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26.2.12

Brasserie T!, em Montréal: RESTAGRAM do dia

Vieiras com trufas negras e endívias

Tartare de veado do Québec com fritas

Falsa trufa de chocolate (com gosto de banana), "farelo" crocante


COMIDA: 9,5
AMBIENTE: 8
SERVIÇO: 9

Brasserie T!: 1425 rue Jeanne-Mance
(esquina com rua St. Catherine), tel. (514) 282-0808


Cliquem aqui para ver mais RESTAGRAMS de restaurantes de São Paulo.
RESTAGRAM do F Bar, em Montréal

O que é um RESTAGRAM:
Como bem diz o nome, uma versão comidística de um INSTAGRAM (foto de iPhone) tirada no restaurante X ou Y, seguida, sempre, das notas que dei para aquele jantar. 

Sim, as notas são subjetivas. De sete pra cima, quer dizer que gostei. Oito, muito bom. Nove, excelente. Dez, perfeito. Nem preciso explicar o óbvio, espero: meço o serviço de um boteco, por exemplo, contra aquilo que espero de um boteco, não comparando-o ao de um lugar fino. Idem a comida. Idem o ambiente. Por isso posso dar um 10 para o ambiente de um botequim, se dentro do que se propõe a fazer, é super charmoso, assim como posso dar um 5 para um restaurante chiquérrimo que me pareça metido a besta ou desconfortável.

E, por fim, digo que são notas nada definitivas: refletem a minha experiência naquele lugar naquele dia.

23.2.12

Restaurante FBar em Montréal: RESTAGRAM

COMIDA: 9,5
AMBIENTE: 7
SERVIÇO: 7

FBAR: 1458 Jeanne-Mance,
tel. (+1 514) 289-4558


Cliquem aqui para ver mais RESTAGRAMS (de restaurantes de São Paulo).

O que é um RESTAGRAM:
Como bem diz o nome, uma versão comidística de um INSTAGRAM (foto de iPhone) tirada no restaurante X ou Y, seguida, sempre, das notas que dei para aquele jantar. 
Sim, as notas são subjetivas. De sete pra cima, quer dizer que gostei. Oito, muito bom. Nove, excelente. Dez, perfeito. Nem preciso explicar o óbvio, espero: meço o serviço de um boteco, por exemplo, contra aquilo que espero de um boteco, não comparando-o ao de um lugar fino. Idem a comida. Idem o ambiente. Por isso posso dar um 10 para o ambiente de um botequim, se dentro do que se propõe a fazer, é super charmoso, assim como posso dar um 5 para um restaurante chiquérrimo que me pareça metido a besta ou desconfortável.

E, por fim, digo que são notas nada definitivas: refletem a minha experiência naquele lugar naquele dia.

25.6.11

Peixes e crustáceos em perigo: um alerta da jornalista Marie-Claude Lortie



Tenho falado pra vocês que um dos fatores que encorajam sobrepesca de espécies ameaçadas é quando o público pouco sabe, e não se interessa em conhecer os peixes e crustáceos que come. Foi esse o tema, inclusive, da minha coluna desta semana no caderno Comida, da Folha, que focava no atum bluefin.

Sob o risco de entediar quem não tem lá grande vontade de ler tanto sobre o tema, sinto que preciso voltar a bater nessa tecla.... Fica o aviso: este post não faz nada o tipo curtinho-e-levinho, quem preferir que pare por aqui! :)

Aos que entendem francês, recomendo vivamente a leitura da reportagem publicada hoje no jornal La Presse pela crítica gastronômica Marie-Claude Lortie, que repete alguns dos mesmos pontos que levantei também nesta semana na Folha.

A matéria dela foca no Québec, é claro - uma província gigantesca, maior do que muito país europeu, com incrível abundância de produtos da terra e do mar. 

Mas a questão-chave é a mesma: se as pessoas tivessem a cabeça mais aberta procurariam comer peixes e moluscos de espécies menos conhecidas, mas nem por isso menos gostosas - e na época certa. Isso aliviaria a pressão sobre o bluefin, o Chilean Sea Bass (Patagonian Toothfish) e o bacalhau, entre outros animais ameaçados.

O golfo do rio São Lourenço está repleto de peixes e frutos do mar de primeira, conta ela. Os melhores chefs de Montréal, como Normand Laprise do Toqué!, sabem disso e procuram servir justamente esses produtos, e não aqueles importados de outros países. 

chef Normand Laprise

Mas é uma questão beeeem complicada. Por dessas grandes ironias, a maior parte do que se pesca no golfo vai para o Japão (de novo ele, o Japão, o grande vilão!). Os japoneses simplesmente pagam mais e pagam no prazo. Sobra pouco para chefs locais como Laprise - e esse pouco acaba inflacionado pelos japoneses. Outro problema: pescadores preferem pescar somente aquilo que tem saída garantida, como a lagosta. Relutam em gastar tempo e esforços pescando coisas que os consumidores não conhecem e não pedem nos restaurantes. Inicia-se assim um ciclo vicioso: o consumidor não conhece e não pede, então o chef não põe no menu e o pescador não pesca, e assim explica-se a gama limitada de peixes e crustáceos oferecidos na maioria dos lugares.

Felizmente, chefs como Laprise remam contra a corrente.

Brasserie T!, em Montreal



Primeiro, o plateau de frutos do mar de sua Brasserie T! (versão mais barata e descontraída do Toqué!) é um exemplo de diversidade e de repeito ao produto local. Tudo vem da província do Québec ou, no máximo, das províncias mais ao Leste, como Nova Scotia ou New Brunswick.


Mexilhões e vieiras das ilhas Magdalen (essas últimas, disponíveis só três semanas por ano, e servidas em ceviche com moranguinhos de verão). Lagosta do Québec. Camarõezinhos nórdicos (crevettes de Matane)... 
Eu não conhecia o whelk (a linda concha no centro, molusco gastrópode primo do búzio brasileiro) - que ele retirou da concha, preparou na chapa e serviu usando a concha como recipiente para o molho aïoli. 



Ah, sim, e ouriço de Rimouski na própria concha com creme e brunoise de batata cozida. 


O ouriço daqui tem sabor muito mais suave do que o ouriço brasileiro, e espinhas quase macias, esverdeadas, além de ser bem menor. Gostei muito! E embora pareça over "empetecá-lo" com creme de leite e batata, era simplesmente um manjar dos deuses, tive que pedir para repetir!

Mas o que me impressionou foi o cuidado em buscar, o mais perto possível, cada um daqueles elementos do plateau. Quando não acham, é simples: o plateau sai do menu imediatamente!! 
Agora, quero achar um restaurante no Brasil que sirva algo equivalente, com uma larga amostragem de produtos dos nossos mares. Quem sabe indicar?



BRASSERIE T!
1425 rua Jeanne-Mance (esquina com rua St. Catherine)
 11:30 até o último cliente
Tel 514-282-0808
           


2.3.11

A chef Roberta Sudbrack no Ferreira Café, em Montréal




Apesar da fama de francesinha das Américas, o que Montréal tem de melhor não são apenas os restaurantes afrancesados, mas também os portugueses. Frango grelhado nota mil no Chez Doval, cozinha tradicional e generosa na Casa Minhota e, para aquelas noites mais especiais, o Ferreira Café.

Às vezes, para explicar o Ferreira Café, acabo comparando-o ao Antiquarius mas na verdade… o lugar não é bem como o Antiquarius paulistano, que anda meio caidinho. O restaurante tem em comum com o Antiquarius do Rio, aí sim, o fato de serem considerados os melhores portugueses de suas respectivas cidades (embora uma amiga tenha me contado que o bacalhau do Antiquarius carioca também já viu dias melhores).

Embora seja portuguesíssimo, o Ferreira tem uma vibe que lembra mais um Gero: homens de negócios, gente conhecida, etc. Música alta, escurinho, uma ou outra beleza bebericando um vinho no bar à espera do namorado. Ah, sim: o Ferreira tem também garçonetes très mignonnes sempre de vestidinho curto e justo, como gostam os… homens de negócios.

A cozinha não tem grandes pretensões mas é sempre boa. O chef açoriano sabe grelhar sardinha sem deixar passar do ponto; realçar um bacalhau com uma redução de Porto, dar cara nova a clássicos portugueses, rejuvenescidos. A melhor sobremesa que já provei lá? Bolinho de figo com sorvete de batata doce e especiarias casado com um senhor porto Tawny da Quinta do Vallado.

O melhor prato? Caldeirada de arroz e frutos do mar repleta de nacos suculentos de lagosta:




Até o pastel de nata vem à mesa vestido para festa, uma metade montada sobre a outra, quenelle de sorvete ao lado. Mas, confesso, eu prefiro meu pastel de nata sem nada “para atrapalhar”…. :)




O dono do lugar, lógico, é portuguesíssimo: Carlos Ferreira é praticamente o embaixador de Portugal neste país:



Já fui n vezes ao Ferreira. Por que falar dele hoje? Porque uma super chef brasileira, a Roberta Sudbrack, do restaurante homônimo, cozinhou lá na semana passada, como parte do importante Highlights Festival, que este ano homenageia as mulheres (chefs, vinicultoras, sommelières, etc).


Estive lá para o jantar - lógico! - e comi como rainha. Era especialmente de lamber os dedos (sim, porque comi com a mão) esse canudinho super crocante recheado de maçãs assadas, que era para ser passado no molho de caremelo e na "farofa" de pistache que vinham junto. Nham!



Vejam minha reportagem com ela, quando fomos às compras pelos mercados de Montréal:





O Festival, agora já foi…. Resta guardar a dica do Ferreira Café, para a próxima vinda a Montréal!

Ferreira Café: Rua Peel, 1446, Montreal, tel. (514) 848-0988


Aqui, o link para o post mostrando a chef fazendo pescaria no gelo em North Hatley, a uma hora de Montreal.

16.11.10

Chef Gordon Ramsay investe na bodega Rotisserie Laurier, em Montreal




Click here to read the English version of this post.


Bodega, como título, é modo de dizer. Mas a Rotisserie Laurier, aqui em Montreal, não passa de a um restaurante familiar, de bairro, bem simples, com cara de lanchonete. Por isso levei um susto, pra dizer o mínimo, quando li no jornal daqui, o The Gazette, que o Gordon Ramsay está assumindo as rédeas do lugar, que deve reabrir em fevereiro devidamente repaginado.

Strange, very strange. Pra que o homem precisa disso, com todas as dores de cabeça que tem tido?! As dívidas pesam, o casamento vai mal, a chef e ex-fiel escudeira Angela Hartnett pediu as contas, o sogro também saiu da empresa (ele era C.E.O. da Gordon Ramsay Holdings)....  Achei que ele estaria ocupado demais cuidando de seus perrengues pra querer se meter a botar seu nome na porta de uma churrascaria de bairro.

Mas que sei eu do que passa pela cabeça do homem?

Quem deu o furo foi a crítica gastronômica  Lesley Chesterman, no jornal The Gazette:
 
 
“It could only be described as the most unexpected foodie news of 2010. Celebrity chef Gordon Ramsay is taking over Montreal’s Rotisserie Laurier BBQ. With restaurants in New York, Los Angeles and Florida, Ramsay, 44, already has a foothold in North America. Yet this unpretentious, family-style eatery will be his first foray into the Canadian restaurant scene.
The London-based Ramsay, whose empire now counts 25 establishments worldwide, visited the Laurier BBQ kitchens three weeks ago and is “so excited, you can’t imagine,” says his partner and the owner of the building, Danny Lavy. “This is not going to be a Michelin-starred restaurant project, but a platform for something to roll out.” Plans to expand the restaurant cross-country are already being discussed."



A matéria foi febrilmente tuitada e postada no Facebook de mil pessoas, porque o povo daqui está, simplesmente, perplexo. Diz o jornal que a nova e turbinada versão da rotisserie vai ter até um biergarten na cobertura. E saladas, costelinhas e hambúrgueres no menu.

Strange, very strange.

O Ramsay tá cutucando um belo vespeiro: toda cidade tem aqueles restaurantes caidões porém adorados por velhos clientes, que guardam boas memórias de refeições em família. Minha amiga Marie-Claude Lortie, outra crítica gastronômica daqui, me disse, incrédula:

“Você viu que loucura?!?!  A Rotisserie Laurier é o MEU restaurante, da MINHA INFANCIA, tantas partes da minha vida aconteceram lá!! E agora, o Gordon Ramsay tá assumindo as rédeas?!?!"




Sócio no negócio, Danny Lavy disse ao The Gazette que embora eles não queiram mudar um lugar que tem tanta história, pretendem deixá-lo mais "hip" (cool).

Céus.

Da última vez que senhor Ramsay tentou meter o dedo em um clássico - o chiquíssimo Grill do hotel Connaught, em Mayfair - foi um desastre. Pôs Angela Hartnett pra mandar na cozinha, italianizou o menu, pintou as paredes de roxo. Fui lá com meu pai, velho frequentador, e ele praticamente soltava fumaça pelas ventas de tão desapontado! 
 
Resumindo, não tenho ideia do que pode ser a motivação de Ramsay com essa jogada. Fonte segura me contou hoje que na verdade Ramsay não comprou nada, simplesmente aceitou emprestar seu nome ao negócio em troca de uma bela grana, e que a verdadeira dona é uma mulher riquíssima, daqui mesmo. Seja como for, essa eu vou pagar pra ver!

1.11.10

Restaurantes de Montreal: novo Le Hangar e mudanças no Toqué!


Só quem nunca veio a Montreal é que pergunta porque eu moro aqui. Quem já veio, entende muito bem: esta cidade é show, dá de dez a zero em Toronto.

Show de restaurantes BBB (bons, bonitos e baratos), show de gente bonita, show de festas boas. Eu até gostaria de passar MAIS tempo em Montreal -- é a vida corrida de jornalista globetrotter que me faz ficar dando voltas pelo mundo ao invés de curtir o bom daqui. Mas nos últimos dez dias, em que pude aproveitar este delicioso fim de outono, eu notei que tem muita novidade boa que merece ser anunciada. As duas melhores são.....

1- O Toqué, o “Fasano canadense”, desafrescalhou-se.

Comer em ambiente muito formal anda fora de moda. Ainda mais aqui. O Toqué, conhecido como o lugar mais chique e caro de Montreal, resolveu abrir para o almoço mas eliminando as toalhas de mesa e outras frescuras. Menu super em conta, climinha relax. E à noite, outra ótima novidade: um “bar gastronômico” (abaixo) onde qualquer um pode chegar, sentar e comer (muito bem), à la Atelier de Joel Robuchon, por 40 ou 50 dólares canadenses. Recomendo sem medo.

Aqui, link para meu post completo sobre as novidades do Toqué, com fotos dos pratos e menu do almoço, no Montreal for Insiders.
Toqué! 900 Pl Jean-Paul-Riopelle
tel. 514-499-2084
www.restaurant-toque.com

 

2- Le Hangar, a melhor novidade do outono

O chef famosinho daqui chama-se Louis-François Marcotte. Não chega nem perto de um Alex Atala - tem apenas 28 anos e só foi querer aprender a cozinhar aos 17, quando largou o curso de... mecânica. Hoje, sai em capa de revista de fofoca o tempo todo (caso com uma famosete), faz tevê, cria hype. O restaurante principal dele, o Le Local, eu acho uma fraude total pra ser sincera. Badalado, mas.... comi mal nas quatro vezes em que estive lá.

Mas agora ele abriu um segundo que eu adorei, chamado Le Hangar. E o melhor: perto do Downtown, uns 5 minutinhos de táxi de qualquer dos melhores hotéis. Ambiente cool, em velho galpão: paredes de tijolinho, pé-direito duplo, e uma viga trazida…. do Ground Zero de Nova York!

polenta com tomate defumado do Le Hangar

Bruschetta maravilhosa (cada dia mudam as coberturas), fininha, ultra-crocante, polentas maravilhosas também (a que eu provei era com tomate defumado). Comidinha com pegada italiana, zero criativa, porém bem-feita. Até o pudim de pão estava bom, pouco doce, firme porém sedoso, com sorvete de passas e rum bem alcóolico. Quem diria… eu não esperava tanto, confesso!

Aqui, link para meu post completo sobre o Le Hangar, no Montreal for Insiders.


Le Hangar: rua Wellington, 1011, tel. (1-514) 878-2112

3.10.10

Brasserie T!, Le Petit Hôtel.... Montreal no The New York Times... de novo!

Matéria do The New York Times abre com prato de
terrines, patés e fromage de tête da Brasserie T!

Não é de hoje que o The New York Times tem um caso de amor com Montreal.... Nunca vi ficarem mais do que 3 meses sem publicar algo elogioso sobre a cidade.

Em agosto aconteceu de novo: materinha esperta e pontual com dicas de como passar 36 horas prazerosas por aqui.


A foto que abre a matéria é da tábua de charcuteries maison (nham nham!) da Brasserie T! - que eu já comi umas três vezes, a última delas anteontem. Bom, bom, bom demais. Bola dentro do NYT, como sempre.

Aproveito pra reproduzir a seguir meu post sobre a Brasserie T!, que, de fato, é uma das melhores coisas que esta cidade tem atualmente - fiquei feliz de ver que o excelentíssimo jornal concordou comigo! :)


Brasserie T! do chef Normand Laprise: comidinha de bistrô nota mil






Montreal ferve durante o festival de jazz, e embora não faltem lugares pra comer e beber em volta dos muitos palcos montados no complexo Quartier des Spectacles - de mil barraquinhas a fast foods e quetais - os lugares mais badalados do pedaço, sem dúvida, são os dois novíssimos e vizinhos restôs dos top restaurateurs Normand Laprise e Carlos Ferreira.

Ambos parecem brotar da calçada como se fossem aquários, e têm vastos janelões que se abrem pra esplanada principal do festival.



A Brasserie T!  é do famoso chef Normand Laprise, cujo principal restaurante, o Toqué, é o mais chique de Montreal. Apesar do alto pedigree, trata-se de um cara simples e ultra simpático:  




Adoro as vidraças abertas pra rua, a transparência do espaço e como ele interage com seu entorno:


E que à noite ganham um charme extra, porque os jatos d'água parecem dançar e ganham show de luzes que vão mudando de cor, como em uma coreografia:



A Brasserie T! serve pratos simples e a bom preço, e a cozinha, nesta primeira fase, fica a cargo do Charles-Antoine Crête, há anos braço-direito de Laprise:




Há muitos velhos clássicos, como esses deliciosos ovos recheados...


E terrinas e salsichas variadas, o que anda super na moda. O plâteau de terrines e patés, que dá pra duas ou três pessoas, tem que ser pedido: vem com brioche tostado, tête de fromage salpicada com flor de sal; uma maravilhosa terrine de pato; paté de figado de galinha, e creton, uma espécie de patê de porco ultra típico do Québec (na foto abaixo, à direita).


Frescor e simplicidade: asparagos com sauce gribèche (agora já fora de estação, infelizmente):


 Não adianta querer pedir os aspargos da foto: não é mais época e aqui a sazonalidade é levada a sério. O consolo: essa linguiça de galinha de angola, apelidada de saucisse de Montréal, nunca vai sair do menu e é ma-ra-vi-lho-sa. Desmancha na boca (coisa que raras linguiças fazem) e tem um quê de defumada. Nham!





 Pra dar uma quebrada nas carnes e nos embutidos, vá de salmão cozido em baixa temperatura. Parece ter sido confitado e tem textura amanteigada, como um sashimi ligeiramente mais rijo. A crocante saladinha de erva doce fatiada fina como papel vai super bem como acompanhamento:





Chef Charles bolou um carrinho de doces e queijos que ele chamou de "DJ booth du manger", ou chariot de l'amour. E pra quem não sabe: os queijos artesanais do Québec estão entre os melhores do mundo, às vezes batem até os franceses!



Ma-ra-vi-lho-sa a torta de morango e ruibarbo (trottoir aux fruits) com calda de morango ultra fresca e concentrada.


Não provei mas achei legais os suspiros com sabor de menta, whisky ou Ricard que o chef Charles batizou de "sputniks":




Céus! Devorei também esses biscoitos de chocolate que eram fofos como nuvens.


Brasserie T!: 1425 rue Jeanne-Mance (corner of St. Catherine), tel. (514) 282-0808


site oficial do Quartier des Spectacles
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