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4.4.12

Os 100 melhores restaurantes do mundo segundo a revista Elite Traveler




Guias e rankings sempre são controvertidos: impossível que todos concordem na hora de declarar um restaurante melhor do que outro. Mas de cinco anos para cá ninguém discutia que o ranking mais importante de todos era o The World’s 50 Best Restaurants, publicado anualmente pela revista inglesa Restaurant (do qual eu sou jurada, vocês podem ler meus posts no site do 50 Best clicando neste link).

Pois não é que de repente lançaram um outro ranking, concorrente, em que os resultados são bem diferentes? Naturalmente, dominam os 10 melhores restaurantes tipicamente de "expense account", onde executivos levam clientes (afinal de contas, a revista que inventou esse novo ranking chama-se Elite Traveler): Per Se, Bernardin, Daniel, Ducasse, etc.
Eis a seguir os primeiros dez colocados - basta clicar na imagem para vê-la maior - o resto da lista vocês podem conferir neste link.
E aqui, o link para meus posts sobre o prêmio The World's 50 Best Restaurants neste Boa Vida. 







Elite Traveler World Stop Restaurants

24.9.11

Chef Daniel Boulud cozinha no Rio dia 7 com Claude Troisgros e Roberta Sudbrack

Chef Daniel Boulud
Essa, se eu morasse no Rio, não perderia por nada… Uma noitada bleu-blanc-rouge com Daniel Boulud (na foto acima), Claude Troisgros e Roberta Sudbrack, no clube de golfe da Gávea, dia 7 de outubro!

O jantar de gala (para 250 garfos) foi armado pela importadora de vinhos Zahil. Também irão participar os chefs Benoît Sinthon e Yves Michoux (chef pâtissier), ambos do Il Gallo D´Oro, que tem uma estrela Michelin e fica no hotel The Cliff Bay, na… Ilha da Madeira! (hein?)

Os vinhos do jantar serão escolhidos por Daniel Johnnes (diretor de vinho grupo Daniel Boulud) e Bernardo Silveira (diretor técnico da Zahil).

Chef Claude Troisgros com seu pai, o mítico Pierre Troisgros


Um dia antes do jantar, 6 de outubro, haverá um bate papo que reunirá, segundo o press release, “chefs representantes da gastronomia carioca e crítica especializada, com coordenação de Claude Troisgros.” Fiquei curiosa para saber quem eles consideram “representantes”, mas sem querer ser maldosa, não pode ser um grupo muito grande já que a gastronomia carioca ainda engatinha (contam-se nos dedos das mãos os chefs de primeiro time), e os críticos são pouquíssimos…

À tarde será aberto um showroom que, para ser acessado, exige a compra antecipada de ingresso (R$ 120,00 para o showroom e mais R$ 180 para palestra e degustação de vinhos conduzida por Daniel Johnnes, diretor de vinhos dos restaurantes do chef Daniel Boulud, e Bernardo Silveira, Diretor Técnico da Zahil). O showroom será aberto das 12h (chefs e mídia) e 15h (público em geral) às 21h30 e terá capacidade para receber de 300 ou 400 pessoas. Os participantes poderão provar cerca de 106 vinhos de 56 produtores, de 12 países diferentes.
O jantar, incluindo os vinhos, custará R$ 475 por pessoa e dá direito a um convite para a degustação do dia anterior.
Menu


Canapés (Claude Troisgros) – Champagne Drappier Carte d'Or N.V.
Croc de shitake
Salmão & Caviar de tapioca
Macarron Gorgonzola
Steak tartare Chips
Cogumelos Foam
Tartelette Baroa
Polvilho dedo de moca

Entrada Fria (Roberta Sudbrack) - Framingham Classic Riesling 2008(Nova Zelândia/ Malborough)
Brandade de bacalhau e foie gras

Entrada Quente (Daniel Boulud) - Reserve Personelle Pinot Gris (França /Alsace)
Lagostim Crocante com iogurte grego, pepino mentolado e gremolata de limão

Primeiro Prato (Claude Troisgros) – Rupert & Rothschid “Baroness Nadine”2008 ( África do Sul)
Lombo de cherne com batata doce, vinagrete limão mel

Segundo Prato (Roberta Sudbrack) – La Rioja Alta “Viña Ardanza” 2000 (Espanha / Rioja)
Barriga de porco braseada com farinha de banana

Terceiro Prato (Daniel Boulud) - Edmond de Rothschild Château Clarke 2005
Short Ribs braseados no vinho com castanhas, salsão, porcini e molho bordelaise

Sobremesa (Benoît Sinthon/Yves Michoux) – Vinho da Madeira H&H Boal (Portugal/Madeira)
Fina folha de chocolate negro tainori, creme ligeiro de baunilha e framboesa



ZAHIL SABER VIVER
DIA 6: das 15h às 22h:
R$ 180 degustação e palestra; e R$ 120 apenas acesso ao showroom.
DIA 7: “Jantar de Gala Cinco Estrelas”, às 20h30 R$ 475
Pacote:  jantar harmonizado + showroom + palestra = R$ 565
Telefones para reserva: 21 3860-1701
Gávea Golf Club: Estrada da Gávea, 800, São Conrado

E já que estamos falando de Daniel Boulud, aproveito para perguntar: já conhecem o novo restaurante dele em Nova York, ao lado do Lincoln Center? Estive no Boulud SUD há poucos meses e comi muito, muito bem....

17.6.11

Chef Daniel Boulud em Montreal: vídeo de minha entrevista no Ritz-Carlton



Já contei aqui no Boa Vida que o chef Daniel Boulud vai abrir um restaurante em Montréal até o fim deste ano, mas queria mostrar também o vídeo da entrevista que eu fiz com ele, em inglês, em que ele conta maiores detalhes...

Daniel passou o último fim de semana em Montreal. Veio ver a corrida de F1, e aproveitou para jantar com seus amigos chefs e para dar entrevistas.

Da esq. para a dir.: Michael Schumacher, Daniel Boulud,
Felipe Massa e John Houghtaling II, no último fim de semana de F1 em Montreal


De agora em diante, ele vai passar a vir a Montréal mais frequentemente por causa do novo projeto: o restaurante Maison Boulud, no famoso hotel Ritz-Carlton, que será reinaugurado depois de uma mega reforma que custou cerca de Can$ 150 milhões.





Diz Boulud: “Sei que em Montreal há ingredientes e pessoas incríveis". Sua ideia? Pesquisar a concorrência, principalmente os restaurantes que ele considera os mais relevantes na cidade:  Joe Beef, Toqué! (do chef Normand Laprise) e o cult  Au Pied de Cochon de seu amigo Martin Picard.





Chef Daniel Boulud com o antigo carrinho de serviço do restaurante do hotel Ritz-Carlton
Crédito: divulgação
E mais sobre os chefs Normand Laprise e Martin Picard no Boa Vida, neste link.

13.6.11

Hotel Ritz-Carlton de Montréal reabrirá com restô do chef Daniel Boulud e loja Tiffany's



Semana passada o hotel Ritz-Carlton Montreal anunciou que quando reabrir, até o fim deste ano, terá uma loja Tiffany's e um restaurante do chef Daniel Boulud, o Maison Boulud. 
Para Montreal, é uma grandíssima notícia. O Ritz-Carlton sempre foi um ícone da cidade - está como o Copa para os cariocas - e sua reinauguração está sendo ansiosamente esperada. O hotel, que andava caído, foi fechado em 2008 para uma mega reforma. Terá, em sua versão 2011, 130 quartos e suítes de hotel, e 46 apartamentos residenciais. 
O custo da brincadeira? 150 milhões de dólares canadenses, dizem eles.

Para mim, o mais legal de tudo vai ser poder almoçar em um restaurante do chef Daniel Boulud (coisa que atualmente só faço em Nova York, onde ele tem o Daniel, o Bar Boulud, o DB Bistro Moderne e outros). A Maison Boulud em Montreal vai ocupar o antigo restaurante do hotel, famoso não pela gastronomia mas sim pelos chás da tarde servidos em pátio ajardinado dando para um laguinho com patos. E o pátio (com patos e tudo) será mantido - grande idéia para aplacar eventuais críticas dos antigos habitués do espaço.


O site americano Eater deu uma nota há algum tempo dizendo que "Boulud gostaria que o menu fosse influenciado pela cidade de Montreal e que ingredientes locais fossem usados". Estive com ele hoje, para uma entrevista, e pedi para ele explicar melhor - depois mostro o vídeo!

13.5.11

48 horas comendo em Nova York, em 22 tweets


Fachada mais-que-discreta do Momofuku Ko


Um tweet vale por mil palavras... aqui, 22 tweets que conjuntamente pintam um retrato de dois dias intensos em Nova York. (Aos não-iniciados, explico que RT sinaliza um tweet de outra pessoa que eu re-postei em minha própria página....)



Toques finais no itinerário de Nova York: depois de loooooonga espera, descolamos reservas no Ko #milagresacontecem

Festas barulhentas, grandes perdas: o Oak Room no Plaza Hotel vai fechar http://nyti.ms/kDkzAJ

Fotos PB nostálgicas em um slideshow do New York Times: Nova York on my mind... http://nyti.ms/j8jRsN

davidchang Dave Chang
RT by@ aleforbes
WD-50. My favorite restaurant in america. Wylie knocking it out of park w new innovative tasty dishes. Inaki's last night in nyc. Love it

Simpático o closet onde estou hospedada aqui em NY.... Hotel novo, Starckiano. Ainda n decidi se gostei... #moderninhometidoabesta



Fator irritante em hotel butique, no. 1: elevadores escuros com jeito de boate. Música eletrônica 9 da manhã? Não, obrigada.

Assessora pergunta em que hotel estou e....

@NancyJFriedman stayed @ new Mondrian Hotel, now @ friend's at Astor Place. Could do coffee tomorrow, if Downtown, leave rt after lunch!

Almoço no Maialino bem bom. Incrível taça de arneis piemontês, primavera no prato (ervilhas, fava beans, ruibarbo). Sobremesas melhores do que os pratos.


Depois de incontáveis tentativas frustradas, finalmente vou jantar no Ko hoje. Expectativas altas demais?

Jantar ontem à noite talvez tenha sido a maior decepção da minha carreira. Ainda tentando entender o quão decepcionante foi.

@tucacarvalho Triste mesmo. Saímos completamente chocada: eu, @leadorf e @aleforbes #MomofukuKo

Jantar no Ko com 3 amigas: todas chocadas com falta de harmonia nos pratos (1 salgado, outro doce demais, etc), rock’n’roll altíssimo

consescobar Constance Escobar
RT by @aleforbes
Jantar no Momofuku Ko ontem: decepção do início ao fim. Sobra atitude, falta cozinha. Aliás, falta muita coisa ali...

E, quem diria, o chef-proprietário David Chang, em pessoa, responde:

davidchang Dave Chang
you are correct we totally fucked up. No excuse for not exceeding expectations, when we underwhelmed you and your friends.


Voltando de almoço solo na nova Épicerie Boulud do Daniel Boulud. Adivinhem quem cortou meu sanduíche bahm mi e me serviu torta de creme?

Chef Daniel Boulud com os charcutiers Catherine e Gilles Verot


Leitores perguntam, eu conto:

@docsconz @robmalexander bom... não é todo dia que monsieur B em pessoa lhe serve o almoço, né? Hora certa, no lugar certo! :)

Outro leitor quer saber o que é um bahn mi e...



@asimatos Boulud's bahn mi: julienned carrots, cucumber, country ham, patê, thai sausage, hot peppers sliced very thinly

Depois de um esplêndido almoço, nada como uma porcaria de taxista novaiorquino brecando e buzinando sem parar 5a avenida abaixo para acabar com o bom humor #nausea

Edgard pergunta se o muito aguardado Parm, dos meninos do hypado Torrisi, já abriu e...

@degascosta fonte das boas informa: Parm só abre em 2 meses, obra ainda bem crua. Torrisi tem feito prix fixe dinners a $50/pessoa, sucesso

2 jantares ontem: 4 incríveis pratinhos no The Dutch seguidos de um festim de 3 horas no Sud. Ótimo fecho para maratona gastronômica em NY.

Babaganoush?! Tabouleh de couve-flor c zatar? Novo restô Sud de Boulud em duas palavras: audacioso e no-alvo.

Melhor lembrança de minha maratona de 48 horas de comilança em NY: pato com “arroz sujo” no The Dutch. Os brotos de ervilha com parmesão ralado fino do Franny's chegaram perto.


25.11.10

Restaurante Akelarè, em San Sebastian: almoço com o chef Daniel Boulud

Restaurante Akelarè, em San Sebastian

Qualquer pessoa que goste MUITO de comer já sabe: San Sebastian (e arredores) é um pedacinho de mundo com um cenário gastronômico incrível, e uma concentração de estrelas Michelin que é, simplesmente, anormal. Não vou começar aqui todo um tratado explicando o porquê disso, mas o fato é que o simpático balneário tem nada menos do que três restaurantes tri-estrelados: Arzak, Martin Berasategui e Akelarè.

Guardo lembranças doces do Akelarè, onde almocei com meu pai muitos anos atrás quando ele decidiu que era hora de me mostrar o que andava se fazendo (ou cozinhando) de bom na Espanha. Aprendi muito, claro, mas acima de tudo, saí daquele almoço andando em nuvens, maravilhada.

Então foi algo muito especial poder voltar lá anteontem para um segundo almoço...

A estradinha íngreme é a mesma que tinha ficado carimbada na minha memória, revelando aqui e ali lances da paisagem mais bela que se pode imaginar: rochas, mar, nuvens ameaçadoras. Um espetáculo.

Aliás, justamente por ter sido construído dependurado sobre o mar, quase, com enormes vidraças descortinado o panorama, o restaurante pode se gabar de ser o mais belo de todo o País Basco.

Depois vou descrever em detalhe cada prato que experimentamos - agora, simplesmente, não tenho tempo, porque vou almoçar no Mugaritz daqui a pouco (o dois estrelas do tão admirado chef Andoni Aduriz). Mas já queria ir mostrando um pouco de como foi o almoço. Tive a grande sorte de estar em ótima companhia: chef Daniel Boulud, o restaurateur Drew Nieporent (Nobu, Corton e muitos outros) e Colman Andrews, biógrafo do Ferran Adrià, e mais a equipe do Daniel e uma wine expert inglesa.

Chefs Daniel Boulud e Pedro Subijana com o restaurateur Drew Nieporent,
na nova escola de cozinha do Akelare


Antes de sentarmos à mesa, fomos conhecer a nova sala de demonstrações culinárias (onde dão aulas) e o chef falou um pouco do hotelzinho de 21 quartos que está para abrir "logo, logo" há mais de um ano. Perguntei a ele o que tinha emperrado a coisa e descobri que os sócios-investidores faliram no meio da obra e agora buscam alguém que possa injetar os 6 milhões de euros que faltam no projeto.


Bom, chega de papo: um longo almoço me espera! Aqui, o vídeo:

31.8.10

Lendário chef Pierre Koffmann volta à ativa com bistrô no The Berkeley Hotel



Definitivamente, o allure dos restaurantes em hotéis, depois de anos de decadência, voltou com tudo em Londres. Mais especificamente, há dois cinco estrelas de peso – o Mandarin Oriental, em Knightsbridge (na foto acima), e o The Berkeley, em Mayfair – investindo pesadamente em chefs estrelados. O último a entrar em cena é o grande Pierre Koffmann, cujo novo bistrô no hotel The Berkeley alçou-o de medalhão semi-aposentado a assunto de todas as rodas gastronômicas.


28.8.10

Rua Bowery, em Nova York, reúne excelentes restaurantes: Pulino's, Faustina, DBGB e Peels




Quem segue meus escritos já ouviu eu dizer isso antes, mas não custa repetir: a rua que mais bomba em Nova York atualmente é, com toda a certeza, a Bowery.  

Principalmente no quesito restaurantes: de dois anos pra cá foram sendo inaugurados um atrás do outro, todos badalados, legais, com boa comida. 

Primeiro veio o Gemma, italianinho casual com mesas na calçada, que faz parte do The Bowery Hotel

Aí abriram um segundo hotel duas quadras ao norte, o Cooper Square, de arquitetura muito curiosa (abaixo), onde fica o excelente Faustina, do Scott Conant




E aí, pra selar de vez a vocação gastronômica do pedaço, aportou o chef Daniel Boulud ( chef-proprietário de um império gastronômico em Nova York que inclui o famoso Daniel, no Upper East Side e restaurantes também no Midtown e no West Side, todos muito bem-sucedidos.

Sua brasserie DBGB tem salão escurinho com sofás negros de espalda alta formando nichos e mesas meio engaioladas no centro de um cercado de prateleiras, onde estão expostas panelas de cobres presenteadas por chefs famosos, conservas e garrafas de vinho. 


A especialidade da brasserie são as mil e uma cervejas e os hambúrgueres variados. O maravilhoso “the piggie” vem coroado com um montinho de carne de porco barbecue desfiada, pão de cheddar e milho, e maionese de pimenta jalapeño. Outra delícia, o crab cake (croquete de siri à americana) é servido com molho de curry. Vive cheio desde o primeiro dia que abriu.

Keith McNally na Bowery

Não tardou e o rei da cena gastronômica novaiorquina - o inglês Keith McNally - fincou bandeira ali também. 

Dono de sucessos perenes como Balthazar, Pastis e Morandi, sua Minetta Tavern, no Village, é de todos meu favorito. Sempre que estou em Nova York, bato ponto do balcão do bar (onde consegue-se comer sem ter que encarar o infernal processo de reservar mesa).  Da última vez, eu ia jantar com minha amiga Lea em outro restaurante – o Momofuku Ssäm Bar – mas demos uma “passadinha” pra tomar algo. E fomos ficando, ficando, pedimos um tutano com torradas, e quase desistimos do Ssäm Bar. Quase!

O Minetta nem bem fez o primeiro aniversário e ele já rebateu com outra novidade, inaugurada em março, justamente na Bowery: Pulino’s Bar & Pizzeria. 
Lugar pra comer pizza bem-feita, e carnes assadas também em forno à lenha.




E agora, a última novidade é o Peels, dos mesmos donos do Freemans. Pra quem conhece bem aquela parte da cidade, nem preciso explicar o que é o Freemans, mas basta dizer que trata-se de um dos restaurantezinhos mais cool de Nova York, semi-escondido em um beco do Lower East Side. Mega fervido. Mega bacana. Então o Peels obviamente vai ser o it spot da temporada. Todo envidraçado, paredes brancas, o Peels pretende ser um country diner, ou uma lanchonete chique especializada em pratos caipiras do sul americano, como frango frito, carnes curadas e defumadas e muita carne de porco.


DBGB: Rua Bowery, 299, tel. (212) 933-5300

Faustina: The Cooper Square Hotel (25 Cooper Square, tel. (212) 475-5700, 

Peels: Rua Bowery, 325, esquina com Second St.

Pulino’s Bar & Pizzeria: Rua Bowery, 282. tel: 212 226-1966. 
Aqui, link para visualizar no mapa.
 

18.7.10

Restaurante Daniel, em Nova York, 3 estrelas Michelin: na crista da onda


   Se há um chef de quem se pode dizer que está navegando na crista da onda, é Daniel Boulud. Em 2009, foram muitas as vitórias, do estrondoso sucesso do DBGB, seu primeiro “burger joint”, na badalada rua Bowery, à tão almejada terceira estrela Michelin que consquistou para a matriz de seu império, o Daniel, no Upper East Side ambos em Nova York.






   Estive no Daniel há duas semanas e vi com os próprios olhos o que ele tem feito para ser merecedor das três estrelas Michelin. Casa lotada. Salão caloroso, muito melhorado depois da reforma assinada pelo celeb-designer Adam Tihany, as mesas montadas em dois níveis, com o centro rebaixado alguns degraus.






   Achei o serviço impecável exceto pela insistência em anotar nosso pedido de vinho sem que tivéssemos recebido menus para escolher os pratos. Estávamos no auge da primavera, por isso pedi uma salada de caranguejo do Maine, com salsão, molho de maça Granny Smith para trazer uma bem-vinda acidez, e gotas de óleo de noz. Perfeita.  Ainda melhor era o mignon de cordeiro, maravilhosamente tenro e suculento, com erva-doce confitada e polenta. Sobremesas não só deslumbrantes, mas maravilhosas: a minha, musse de iogurte grego com ruibarbo e baunilha. As mignardises eram outro espetáculo. E, no final, um sinal que sempre me inspira confiança: o próprio chef se despedia dos clientes à porta (demos sorte).



Daniel: 60 East 56th St, Nova York, tel. 1-212 288-0033, www.danielny.com

Bar Boulud em Londres, no hotel Mandarin Oriental: ponto pro Daniel Boulud!

Quando comecei a escrever sobre grandes chefs e gastronomia, no início dos anos 90, o rei do mundo chamava-se Alain Ducasse (acima). Tinha mais estrelas Michelin do que qualquer de seus concorrentes. Só abria restaurantes de sucesso. Mas.... o que o tempo não faz... Desde então, Ducasse sofreu algumas derrotas bem doídas – especialmente o fracasso de seu primeiro restaurante gastronômico em solo americano (de frente para o Central Park) e o semi-fracasso do segundo, chamado Adour. Pouco depois, Joël Robuchon desencanou da aposentadoria precoce e entrou de novo na corrida, abrindo uma série de Ateliers com seu nome e abocanhando várias estrelas pelo caminho. E hoje, o único chef que ameaça seu posto de chef mais estrelado e poderoso do mundo não é mais Alain Ducasse, e sim Daniel Boulud.





  Daniel, francês radicado em Nova York, está com a bola toda. Fez seu nome com o restaurante homônimo, bastião do Upper East Side, o bairro mais chique e conservador da cidade – e que recentemente conquistou a tão almejada terceira estrela Michelin. Hoje Daniel tem restaurantes também no Midtown e no West Side – onde fica o Bar Boulud, especializado em vinhos em taça e boas charcuteries. De dois anos para cá, o chef arriscou abrir algo mais informal em Downtown, onde modas e gostos são outros. Sua brasserie DBGB está entre os principais atrativos da rua Bowery – que era barra-pesada mas hoje virou super hype - quase ao lado do badaladíssimo Bowery Hotel. Um sucesso estrondoso.

  Agora, Daniel deu seu primeiro passo na Europa: abriu, em maio, uma filial do Bar Boulud em Knightsbridge, no chiquíssimo hotel Mandarin Oriental.


Eu estive lá literalmente no primeiro dia de funcionamento, quando Daniel ofereceu um almoço de celebração para os vencedores da eleição dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo (50 Best) – escrevi sobre os bastidores desse evento na última edição de Wish Report.

    Era um dia de grande importância para o chef, que estava desde cedo na cozinha, comandando tudo e – quem diria! – botando a mão na massa.



Conforme Boulud dava os toques finais aos pratos que seriam servidos – coisa rara, já que o überchef raramente cozinha hoje em dia – ele contava para mim o que significava aquela inauguração. “Não só  hoje eu tenho a plateia mais exigente do mundo, como o restaurante sequer está pronto, eu queria ter tido uma semana para ensaiar”, disse. “Mas isto aqui antes de mais nada é um bistrô, e sei que eles querem algo casual e gostoso. Comida de chef, não comida de cliente: simples e tradicional e nada fancy. Soul food. Então acho que vão gostar”.

    O “simples” de Boulud, claro, não é exatamente o que se costuma chamar de simples. O Bar Boulud serve plateaus de frutos do mar de onde pendem pinças de lagosta e enormes camarões:



Outra especialidade: esplêndidos frios e embutidos, terrines e patés.



O altíssimo padrão é garantido por Gilles Verot, um dos maiores charcutiers da França e fornecedor oficial do Bar Boulud. Especialmente denso e complexo estavam o pâté grand-père (múltiplas camadas contendo foie gras, jus de trufa, vinho do Porto e figo), e o pecaminoso rillon (barriga de porco frita e ultra crocante). Adorei as fotos falsamente antigas nas paredes, a cozinha aparente e a “arte” bolada por Vik Muniz, grande amigo de Daniel: fotos enquadradas de manchas de vinho em guardanapos.










   Mesmo sendo um nome que associamos, sempre, a Nova York, Daniel Boulud já virou peça chave da cena foodie londrina. Para quem for a Londres, digo sem medo de errar: uma reserva no Bar Boulud é fundamental. Até o peixe ao vapor estava maravilhoso!







Bar Boulud: hotel Mandarin Oriental, 66 Knightsbridge Rd., Londres, tel. 44-2- 7235-2000, http://www.mandarinoriental.com/london/
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