, lindo, lindo, pra ir com a namorada ou mulher, muito elegante e bastante caro mas a comida vale cada dólar. Fica de frente para o parque que lhe dá nome.
Eleven Madison Park: Av. Madison, 11, tel. (212) 889-0905
Link para meu post prato-a-prato no portal Viajeaqui.
7 – Pulino’s – o novo do Keith McNally dono do Balthazar, Pastis, Morandi, Minetta Tavern. Pizzas e pratos italianados em uma esquina da Bowery, ultra lotado sempre.
282 Bowery, tel. (212) 226-1966, www.pulinosny.com
8- Sushi Yasuda – japa pra quem leva sushi a sério, no Midtown. Não serve quase nada além de sushi, e o melhor lugar é no balcão de frente para o próprio Yasuda. Bem caro.
204 East 43rd Street tel (212) 972.1001, www.sushiyasuda.com/
9 – Le Bernardin – caro, careta, formal, clientela business, salão meio anos 80 mas mesmo assim um dos meus favoritíssimos porque os peixes são simplesmente maravilhosos. Quem nunca foi tem que ir, nem que seja uma vez na vida.
155 West 51st Street . tel. (212)-554-1515
10 – Del Posto – o italiano do Mario Batali no Meatpacking que acaba de receber a cotação máxima do crítico do The New York Times. Lindo, chique e… delicioso.
Saiba mais sobre o Del Posto, aqui.
12.10.10
Chef Magnus Nilsson do Faviken, na Suécia: futuro superstar?
![]() |
Chef Magnus Nilsson (à esq.), caçando patos na Lapônia |
Eu sei que ao lerem o título acima vocês achem que estou pondo o carro na frente dos bois - Nilsson?! Quem é Magnus Nilsson?! - mas deixem eu explicar.... Hoje passei o dia revendo fotos e vídeos do food happening Cook it Raw (porque tenho que entregar amanhã uma grande reportagem a respeito). (Aos que chegaram a esse blog só agora e não têm idéia do que estou falando, recomendo que assistam a este filme):
Bom, eu ia dizendo que passei o dia imersa em imagens e lembranças do Cook it Raw. E sabem que ao fazer isso voltei a me encantar pelo chef Magnus Nilsson, da Suécia?
![]() |
Chefs Magnus Nilsson e Alex Atala na Lapônia |
Um rapaz, ainda. Mas sabe muito bem o que quer.
Trabalhou no L'Astrance de Pascal Barbot, em Paris, ao lado da Adeline Grattard, hoje dona do Yam Tcha.
Voltou para "casa". Desencantou-se. Parou tudo, largou a cozinha. E só voltou quando teve a certeza de que saberia por onde trilhar um caminho próprio. Sua cozinha é fascinante porque explora os fluidos limites que separam o novo do velho, o fresco do podre, o estragado do comestível. Nos gélidos invernos suecos ele não compra nada importado, preferindo trabalhar com ingredientes dali mesmo que são secos ou fermentados ou cozidos em compotas, ou submersos em salmouras.
Este post pode parecer meio "gastrochato" para alguns de vocês.... papo técnico demais, admito. Mas para os que se interessam por novas técnicas, digo apenas o seguinte: prestem atenção nesse garoto, que ele ainda irá muito longe.
Hoje fiz um vídeo corrido, improvisado, que mostra o chef Nilsson narrando um slideshow de fotos dos pratos que ele serve no Faviken, o restaurante onde trabalha. Meio longo, meio tremido, mas prova o bastante da capacidade do garoto e do quão único é seu trabalho. O cara fazendo comentários e perguntas que vocês ouvem no vídeo é ninguém menos que René Redzepi, o chef-proprietário do Noma, #1 do mundo.
Minha previsão? O restaurante dele não tardará a aparecer na lista World's 50 Best Restaurants. Querem apostar?
![]() |
chefs Magnus Nilsson (à esq.) e Claude Bosi (do Hibiscus, em Londres) |
11.10.10
Dresden! Primeiras impressões da Saxônia
![]() |
Desembarcando em Dresden: lindo pôr-do-sol |
Acabo de chegar à Saxônia: Dresden, mais especificamente. E devo confessar que o pouquíssimo que eu sabia sobre a cidade vinha, basicamente, do livro Slaughterhouse Five, de Kurt Vonnegut, que li uns 15 anos atrás. Ou seja: eu sabia que a cidade tinha sido linda mas depois de pesados bombardeios durante a Segunda Guerra.... tinha sido destruída.
Triste dizer que depois de rápida expedição exploratória percebe-se que... Dresden é exatamente isso: a ex-bela da Europa.
Uma cidade que ainda chora sua desgraça, cujo povo acha difícil se conformar com a perda de tantos monumentos e prédios históricos. Muitos foram refeitos ou "remendados" e percebe-se exatamente onde, pela diferença no tom das pedras. E outros simplesmente cederam o lugar para prédios modernos, muitas vezes do tipo zero-charme à moda comunista (sim, a Saxônia é uma região no leste da Alemanha e, portanto, passou décadas sufocada pelos déspotas vermelhos).
Mas felizmente ainda há bons nacos de cidade velha com belíssimos museus e igrejas que a fazem, sim, merecedora de uma visita. A prova está nas imagens que seguem.... pode não ser nenhuma Praga, mas... não é linda a velha Dresden?
9.10.10
Uma noite em Paris: degustando Krugs com Olivier Krug!
O convite veio duas semanas atrás: "quer ir a Paris degustar grandes cuvées de Krug e entrevistar Olivier Krug?"
Sim, sim, sim!
Eu tinha viagem marcada para a Europa, de todo modo (amanhã eu conto onde é que estou), e... porque não fazer um pequeno desvio de rota e ir passar uma noite em Paris?
Olivier é sobrinho de Remy, o grande vinhateiro que me introduziu ao Clos de Mesnil, uns dez anos atrás, em São Paulo. Hoje, mesmo sendo a megamultinacional LVMH dona da marca, Olivier continua na maison - fato raro, um membro da família vendedora permanecer ativo na empresa depois de vendida.
E pelo que entendi, ele não está na Krug a passeio, e sim como peça-chave do processo de elaboração dos champanhes. Ele faz parte de um comitê de sete pessoas que degusta mais de mil (sim, mil!) amostras de vinhos no processo de elaboração da Krug Grande Cuvée, e que decide qual será a composição exata do champanhe ano a ano.
Além disso, ele faz papel de garoto propaganda, claro. E dos mais simpáticos, totalmente sem afetações que poderíamos esperar de um herdeiro, e chefão de tão prestigiosa maison. Assim que tiver tempo, vou colocar a entrevista online...
Sentei-me para uma conversa franca com ele, em seu hotel, e, mais tarde, segui para um belíssimo evento que organizaram para um pequeno número de "Krug lovers", como eles dizem. Gente com bala o suficiente para beber Krug com grande frequência.
Eles convidaram chefs de toda parte para servirem um prato cada um, no grande salão da École des Beaux-Arts, na Rive Gauche. Inclusive a Angela Hartnett, hoje no Murano, em Londres, única dos fiéis escudeiros de Gordon Ramsay que não abandonou o barco (ainda!).
ADENDO: Abandonou, sim! Acabo de descobrir que Angela comprou o Murano do grupo GRH (Gordon Ramsay Holdings)! Ela disse ao jornal Evening Standard: "O Murano não tinha o meu nome na fachada. Da primeira vez que pedi para falar com Gordon e disse que queria meu próprio restaurante e pedi o conselho dele ele disse 'Porque você não compra o Murano?' Eu disse 'Adoraria, mas nunca pensei que você topasse vender'".
Pelo visto, ele topou. Anda precisando de dinheiro em caixa... Ponto para Hartnett, e mais uma baixa para Ramsay.
Comemos bem, claro. Estavam lá, entre outros, o "nosso" Tsuyoshi Murakami, do Kinoshita, que aliás roubou as atenções. Nunca tinham visto um japonês tão expansivo! Ele até cantou!
![]() |
Tsuyoshi Murakami e Marcelo Fernandes, do Kinoshita, na entrada da École des Beaux Arts |
Mas vamos ao que interessa. Bebemos nada menos que:
Krug Grande Cuvée, Krug Clos du Mesnil 1998, Krug Vintage 1998 e Krug Rosé. Ah, sim, e meu favorito da noite: um Vintage 95.
Vinhos que não se parecem nada com nenhum outro champagne. Ao mesmo tempo elegantíssimos e cheios de personalidade.
Preciso dizer mais?
Subscribe to:
Posts (Atom)