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14.9.12
Chefs Daniel Humm (Eleven Madison Park) e Grant Achatz (Alinea) trocam de cozinha
Essa ideia leva, na minha opinião, o prêmio de originalidade. Os chefs Grant Achatz e Daniel Humm, super amigos, resolveram trocar de cozinha por uns dias, com equipe e tudo. Achatz vai cozinhar no Eleven Madison Park, em Nova York, e Humm vai cozinhar no Alinea, em Chicago, #1 dos Estados Unidos no 50 Best.
Esse vídeo explica melhor: MUITO bom!
O mistério é proposital. Maiores informações "vazarão" no Facebook, nesta página aqui.
Como já escrevi algumas vezes, acho que o Daniel Humm está no auge de sua carreira.
(Aqui, o texto que escrevi sobre ele no caderno COMIDA, da Folha).
E o melhor: Humm está de viagem marcada para São Paulo! Ele vai palestrar na Semana Mesa SP e cozinhar no restaurante Clos de Tapas na semana do 5 de novembro.
ADENDO - agora soltaram uma página explicativa, respondendo a várias FAQs (frequently asked questions) - neste link.
4.9.11
Restaurante Manzo, no Eataly, em Nova York: chef ex-Babbo, vitello tonnato nota 10
Ja falou-se e escreveu-se muito sobre o Eataly, aquele megamercado gourmet vendendo todo o tipo de guloseima made in Italy. Espécie de Disneylândia para foodies.
Então.... em dezembro fui conhecer o Eataly e fiquei impressionada com a quantidade de tudo: gente, chocolate, carne, sorvete, pão, massas. Uma bagunça alegre, em suma, que combina compras e gastronomia (há vários “restaurantes” dentro do mercado, cada qual com uma especialidade). Eu, que detesto filas e multidões, me cansei ali dentro depois de cinco minutos, mas entendo que há quem goste. Ou melhor dizendo: há muita gente que adora! :)
Mas no meio daquele formigueiro há um canto mais reservado e pacífico: o restaurante Manzo.
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| bar do restaurante Manzo, no Eataly |
Apesar do nome (boi, em italiano), seu menu vai muito além de carnes. Bob Noto, um amigo de Turim e grande conhecedor do assunto, jantou ali na sexta-feira e me garantiu que os melhores pratos são a carne crua, a codorna frita, o vitello tonnato e o papardelle com ragù di salsiccia. O chef é Michael Toscano, ex-Babbo.
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| Papardelle com ragù di salsiccia do Manzo |
Fui jantar lá, sentei-me no balcão e pedi tudo o que o Bob recomendou, exceto a codorna. Não vou dizer que tenha achado nada de extraordinário, mas estava bem bom. O "tartare" de carne, com gema crua por cima e torradas trufadas, achei muito bem temperado. Mas o melhor, pra mim, era o vitello tonnato, a carne agradavelmente rosa-bebê, o creminho de atum muito aveludado e suave.
Em suma: mais um italiano de responsa em Manhattan.
Manzo at Eataly
200 5th Avenue, tel. (212) 229-2180, http://eatalyny.com
13.5.11
48 horas comendo em Nova York, em 22 tweets
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| Fachada mais-que-discreta do Momofuku Ko |
Um tweet vale por mil palavras... aqui, 22 tweets que conjuntamente pintam um retrato de dois dias intensos em Nova York. (Aos não-iniciados, explico que RT sinaliza um tweet de outra pessoa que eu re-postei em minha própria página....)
Toques finais no itinerário de Nova York: depois de loooooonga espera, descolamos reservas no Ko #milagresacontecem
Festas barulhentas, grandes perdas: o Oak Room no Plaza Hotel vai fechar http://nyti.ms/kDkzAJ
Fotos PB nostálgicas em um slideshow do New York Times: Nova York on my mind... http://nyti.ms/j8jRsN
davidchang Dave Chang
RT by@ aleforbes
WD-50. My favorite restaurant in america. Wylie knocking it out of park w new innovative tasty dishes. Inaki's last night in nyc. Love it
Simpático o closet onde estou hospedada aqui em NY.... Hotel novo, Starckiano. Ainda n decidi se gostei... #moderninhometidoabesta
Fator irritante em hotel butique, no. 1: elevadores escuros com jeito de boate. Música eletrônica 9 da manhã? Não, obrigada.
Assessora pergunta em que hotel estou e....
@NancyJFriedman stayed @ new Mondrian Hotel, now @ friend's at Astor Place. Could do coffee tomorrow, if Downtown, leave rt after lunch!
Almoço no Maialino bem bom. Incrível taça de arneis piemontês, primavera no prato (ervilhas, fava beans, ruibarbo). Sobremesas melhores do que os pratos.
Depois de incontáveis tentativas frustradas, finalmente vou jantar no Ko hoje. Expectativas altas demais?
Jantar ontem à noite talvez tenha sido a maior decepção da minha carreira. Ainda tentando entender o quão decepcionante foi.
@tucacarvalho Triste mesmo. Saímos completamente chocada: eu, @leadorf e @aleforbes #MomofukuKo
Jantar no Ko com 3 amigas: todas chocadas com falta de harmonia nos pratos (1 salgado, outro doce demais, etc), rock’n’roll altíssimo
consescobar Constance Escobar
RT by @aleforbes
Jantar no Momofuku Ko ontem: decepção do início ao fim. Sobra atitude, falta cozinha. Aliás, falta muita coisa ali...
E, quem diria, o chef-proprietário David Chang, em pessoa, responde:
davidchang Dave Chang
you are correct we totally fucked up. No excuse for not exceeding expectations, when we underwhelmed you and your friends.
Voltando de almoço solo na nova Épicerie Boulud do Daniel Boulud. Adivinhem quem cortou meu sanduíche bahm mi e me serviu torta de creme?
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| Chef Daniel Boulud com os charcutiers Catherine e Gilles Verot |
Leitores perguntam, eu conto:
@docsconz @robmalexander bom... não é todo dia que monsieur B em pessoa lhe serve o almoço, né? Hora certa, no lugar certo! :)
Outro leitor quer saber o que é um bahn mi e...
@asimatos Boulud's bahn mi: julienned carrots, cucumber, country ham, patê, thai sausage, hot peppers sliced very thinly
Depois de um esplêndido almoço, nada como uma porcaria de taxista novaiorquino brecando e buzinando sem parar 5a avenida abaixo para acabar com o bom humor #nausea
Edgard pergunta se o muito aguardado Parm, dos meninos do hypado Torrisi, já abriu e...
@degascosta fonte das boas informa: Parm só abre em 2 meses, obra ainda bem crua. Torrisi tem feito prix fixe dinners a $50/pessoa, sucesso
2 jantares ontem: 4 incríveis pratinhos no The Dutch seguidos de um festim de 3 horas no Sud. Ótimo fecho para maratona gastronômica em NY.
Babaganoush?! Tabouleh de couve-flor c zatar? Novo restô Sud de Boulud em duas palavras: audacioso e no-alvo.
Melhor lembrança de minha maratona de 48 horas de comilança em NY: pato com “arroz sujo” no The Dutch. Os brotos de ervilha com parmesão ralado fino do Franny's chegaram perto.
2.3.11
Restaurante hype em Nova York: The Lion, no Village
Tem gente cujo bom gosto é tão óbvio que eu nem titubeio ao receber alguma dica: confio cegamente. É o caso da linda jornalista Kim McLoughlin, super entendida de gastronomia, que conheci na Finlândia no ano passado. Ela tem um portal chamado Red Visitor repleto de dicas de viagem (em inglês) que eu vivo consultado para saber as últimas.
Ontem, li ali sobre um novo restaurante em Nova York que anda super badalado, chamado The Lion. Pela descrição, me pareceu ser a versão 2011 do The Waverly Inn, que foi a coqueluche de 2008. Na época, descrevi o Waverly assim:
Se na sua próxima ida a Nova York você conseguir uma mesa no pequenino restaurante The Waverly Inn, considere-se importante. Desde os anos 70, quando todo o who’s who jantava no lendário Elaine’s, não se via um lugar tão exclusivo. Sequer número de telefone tem, para afastar os zé-ninguéns. O fenômeno é tal que mereceu matéria no The New York Times: “Em qualquer noite o restaurante recebe uma combinação de bilionários, estrelas de cinema, intelectuais e estilistas, e quiçá um astro de rock ou lenda do esporte.” Por trás do restaurante está o jornalista Graydon Carter, diretor de redação da Vanity Fair.Não sei se o The Lion vai chegar a tanto, mas os elementos em comum são muitos. Ambos ficam no Village. Ambos homenageiam clássicos americanos no menu (hambúrguer, cheesecake, etc) e também no décor. Ambos têm arte muito boa nas paredes (no caso do The Lion, quadros de Basquiat e fotos de David La Chapelle). Ambos privilegiam a clientela famosa e vip sem pedir desculpas – no caso do The Lion, os reles mortais comem no porão, enquanto a sala de jantar mais bonita fica reservada só para aqueles-que-não-querem-ser-vistos.
The Lion – No.62. West 9th Street, West Village, tel. 1 (212) 353 8400
12.2.11
Os dez melhores restaurantes de Nova York: minhas dicas para Isa e Marco
Atenção: já há uma versão atualizada deste post, que inclui meus novos favoritos (Franny's, no Brooklyn, e The Dutch, principalmente). E outra: o Le Bernardin está de décor novo e perdeu o ar antigão/careta, é hora de voltar lá.... Aqui, o link das dicas de Nova York atualizadas.
Meus amigos Marco Antônio e Monica estão em Nova York, e Isabella vai em breve, e eles me fizeram a pergunta que todo mundo me faz: “estou indo pra Nova York, que restaurantes você indica?”
Vamos simplificar? Resolvi botar “na roda” minha resposta, porque sei que deverá ser útil não só para o Marco, a Mônica e a Isabella, mas para qualquer pessoa que esteja planejando ir a Nova York nos próximos meses….
Essa lista é pra lá de subjetiva, claro, e reflete os gostos muito peculiares de uma comilã insaciável. E atenção: não estão em ordem de preferência!
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| Momofuku Ssam Bar |
1 – Momofuku Ssam Bar – animado, barulhento, sempre lotado, comida de-li-ci-o-sa focada em porco e sabores asiáticos. Conforto, há pouco: os bancos são toras de madeira cortadas em cubo ou retângulo. Come-se no balcão. A espera é na doceria e padaria anexa.
Esse David Chang…. tiro meu chapéu. Eu comi tão bem no Ssäm Bar que até perdoei a existência daquele sistema de reservas online IN-SU-POR-TA-VEL que ele impõe em quem quiser ir comer no Momofuku Ko, o outro restaurante dele. Sabem do que mais? Que se lixem o Ko e seu 12 lugares impossíveis de reservar: depois de ir ao Ssäm Bar concluí que não preciso de mais nada na vida.
O menu é legal, diferentão. Divide-se em capítulos: crus, presuntos, da estação/da região, miúdos, etc. E as porções, pequenas, permitem que se peçam vários pratinhos pra experimentar.
Imprescindível experimentar o sanduichinho de barriga de porco no steamed bun (pãozinho feito no vapor, quase uma panqueca gorducha). Pra dar um contraste, julienne de pepino e scallions. Maciozinho e quentinho, a carne uma manteiga, cada bocada um pedacinho do céu.
Não fazem reserva….
Momofuku Ssäm Bar: 207 2nd Avenue, esquina com rua 13, sem telefone.
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| Minetta Tavern |
2- Minetta Tavern – em uma ruela no Village, pequeno, apertadinho, ultrabadalado, sempre lotado, difícil de reservar, super bife, super hambúrguer, comida pendendo para francesa deliciosa. Meses foram gastos no restauro dessa velha taverna do Village de modo que quase não se diferencia o novo do original. Fica numa viela, rodeado de barzinhos encardidos, neons, lojas furrecas, uma coisa assim bem alternativa. Mas sua clientela bem-vestida e ruidosa não tem nada de alternativa: famosos, aspirantes a famosos e boa parte do who’s who de Nova York. Reservar com muita antecedência é primordial.
Nunca comi algo lá que não estivesse excelente. Gosto bastante do trio de tartares, por exemplo: vitela com trufa preta, cordeiro com menta e azeitona e carne com mostarda e picles. Carnes cortadas na faca com cuidado, os cubinhos todos idênticos, de um rosa e um vermelho intensos, e claramente de uma qualidade e frescura bem superiores à média. Outro de meus favoritos é o tutano de boi servido ainda no osso, aquela gordura rica e explodindo de sabor, salpicada de salsinha e tomilho picados e, pra acompanhar, fatias tostadas de baguete. Mas verdade seja dita: quase todo mundo que vai comer lá pede a carne (maturada, perfeita) ou o Minetta Burger (com queijo cheddar e cebola caramelada).
Minetta Tavern: Rua MacDougal esquina com Minetta Lane, tel. 212-475-3850
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| Standard Grill: super hambúrguer no Meatpacking |
3- The Standard Grill – no térreo do hotel Standard, no Meatpacking, especializado em carnes e hambúrgueres, ambiente super charmoso, muito badalado. Em geral, ótima comida.
Rua Washington , 846, esquina com rua 13.
Tel. (212) 645-4646
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| Daniel: a cara do Upper East Side (chic e caro) |
4- Daniel – caro, chique, clientela mais velha, formal, lá no Upper East Side. Três estrelas Michelin mais do que merecidas para o famoso chef Daniel Boulud. Se é para comer also super fino (e caro), para ter uma noite mais formal, então que seja no Daniel. Os concorrentes principais são ótimos, claro – Jean-Georges, Del Posto, Le Bernardin, Per Se – mas de todos acho o Daniel o mais acolhedor e bonito (muito melhorado depois da reforma assinada pelo celeb-designer Adam Tihany). Talvez seja por estarem acostumados a receberem muitos brasileiros, mas o serviço lá sempre é super caloroso. E quanto à comida, em minha opinião nunca esteve melhor.
Restaurante Daniel: 60 E 65th St, tel. (212) 288-0033
Link para meu post aqui no boa Vida
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| DBGB, na Bowery, do Daniel Boulud |
5- DBGB – lugar casual do mesmo chef Boulud, na Bowery (Downtown, perto de Nolita). Escurinho, hambúrgueres deliciosos, barulhento, badalado. Fachadinha apagada, de vidro, sem graça nenhuma. Mas uma vez lá dentro a gente vê que na verdade o décor é lindo: salão principal tem uma cara bem diferentona, com sofás cinza-granito de espalda alta formam “booths” e as mesas ficam meio engaioladas no centro de um cercado de prateleiras, onde ficam expostas panelas de cobres presenteadas por chefs famosos, conservas e garrafas de vinho. O hambúrguer chamado “the piggie” tem por cima da carne de hambúrguer um montinho de carne de porco barbecue desfiada; pão feito com cheddar e milho, e uma maionese de pimenta jalapeño pra dar um coice leve. Ma-ra-vi-lho-so, gostinho bem defumado, irresistível contraste de doce, salgado e picante. E macio como colo de babá. Costuma vir com fritas mas pedi uma salada de alface bib – pecado, eu sei… O cachorro quente da casa é outra maravilha: o pão, tostado; a salsicha, gorda e levemente defumada.
DBGB: Rua Bowery, 299, tel. (212) 933-5300
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| Eleven Madison Park |
6- Eleven Madison Park – lindo, lindo, lindo, pra ir com a namorada ou mulher, muito elegante e bastante caro mas a comida vale cada dólar. Fica de frente para o parque que lhe dá nome.
Eleven Madison Park: Av. Madison, 11, tel. (212) 889-0905
7 – Pulino’s – o novo do Keith McNally dono do Balthazar, Pastis, Morandi, Minetta Tavern, na Bowery, que tornou-se verdadeiro corredor gastronômico. Lugar sempre ultra-lotado (reservem sem falta!) pra comer pizza bem-feita, e carnes assadas também em forno à lenha.
8- Sushi Yasuda – japa pra quem leva sushi a sério, no Midtown. Não serve quase nada além de sushi, e o melhor lugar é no balcão de frente para o próprio Yasuda. Bem caro.
204 East 43rd Street tel (212) 972.1001, www.sushiyasuda.com/
9 – Peixes e frutos do mar? Querendo gastar, sempre há o excelente Le Bernardin – caro, careta, formal, clientela business, salão meio anos 80 mas mesmo assim um dos meus favoritíssimos porque os peixes são simplesmente maravilhosos. Quem nunca foi tem que ir, nem que seja uma vez na vida.
155 West 51st Street . tel. (212)-554-1515
Mas, atualmente, se é para comer em um bom restaurante de peixes e frutos do mar, prefiro o Esca. Simples, com toalhas brancas nas mesas e paredes pintadas de creme. Em um endereço ermo, no bairro Hell’s Kitchen e perto da megaloja de fotografia B+H, brilha pelo que traz no prato: delícias recém-tiradas do mar, sempre com a maior qualidade possível.
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| Crudo de vieiras do Esca, o melhor que já comi |
Os crudos são impecáveis, idem os peixes servidos inteiros, trazidos à mesa em frigideira funda de cobre. Até a sopa de pescados e mariscos merece aplausos. O chef e entendido no assunto chama-se Dave Pasternak, mas por trás dele há a mão onipresente de Mario Batali, sócio-proprietário do negócio. Este é para anotar, sem falta, no caderninho…
Esca: 402 West 43rd Street, tel. 212 564-7272, www.esca-nyc.com
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| Del Posto, o super italino do Mario Batali no Meatpacking |
10 – Del Posto – o italiano do Mario Batali no Meatpacking que acaba de receber a cotação máxima do crítico do The New York Times. Lindo, chique e… delicioso.
Saiba mais sobre o Del Posto, aqui.
Esca, meu restaurante de peixes favorito em Nova York
Andam falando ( escrevendo) muito sobre o Marea, na Central Park South. Eu, pessoalmente, acho o lugar sem charme e caro demais. O Le Bernardin é muito melhor, mas.... bem careta e corporativo e caríssimo.
Se é para comer em um bom restaurante de peixes e frutos do mar, sem gastar uma fortuna, prefiro o Esca. Simples, com toalhas brancas nas mesas e paredes pintadas de creme. Em um endereço ermo, no bairro Hell’s Kitchen e perto da megaloja de fotografia B+H, brilha pelo que traz no prato: delícias recém-tiradas do mar, sempre com a maior qualidade possível.
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| Crudo de vieiras do Esca, o melhor que já comi |
Os crudos são impecáveis, idem os peixes servidos inteiros, trazidos à mesa em frigideira funda de cobre. Até a sopa de pescados e mariscos merece aplausos. O chef e entendido no assunto chama-se Dave Pasternak, mas por trás dele há a mão onipresente de Mario Batali, sócio-proprietário do negócio. Este é para anotar, sem falta, no caderninho…
9.12.10
Restaurante John Dory Oyster Bar em Nova York: imperdível
Cada vez que eu chego em Nova York tenho uma listinha de lugares-tem-que-ver, que por um motivo ou outro eu sei que não posso deixar de experimentar.
Desta vez, cheguei aqui doida pra ir ao John Dory Oyster Bar (restaurante focado em peixes e frutos do mar com um grande bar de ostras e moluscos), que fica anexo ao lobby do Ace, o mais bacana dos hoteis BBB de Nova York (bons, bonitos e baratos). Eu já tinha contado a novidade aqui, mas agora eu fui, comi e comprovei.

No The Breslin, da mesma chef April Bloomsfield, servem comida é supercarnívora: salsichas, miúdos e peças inteiras de boi ou cordeiro. E até um leitão inteiro, servido para grupos em uma mesa que fica defronte à cozinha aberta.
O menu do John Dory Oyster Bar é o oposto: “bar” de ostras, lagostas, camarões, crudos, sopas de peixe, etc.


Foi uma feliz surpresa quando percebi, no sábado, que meu hotel, o Gansevoort Park Avenue, fica a DUAS QUADRAS do Ace! Adivinhem o que eu fiz? Depois de uma manhã inteira passada no quarto do hotel, trabalhando (ARGH!) saí andando direto até lá. E foi ótima ideia: nem metade das mesas estavam ocupadas, então deu pra me sentar no bar de ostras tranquilamente e ser servida civilizadamente. Maravilha!
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Tinha que pedir ostras, lógico. Escolhi umas miudinhas da costa Oeste (kushis?) que me lembraram muito as kumamotos que eu amo, e umas outras cujo nome me escapa, menos boas. Vieram com mignonette (totalmente dispensável neste caso) e raiz forte ralada na hora.

Em seguida, fui de crudo de um peixe chamado hiramasa (não sei a tradução…)

Dos melhores crudos que já comi! O peixe em bocados perfeitos que enchiam a boca. Por cima, fino gengibre confitado e pedacinhos ultra crocantes da pele do mesmo peixe, como se fossem croutonzinhos do mar. Ah sim, e uma pitada de flor de sal. Maravilha!
Terminei com um chowder de-li-ci-o-so, com gordos nacos de lagosta, cubos de batata bem molinha e de bacon, e por cima salsinha fresca e picada grosseiramente, de propósito. Delícia.

O garçon insistiu que eu pedisse uns “potato buns” pra acompanhar. Bastou dar a primeira mordida pra entender porquê: que maravilha! Pãozinho super macio e amanteigado, com crosta crocante, textura lembrando a de um brioche, com sal marinho salpicado por cima. Viciante!

O chopp que eu pedi casou esplendidamente com meu singelo almocinho de sábado. Saí caminhando pela tarde fria e cinzenta como se levasse um sol dentro de mim. Impressionante como comer bem me põe feliz!
John Dory Oyster Bar: 1196 Broadway, tel. (212) 792 9000
The Breslin: Rua 29, 16, tel. +(646) 214 5788
Nenhum dos dois faz reserva....

28.8.10
Rua Bowery, em Nova York, reúne excelentes restaurantes: Pulino's, Faustina, DBGB e Peels
Quem segue meus escritos já ouviu eu dizer isso antes, mas não custa repetir: a rua que mais bomba em Nova York atualmente é, com toda a certeza, a Bowery.
Principalmente no quesito restaurantes: de dois anos pra cá foram sendo inaugurados um atrás do outro, todos badalados, legais, com boa comida.
Primeiro veio o Gemma, italianinho casual com mesas na calçada, que faz parte do The Bowery Hotel.
Aí abriram um segundo hotel duas quadras ao norte, o Cooper Square, de arquitetura muito curiosa (abaixo), onde fica o excelente Faustina, do Scott Conant.
E aí, pra selar de vez a vocação gastronômica do pedaço, aportou o chef Daniel Boulud ( chef-proprietário de um império gastronômico em Nova York que inclui o famoso Daniel, no Upper East Side e restaurantes também no Midtown e no West Side, todos muito bem-sucedidos.
Sua brasserie DBGB tem salão escurinho com sofás negros de espalda alta formando nichos e mesas meio engaioladas no centro de um cercado de prateleiras, onde estão expostas panelas de cobres presenteadas por chefs famosos, conservas e garrafas de vinho.
A especialidade da brasserie são as mil e uma cervejas e os hambúrgueres variados. O maravilhoso “the piggie” vem coroado com um montinho de carne de porco barbecue desfiada, pão de cheddar e milho, e maionese de pimenta jalapeño. Outra delícia, o crab cake (croquete de siri à americana) é servido com molho de curry. Vive cheio desde o primeiro dia que abriu.
Keith McNally na Bowery
Não tardou e o rei da cena gastronômica novaiorquina - o inglês Keith McNally - fincou bandeira ali também.
Dono de sucessos perenes como Balthazar, Pastis e Morandi, sua Minetta Tavern, no Village, é de todos meu favorito. Sempre que estou em Nova York, bato ponto do balcão do bar (onde consegue-se comer sem ter que encarar o infernal processo de reservar mesa). Da última vez, eu ia jantar com minha amiga Lea em outro restaurante – o Momofuku Ssäm Bar – mas demos uma “passadinha” pra tomar algo. E fomos ficando, ficando, pedimos um tutano com torradas, e quase desistimos do Ssäm Bar. Quase!
O Minetta nem bem fez o primeiro aniversário e ele já rebateu com outra novidade, inaugurada em março, justamente na Bowery: Pulino’s Bar & Pizzeria.
Lugar pra comer pizza bem-feita, e carnes assadas também em forno à lenha.
E agora, a última novidade é o Peels, dos mesmos donos do Freemans. Pra quem conhece bem aquela parte da cidade, nem preciso explicar o que é o Freemans, mas basta dizer que trata-se de um dos restaurantezinhos mais cool de Nova York, semi-escondido em um beco do Lower East Side. Mega fervido. Mega bacana. Então o Peels obviamente vai ser o it spot da temporada. Todo envidraçado, paredes brancas, o Peels pretende ser um country diner, ou uma lanchonete chique especializada em pratos caipiras do sul americano, como frango frito, carnes curadas e defumadas e muita carne de porco.
Faustina: The Cooper Square Hotel (25 Cooper Square, tel. (212) 475-5700,
Peels: Rua Bowery, 325, esquina com Second St.
Aqui, link para visualizar no mapa.
25.8.10
Má Pêche: o chef David Chang do ultrafamoso Momofuku Ko, agora no Midtown?!
Nem preciso explicar pra vocês quem é o David Chang, certo?
O chef por trás do Momofuku Ko, que é, de longe, o lugar mais impossível de se conseguir mesa em Nova York. Eu já me irritei tanto tentando reservar um mísero lugar. Per Se, do Thomas Keller? Bico, em comparação. O Ferran Adrià pode chegar em Manhattan e ligar, e mesmo assim, nada de conseguir reservar mesa. Ninguém, nem o papa, tem pistolão nem passe vip.
Aí vocês devem querer saber: mas por quê? Que lugar é esse? O que tem de tão fantástico?
Também não sei - nunca consegui uma maldita reserva!
O que sei é o seguinte:
David Chang conseguiu enfeitiçar toda a imprensa gastronômica americana. A Ruth Reichl, diretora de redação da Gourmet, é sua íntima. Chefs ultra-mega-famosos, como Alice Waters (do Chez Panisse, a musa do movimento orgânico) e Mario Batali, idem. Até a revista New Yorker - a seríssima e intelectual New Yorker, imaginem! - deu um perfil sobre ele de DEZ páginas. Chef nenhum mereceu tanto confete, nem Ducasse nem Keller nem ninguém.
Aí vocês devem querer saber: mas por quê? Que lugar é esse? O que tem de tão fantástico?
Também não sei - nunca consegui uma maldita reserva!
O que sei é o seguinte:
David Chang conseguiu enfeitiçar toda a imprensa gastronômica americana. A Ruth Reichl, diretora de redação da Gourmet, é sua íntima. Chefs ultra-mega-famosos, como Alice Waters (do Chez Panisse, a musa do movimento orgânico) e Mario Batali, idem. Até a revista New Yorker - a seríssima e intelectual New Yorker, imaginem! - deu um perfil sobre ele de DEZ páginas. Chef nenhum mereceu tanto confete, nem Ducasse nem Keller nem ninguém.
Este mês, ele está na Esquire, em editorial de moda, de terno e gravata (nada a ver com o estilo dele):
A revista elegeu-o um dos 75 homens mais influentes do mundo, dizendo assim:
"Because he cooks in a spectacular way, but, somehow, without pretense."
A ficha: ele tem uns 33 anos, e abriu seu primeiro restaurante há sete anos sem entender nada do negócio. Estudou gastronomia meros seis meses. Já foi lavador de pratos. É filho de imigrantes coreanos que chegaram em Nova York com 50 dólares na carteira.
Passou por alguns restaurantes bem conhecidos de Nova York - Mercer Kitchen, Craft e Café Boulud, por exemplo. Foi nesse último, uma pauleira, um trabalho infernal, que ele teve uma epifania. Queria cozinhar algo simples. Chega de francesices. Chega de cozinhas enormes e caras e equipes estressadas.
Fissurado por ramen - o macarrão asiático - ele abriu em 2004 o Noodle Bar. Lugarzinho simples. Demorou pra pegar, mas quando pegou…. virou uma febre. Seu segundo, o Momofuku Säam Bar, abriu pouco depois. Também pequeno e simples, mas mesmo assim… outro sucesso estrondoso. E isso, servindo tripas e terrine de miolo de vitela. Incrível!
Aí ele abriu o Momofuku Ko, que só tem 14 lugares. Muito miúdo e muito porco no menu. Todo mundo come no balcão. E vejam vocês: ele conseguiu o feito inédito de ganhar, logo de cara, duas estrelas no guia Michelin 2009 !
Será que o Chang hipnotizou os inspetores? Na época muito foodie reclamando, pela internet afora. Como! Que escândalo! Duas estrelas prum lugarzinho minúsculo e informal?
Pra quem quiser tentar a sorte, já vou avisando: não tem telefone. O único modo de reservar no Ko é pela internet, neste site aqui. Você se registra e aí tenta - pontualmente às 10 da manhã horário de Nova York - pedir uma reserva pelo sistema.
Eu, pessoalmente, já cansei. Desisti. Sabem do que mais? Que se lixe o Ko e seu 14 lugares impossíveis de reservar.
Mas sou l-o-u-c-a pelo outro restaurante dele, o SSsäm Bar, apesar do barulho e do fato de não aceitar reservas. O lance lá é a comida. Conforto, há pouco: os bancos são toras de madeira cortadas em cubo ou retângulo. Come-se no balcão. Servem lá o melhor sanduíche que eu comi na vida. Juro. De carne de porco no molho barbecue, desfiada.
Mas sou l-o-u-c-a pelo outro restaurante dele, o SSsäm Bar, apesar do barulho e do fato de não aceitar reservas. O lance lá é a comida. Conforto, há pouco: os bancos são toras de madeira cortadas em cubo ou retângulo. Come-se no balcão. Servem lá o melhor sanduíche que eu comi na vida. Juro. De carne de porco no molho barbecue, desfiada.
E tem um outro que é igualmente orgásmico: barriga de porco em um steamed bun. Nham!
Quando estive em Nova York ano passado com meu irmão, nosso jantar no Momofuku Ssam Bar foi, de longe, o campeão. Isso sendo que comemos também na brasserie do Daniel Boulud e no Le Bernardin, entre outros. O lugar é fora de série! Mas olhem a foto: um nada, certo? Toldinho preto xoxo numa esquina x.....
Ele abriu recentemente no Midtown o Má Pêche (trocadilho com peach, ou pêssego, o logo de seu "império".
Midtown tem ZERO a ver com ele. Chang é desencanado, farrista. O Midtown é.... entupido de turistas e wannabes. Será que a combinação está dando certo?
Momofuku Ssam Bar: 207 2nd Avenue, esquina com rua 13, sem telefone.
15 W 56th St
(entre Fifth e Sixth Aves.)
18.7.10
Restaurante Daniel, em Nova York, 3 estrelas Michelin: na crista da onda
Se há um chef de quem se pode dizer que está navegando na crista da onda, é Daniel Boulud. Em 2009, foram muitas as vitórias, do estrondoso sucesso do DBGB, seu primeiro “burger joint”, na badalada rua Bowery, à tão almejada terceira estrela Michelin que consquistou para a matriz de seu império, o Daniel, no Upper East Side ambos em Nova York.
Estive no Daniel há duas semanas e vi com os próprios olhos o que ele tem feito para ser merecedor das três estrelas Michelin. Casa lotada. Salão caloroso, muito melhorado depois da reforma assinada pelo celeb-designer Adam Tihany, as mesas montadas em dois níveis, com o centro rebaixado alguns degraus.
Achei o serviço impecável exceto pela insistência em anotar nosso pedido de vinho sem que tivéssemos recebido menus para escolher os pratos. Estávamos no auge da primavera, por isso pedi uma salada de caranguejo do Maine, com salsão, molho de maça Granny Smith para trazer uma bem-vinda acidez, e gotas de óleo de noz. Perfeita. Ainda melhor era o mignon de cordeiro, maravilhosamente tenro e suculento, com erva-doce confitada e polenta. Sobremesas não só deslumbrantes, mas maravilhosas: a minha, musse de iogurte grego com ruibarbo e baunilha. As mignardises eram outro espetáculo. E, no final, um sinal que sempre me inspira confiança: o próprio chef se despedia dos clientes à porta (demos sorte).
Daniel: 60 East 56th St, Nova York, tel. 1-212 288-0033, www.danielny.com
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