Showing posts with label Chicago. Show all posts
Showing posts with label Chicago. Show all posts

1.6.11

Aviary, o bar do chef Grant Achatz em Chicago: quebrando conceitos e dando show de técnica



Quatro anos atrás eu fui pra Chicago só pra comer no Alinea, o famoso restaurante do chef Grant Achatz, cotado número 1 das Américas na lista 50 Melhores Restaurantes do Mundo. O restaurante se esconde atrás de fachada modesta, cinza e sem adorno nem placa, num bairro residencial de Chicago. O corredor de entrada, ladeado por parede com escamas terminando numa escultura que se move e soa como uma fonte, parece anunciar o lema “bem-vindo ao inesperado”.
Peguei avião, táxi, o escambau, dormi, acordei, andei pelas ruas, jantei, dormi e fui embora. Loucura, eu sei, mas eu tinha que ver porque diabos o tal Grant Achatz tinha sido chamado de melhor chef dos Estados Unidos pela Ruth Reichl, editora da Gourmet.

Fui. Gostei. Aprendi. Absorvi surpresas sem fim. Achei as texturas e os sabores um pouco esquisitos demais mas entendi que aquele garoto não veio à Terra a passeio: pratos grandíssimamente complexos e ambiciosos.


Eu poderia escrever um livro sobre o Grant: um cara sério, meio seco até, mas absolutamente genial. Por falar em livro, acabei de ler a biografia dele, recém-publicada, o que só fez minha admiração triplicar.

Falo dele hoje para contar do novo bar que ele abriu em Chicago em abril.  O Aviary – granja, em tradução livre – serve drinques altamente elaborados, que quebram barreiras entre comes e bebes e também estabelecem um novo e altíssimo padrão de qualidade. Além de serem absolutamente incomuns e surpreendentes. O "gim tônica" abaixo, por exemplo - que eles já tiraram do menu - levava quase cem bolotas de suco de pepino esferificado, xarope de açúcar, gim artesanal, ácido cítrico, licor Chartreuse amarelo, tônica. O canudo de vidro, bem grosso, foi desenhado e produzido especialmente para o bar.

 Chef Grant Achatz e o gim tônica que estava no menu inaugural do Aviary.
Crédito: Aviary (stills de vídeo)



Crédito: Aviary

Destilados envelhecidos ali mesmo, em barricas,  ervas e frutas frescas de mercado, misturas doidas, comidinhas mais doidas ainda para acompanhar... um bar para quebrar conceitos.

 Cítricos e especiarias usados para fazer o coquetel Ginger. Crédito: Aviary

Há uns meses recebi um email do próprio Achatz contando que “o bar terá três porta-coqueteleiras com capacidade para 175 coqueteleiras. Nossos chefs não lavarão coqueteleiras ou copos enquanto criam drinques. E tem ainda o “ice room” (com um "chef" encarregado só disso, de fazer gelos variados!!) e o “bar da diretoria”, além de outras surpresas”.


 Barris de destilados e bebidas curtindo em aromáticos
nos fundos do bar. Crédito: Aviary

Quem toca o bar é o chef Craig Schoettler, que era do Alinea. Sempre gostou de "brincar" com coquetéis, e já vinha criando coquetéis comestíveis no Alinea, então a promoção a chef do Aviary foi uma coisa natural. Dele vieram as ideias mais iconoclastas da carta de drinques, e é ele quem controla todo o "serviço", como fazem os chefs executivos nos restaurantes.

Chef Craig Schoettler, do Aviary  Crédito: Aviary (still de vídeo)

Um fato é certo: as inovações do Aviary marcarão época, terão copiadores e nos farão pensar, como nunca antes, no que faz de um restaurante um restaurante, e de um bar, um bar.

O bar não tem site, claro. Seria totalmente não-cool mostrar-se ao mundo, né? :o  O único jeito de reservar lugar é mandando email para reservations@theaviary.com.
Aviary: 955 W Fulton Market, Chicago

Crédito: Aviary (still de vídeo)

A cereja no bolo é este vídeo que eles postaram no YouTube, mostrando a noite de inauguração (de onde eu tirei muitos dos stills que ilustram este post). De babar. Dá vontade de pegar um avião agora e ir provar aquelas loucuras etílicas.

14.12.10

Hypadíssimo Next Restaurant, do chef Grant Achatz: preview do menu

Peito de galinha com enrolado de patê de frango e
pepino em capa de bacon
Crédito: Next restaurant


Para mim, um dos chefs mais geniais das Américas é Grant Achatz, do Alinea. E já me cansei de explicar a importância dele: primeiro nisto, premiado naquilo, teve câncer na língua e milagrosamente curou-se, blablabla.

Crédito: Next Restaurant


O fato é que ele está pra abrir um restaurante que já anda super hypado, que vai se chamar Next, e que promete virar de ponta-cabeça nosso conceito de como um restaurante deve funcionar.

Ele vai vender entradas pela internet, como se um jantar no Next fosse um show da Lady Gaga!

Ou seja: não haverá contas a pagar depois do cafezinho, nem reservas de mesa. A pessoa chega lá de entrada em mãos, come e pronto: tudo está incluído no preço, desde os vinhos à gorjeta! E como acontece com entradas para um show, os preços podem variar conforme a data e o horário. Será que vai rolar comprar ingresso de cambista?

Outra ideia revolucionária: em vez de menu, Achatz irá servir pratos inspirados por épocas da história e cidades do mundo. Em dezembro podem servir pratos de Paris em 1912, enquanto em março tudo poderá ter mudado e a cozinha irá se inspirar na São Paulo de 1968.



O menu inaugural vai ser "Paris 1906" e, considerando o naipe do chef e tudo o que está em jogo, nem preciso dizer que ele está testando há meses as receitas que irão compor o menu. Como a Time é, afinal de contas, a Time, só mesmo a revista americana foi convidada a ver e provar os primeiros pratos, ainda em fase de aperfeiçoamento.




Mais especificamente, um tal de Joel Stein pegou um avião até Chicago e passou algumas horas vendo Achatz e equipe trabalhando, e depois comeu os resultados.


Resumindo, Stein conta que o menu baseia-se todo em receitas de Escoffier (muito vagas, segundo o repórter), interpretadas livremente sob o prisma da obcessão técnica e minuciosa de Achatz.

Stein saiu de lá rolando: achou tudo gostoso mas bem engordativo e pesado. Entre outras coisas, ele provou:

- Gougères recheados de molho Mornay e trufas
- Velouté de avelãs e trufas negras
- Peito de galinha com molho Albufera (manteiga, foie gras, trufa, caldo de frango) e enrolado de patê de frango e pepino em crosta de bacon
- Perna de galinha (com pé e tudo) com duxelle de cogumelos e fond de vitela e pommes purée (1.5 partes de manteiga para 1 de batatas!)
- Salade Saint-Sylvestre: círculos de alcachofra e celeriac com maionese de nozes, servidos com "moedinhas" de batata e de trufa negra.


Aqui, link para a matéria da Time na íntegra - escrita com bastante humor.

Os muito curiosos podem acompanhar os preparativos para a inauguração do Next pelo Facebook, neste link.

E um vídeo em que Achatz mostra o preparo do peito de galinha:






Next Restaurant - site oficial


E aqui, uma entrevista de rádio com o chef, em inglês, meio superficial mas.... informativa.

30.11.10

Chicago agora tem Guia Michelin: Alinea de Grant Achatz leva 3 estrelas

Chef Grant Achatz recebendo o prêmio de melhor
restaurante das Américas para seu Alinea no
World's 50 Best em Londres

Para mim, um dos chefs mais geniais das Américas é Grant Achatz. Seu  restaurante Alinea, em Chicago (na foto abaixo), é atualmente cotado como número 1 dos Estados Unidos e sétimo no mundo segundo o prêmio World's 50 Best.



E agora, o guia Michelin assina embaixo. Acaba de ser lançado o primeiro Michelin de Chicago, à venda desde 18 de novembro.



E quem vocês acham que levou três estrelas? Achatz, claro. E também o L2O, um super restaurante de peixes.



O L20 (tel. (1-773) 868-000, www.l2orestaurant.com), do chef Laurent Gras, que tem no currículo passagem pelos restaurantes de grandes nomes, como Guy Savoy, Alain Ducasse e Alain Senderens. De forte influência japonesa, o L20 é forte em peixes preparados de modo nada convencional: ouriço do mar com grapefruit, tamboril sobre merengue de tomate e daí por diante. Há tempo recebe elogios rasgados da crítica especializada. O décor tem grande impacto: colunas de ébano, cabos de aço fazendo as vezes de divisórias, cadeiras de couro branco, tudo forma um conjunto moderno-chique. Pena: dizem que o chef Gras está com um pé na porta de saída.....

Aqui, a lista completa dos restaurantes estrelados de Chicago (quem não deve ter gostado nada é Charlie Trotter, que já foi, um dia, rei daquela cidade e hoje está cotado abaixo do Alinea, com duas estrelas):






E aqui, uma entrevista de rádio com o chef Grant Achatz, em inglês, meio superficial mas.... informativa. Pra quem nunca ouviu o chef falando.... 

21.11.10

Os melhores restaurantes de Chicago segundo o chef Grant Achatz



Saiu ótima matéria no Washington Street Journal com dicas de Chicago por gente que entende do riscado. Logo vão tirar a matéria do ar, já que o conteúdo é só pra assinantes, então é agora ou nunca! Aqui, o link.

Reproduzo, a seguir, as dicas do chef Grant Achatz, do Alinea:

Peixes e frutos do mar: Kith & Kin, em Lincoln Park.
1119 W. Webster Ave., knkchicago.com
 
Pra jantar tarde: The Drawing Room, um lounge de coquetéis subterrâneo, aberto até 4 da madruga. 937 North Rush St., thedrchicago.com

Loja de vinhos: Perman Wine Selections.
802 W. Washington Blvd., permanwine.com

Restaurante tailandês: TAC Quick Thai Kitchen.
3930 N. Sheridan Rd., tacquick.net

Menu-degustação com trilha sonora: Schwa, em Wicker Park, um "foodie gem"
1466 N. Ashland Ave., schwarestaurant.com


Não sabem quem é o Grant Achatz? Eu explico....

Quatro anos atrás eu fui pra Chicago só pra comer no Alinea, o restaurante dele. Peguei avião, táxi, o escambau, dormi, acordei, andei pelas ruas, jantei, dormi e fui embora. Loucura, eu sei, mas eu tinha que ver porque diabos o tal Grant Achatz tinha sido chamado de melhor chef dos Estados Unidos pela Ruth Reichl, editora da Gourmet.

Fui. Gostei. Mas… sei lá, achei tudo um pouco esquisito demais.

Era noite de domingo de um novembro especialmente frio. Casa cheia. Sentei-me, tomei o primeiro gole de meu champanhe rosé e logo surgiu sobre minha mesa uma tigelinha de cera contendo creme frio de batatas. Pequeninos cubos de manteiga, batata e queijo parmesão e uma fina fatia de trufa pendiam sobre a sopa, espetados numa varetinha pontuda que atravessava a cera. “Puxe a vareta, deixe que os ingredientes caiam na sopa e beba tudo de uma vez, como se fosse uma ostra gigante”, disse o garçom.

Obedeci.

A batata, quente e macia, fazia derretar na boca a manteiga e o parmesão, realçava a trufa e constrastava com a sopa fria. Delícia. Esse foi o primeiro de uma sucessão de 19 incríveis bocados que degustei naquela noite, uma sinfonia de pingos e cubinhos coloridos, aromas evocando bosques e outono, molhos com textura de gel, folhinhas e surpresas sem fim.


O restaurante se esconde atrás de fachada modesta, cinza e sem adorno nem placa, num bairro residencial de Chicago. O corredor de entrada, ladeado por parede com escamas terminando numa escultura que se move e soa como uma fonte, parece anunciar o lema “bem-vindo ao inesperado”.

As mesas largas de mogno, os sofás de veludo, as taças Spiegelau, os impecáveis garçons e sommelier vestidos por Ermenegildo Zegna, tudo exala um refinamento austero.



Mas o que faz o Alinea lotar toda noite é a comida, que tem elementos em comum com o avantgardismo à la Ferran Adrià, mas estilo e brilho próprios. Hoje considerado por muitos o maior restaurante das Américas, sua excelência deve-se ao talento e à disciplina ferrenha de Grant Achatz, 36 anos, o menino-prodígio que virou a haute cuisine americana de pernas para o ar.


Achatz é o Ferran Adrià dos Estados Unidos: o mais bem-sucedido e admirado chef americano alinhado com a chamada cozinha hipermoderna (o novo nome dado à gastronomia molecular).

Assim como Adrià, com quem estagiou durante uma semana, Achatz cozinha carnes em sacos plásticos selados a vácuo em baixas temperaturas, prefere a indução a fogões a gás, encapsula líquidos no miolo de delicadíssimos “raviólis” sem massa e busca sempre novas técnicas, novas texturas para ingredientes conhecidos, novos modos de apresentar comida ao cliente. Um de seus trunfos foi ter inventado a “anti-grelha” em parceria com uma indústria de equipamentos de laboratório. A engenhoca congela superfícies com a mesma rapidez com que uma grelha sela carnes, o que permite obter comidas com consistência dupla: geladas e quebradiças por fora e melosas ou cremosas por dentro.

Se hoje chefs como Charlie Trotter e Thomas Keller têm anti-grelhas em suas cozinhas, é graças a Achatz.


Ao formar-se pelo Culinary Institute of America, em 1996, Achatz mandou seu (curto) currículo e carta pedindo emprego para os melhores chefs dos Estados Unidos, inclusive o grande Thomas Keller. Ninguém respondeu. Obstinado, teimou e continuou mandando cartas e emails para Keller até que finalmente conseguiu um posto em seu restaurante The French Laundry, no vale do Napa, um dos melhores do país. Meros dois anos mais tarde, foi promovido a sous-chef.

Daí a virar o chef número 1 das Américas, foram anos de labuta, mas esse menino nunca teve medo de trabalhar duro. O que explica boa parte do seu sucesso....

Para dar uma ideia do que serve Grant Achatz em seu famoso Alinea, eis uma descrição rápida de alguns pratos do meu jantar de quatro anos atrás (confesso que gosto mais do chef e sua história do que de sua comida, preciso voltar lá....).




Bolota de creme de abacate, pudinzinho sedoso de coco salpicado com flocos de bonito desidratado, espuma de pepino, ovas de truta. Posso falar? Ruim. Estranho. Fortes sabores que brigavam entre si.




Pedaço quadrado de peixe (medai) com um palitinho de rabanete e coentro, de tão pequeno, nem se sentia o gosto. Vinha com um leite de semente de papoula que… posso falar? Era ruim.




Edamame sobre um creme bem grosso de cogumelos. O prato levava também manga, preparada como um pacotinho dentro do qual havia amendoim. Fatias de cogumelo matsutake desidratado coroavam o todo. Também estranho, mas gostoso. Estranhamente gostoso. Faz sentido?







Essa é o truffle explosion, prato que fez o chef famoso. Infelizmente, o meu veio morno. Tratava-se de um envelope de interior líquido com forte sabor trufado. Uma fatia de trufa, outra de parmesão e uma folha rugosa e caramelizada de alface traziam ainda mais complexidade ao conjunto. Delícia!




Uva congelada. Não vou entrar em papo técnico pra explicar como ele faz isso em sua “anti-grelha”, que dá choque gelado ao invés de esquentar os alimentos, mas basta dizer que o retangulinho era pura uva, gelada e cremosa. Bem interessante.




Rocambole de marmelo e prosciuto servido num utensílio que o chef chama de antena porque parece… uma antena. A pessoa tem que aproximar a boca da comida e dar o bote, sem a ajuda de garfo ou faca. Era bem bom.




Outra brincadeira surreal. Um travesseirinho translúcido de abacaxi. Pó de bacon. Pimenta preta. Dissolvia-se ao encostar na língua. Intrigante.

9.11.10

Chef Charlie Trotter em Montreal: entrevista exclusiva



Coisa esquisita: o chef Charlie Trotter, do restaurante homônimo em Chicago, que já foi dos chefs mais conhecidos das Américas, esteve fim de semana passado em Montreal para cozinhar em um jantar beneficiente que custava 1,500 dólares por pessoa. E ninguém notou. Ou se notou, eu não vi.




Tá certo que ele já foi mais famoso. Tá certo que em Montreal as pessoas em geral sabem pouco ou nada sobre a cena gastronômica de Chicago, imagino (preconceito meu?). Mas se fosse em São Paulo, fariam o maior oba-oba. E no entanto, em Montreal............... silêncio.

Eu é que não ia deixar passar. Fui atrás do homem, coisa que deu um trabalho desgraçado, mas afinal amarrei nosso encontro, na manhã do único dia completo que ele passou na cidade. E foi uma baita sorte: duas horas depois ele teve uma baita crise de labirintite e teve que ser atendido com urgência por médicos, e ficou de cama, sem poder dar as caras no jantar de gala em que ele era a estrela. Bizarro.

As verdadeiras estrelas da noite acabaram sendo Normand Laprise, chef-proprietário do Toqué!, e Martin Picard, o chef cult que é semi-idolatrado por Anthony Bourdain e muita gente, o gentil gigante do famoso restô nose-to-tail Au Pied de Cochon:

Martin Picard, Carlos Ferreira do Ferreira Café, e Normand Laprise
    Foto: Melany Kuperman



Chef Normand Laprise, Fred Morin do Joe Beef (de avental) e eu, no jantar


A entrevista com Trotter começa ridiculamente engessada, e os melhores trechos foram cortados (como, por exemplo, quando ele confirma que vai abrir um restô em NY) mas de todo modo.... tá aqui.



Bookmark and Share

23.8.10

Grant Achatz do Alinea - top restaurante das Américas - lança o Next



Para mim, um dos chefs mais geniais das Américas é Grant Achatz. Seu  restaurante Alinea, em Chicago (na foto abaixo), é atualmente cotado como número 1 dos Estados Unidos e sétimo no mundo segundo o prêmio 50 Best.



As mesas largas de mogno, os sofás de veludo, as taças Spiegelau, os impecáveis garçons e sommelier vestidos por Ermenegildo Zegna, tudo exala um refinamento austero. Mas o que faz o Alinea lotar toda noite é a comida, que tem elementos em comum com o avantgardismo à la Ferran Adrià, mas estilo e brilho próprios. Hoje considerada uma das maiores cozinhas do mundo, sua excelência deve-se ao talento e à disciplina ferrenha de Achatz.

Achatz é o Ferran Adrià dos Estados Unidos: o mais bem-sucedido e admirado chef americano alinhado com a chamada cozinha tecnoemocional. E ele recentemente anunciou uma grande novidade: vai abrir um novo restaurante, também em Chicago, chamado Next, que promete virar de ponta-cabeça nosso conceito de como um restaurante deve funcionar.

Ele vai vender entradas pela internet, como se um jantar no Next fosse um show da Lady Gaga!

Ou seja: não haverá contas a pagar depois do cafezinho, nem reservas de mesa. A pessoa chega lá de entrada em mãos, come e pronto: tudo está incluído no preço, desde os vinhos à gorjeta! E como acontece com entradas para um show, os preços podem variar conforme a data e o horário. Será que vai rolar comprar ingresso de cambista?

Outra ideia revolucionária: em vez de menu, Achatz irá servir pratos inspirados por épocas da história e cidades do mundo. Em dezembro podem servir pratos de Paris em 1912, enquanto em março tudo poderá ter mudado e a cozinha irá se inspirar na São Paulo de 1968.

Parece maluquice, mas pelo que eu conheço de Achatz o conceito será muito bem amarrado até a inauguração, ainda este ano (não há uma data específica confirmada). Só o vídeo em que o Next é "explicado", por si só, já é uma viagem:






Next Restaurant - site oficial


E aqui, uma entrevista de rádio com o chef, em inglês, meio superficial mas.... informativa. Pra quem nunca ouviu o chef falando....
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...