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22.1.11

Alex Atala, Rodrigo Oliveira e Carla Pernambuco no Astor, em São Paulo: encontro de grandes




LBV. Sabem o que é? Legião da Boa Vida. O grupo de leitores deste blog, que se reúne anualmente, coming from near and far.

Queria mostrar fotos do grandíssimo último almoço que fizemos, em conjunto. Cada um colaborou com algo, esforço coletivo comovente, para mim.

Primeiro, chegaram @losnet, tuiteiro e wine expert, e seus vinhões...




Aí foram chegando os cozinheiros...

jipão do Alex Atala...



Cozinheiro do D.O.M. ajuda no desembarque...

Alex Atala na área...

Ninguém me acompanhou na caipora com rapadura... mas tava boa demais!






O que foi, rapidamente, foi este toscano branco trazido pelo Edgard.






O pessoal chegou faminto e sedento.... croquete de pernil neles!



Los, Dudu e Nirla....



Jô Elias





Os meninos do Pirajá com o Alex...










As especialíssimas cachaças de dr. Geraldo Forbes, das quais a rainha de todas é a sublime Enluarada.


Duas delas foram degustadas às cegas, ao lado
de uma trazida pelo Joaquim Almeida lá do Piauí, a Mangueira Premium,
e outra que o chef Rodrigo Oliveira deu de presente, do Rio Grande do Sul,
que descia "facinho" e intrigou a todos pelo seu côté abaunilhado.




A única mesa "habitada" do Astor, o delicioso bar retrô na Vila Madalena, que abriu só "pra nóis"
- o chef Carlos Bertolazzi e Carla, na ponta direita, com ar desconfiado....


Dando as boas-vindas, escoltada por Tuca Carvalho e Constance Escobar

E o pessoal se divertindo..... às minhas custas? :)



Os anfitriões Ricardo Garrido e Edgard Costa.



Primeiro prato sendo preparado....








Farinha de puba reidratada com água, e temperada com limão, sal, cebola demolhada, pimenta-de-cheiro,
e coentro. Pituzinhos por cima. Super refrescante, molhadinho, com gosto mesmo das coisas que
certa vez comi na Amazônia...






Farofinha de..... formiga!! De acompanhamento, um peixinho assado (linguado)
e espinha crocante pra dar um cróc-cróc. Contrastes extremos de textura: crocante versus molinho.




SURPRISE!!! Alex tinha "esquecido" de contar que a farofinha era feita com saúvas,
 trazidas do Alto Rio Negro, que têm naturalmente gosto de capim santo!






Pimenta jiquitaia socada com sal, super picante, trazida especialmente para acompanhar seus pratos pelo Alex - super diferente, super interessante, coisa das índias amazônicas da etnia Baniwa, trazida também do Alto Rio Negro. Seria bacana se a gente achasse para comprar em São Paulo.... Quem sabe um dia! Por enquanto, o conteúdo desse garrafão da foto foi dividido em saquinhos pela equipe do Astor e cada qual levou o seu, espécie de suvenir do festim....

Outro chef que tirou "folga" para estar conosco.... Benny Novak (Tappo, Ici Bistrô, Diner) 
entre Edgard e Garrido








Rodrigo Oliveira, o segundo "na linha", com Alex e Felipe


A famosa mocofava do Mocotó... pô, rolou um "delivery"! :)














Paleta de cordeiro recheada com copa (o pescoço do cordeiro), com cuscuz de farinha d'água. O melhor cordeiro que comi no último ano! Nada neste mundo é à toa: o cordeiro era bom daquele jeito porque vem de um super produtor - uma família, na verdade, que não faz outra coisa senão criar os bichinhos para depois abatê-los.

E qualquer coisa com farinha d'água, para mim, é covardia - eu adoro. Mas esse cuscuz, que tinha também jerimum e pimenta cambuci, era chose de lóc.




 
Perguntem se fez sucesso a paleta de cordeiro...










A LBV – Legião da Boa Vida – tem membro até em Portugal. O grande Miguel Santos mandou-nos este super Porto lá do... Porto, claro!

 

Rodrigo Oliveira com o pavê da Carla Pernambuco e... a Carla Perbambuco!



Pavê de doce de leite de Carla Pernambuco - encerrando com chave de ouro!




Mães-bentas da Maria dos Reis, fazendo as vezes de bolo de aniversário para a Constance....


E ainda há tanto a  contar... foi uma tarde mágica, cinematográfica como bem disse o Edgard. As mesas todas ao nosso redor cobertas de cadeiras com os pés para cima, e só nós alegrando o salão, deleitando-nos com o clima intimista de um Astor portas-fechadas. 

Vivemos gostosos encontros e reencontros. 

Leitores novos e antigos à mesa, todos maravilhados com a bonita colaboração de três grandes chefs - coisa, afinal de contas, um tantinho rara, ainda mais assim, sem grande planejamento, sem oba-oba, sem motivo nenhum para se tornar realidade além do genuíno prazer de alimentar, literal e figuradamente, um bando de apaixonados pela boa mesa e pela... boa vida.

Obrigada, do fundo do coração, a cada um desses apaixonados, e, em especial, a Alex, Rodrigo e Carla e aos meninos do Pirajá. 

16.7.10

Barchef, em Toronto: bar especializado em mixologia molecular




Já ouviram falar do que se chama aqui na América do Norte de market-fresh mixology?

É quando o barman incorpora aos drinques ingredientes geralmente ligados à cozinha. Vale tudo: caldo de carne, purê de frutas, sais aromatizados, ostra, salsão, pepino, manjericão, ovo, chá, etc.

Em São Paulo, quem segue bem essa onda é o  Sub Astor, que faz um martini, por exemplo, que leva purê de melancia e gengibre – sendo que a melancia o mixologista busca na frutaria ali perto quase diariamente.

No Black Hoof, um restozinho hype em Toronto, a mixologista Jen Agg faz um drinque chamado Basil Fawlty que leva gim, manjericão, suco de limão e flor de laranjeira.


O mais curioso, pra mim, foi notar que os mesmos mixologistas que acordam cedo pra ir à feira e fazem seus purês de frutas na hora, no pilão, e que gostam de brincar com ervas e sementes e pimentas em seus coquetéis estão também explorando, cada vez mais, os limites da coquetelaria. Brincando com texturas. Fazendo gelatina com vódca, botando gergelim na borda do copo, pulverizando frutas e pimentas. Estão, em suma, botando um pezinho na mixologia molecular – que, basicamente, aplica várias das técnicas desenvolvidas pelo chef Ferran Adrià e sua patota à coquetelaria. Inclusive as tão controvertidas espumas.

Vejam que bacana carta de drinques do Barchef – cujo terceiro capítulo chama-se, justamente, molecular. O Barchef fica em Toronto, e, não por coincidência, pertence ao maior fera da mixologia molecular no Canadá, Frankie Solarik.





Bar Chef: Rua Queen West, 472, tel. 416-868-4800
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