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3.10.10

Os melhores hoteis BBB (bons, bonitos e baratos) em Nova York


Todo mundo me pede, sempre, dicas de onde ficar em Nova York sem gastar muito. Lógico que nos Holiday Inns da vida paga-se relativamente pouco, mas.... ergh! Tenho alergia a hotel cafoninha de megarede americana.

Eis aqui os hoteis que eu acho super bacanas e que cobram menos do que US$ 300....


 The Jane

Os donos são os descoletes Sean MacPherson e Eric Good, dono do Waverly Inn, aquele restaurantezinho ultra famoso que vive cheio de celebs, no West Village.

O lobby é animado, os quartos, bem baratinhos porém apertadinhos também. Poucos têm banheiro próprio... Dá pra pagar só US$ 99 a diária, mas tomando banho em banheiros comunitários.




“Quero que o Jane seja o tipo de hotel para gente como eu era quando vim morar em Nova York 25 anos atrás”, diz Mac Pherson. Tradução? Descoletes sem grana. Apesar do aperto das acomodações, o The Jane tem um super plus: piscina com sauna no subsolo, verdadeira raridade em Nova York.

The Ace Hotel

Já no Ace Hotel, outro da leva cheap-and-chic, o plus é outro, gastronômico. Fica lá, anexo ao lobby, o The Breslin, gastropub da badaladíssima chef April Bloomsfield, um dos restôs mais quentes da cidade. O lobby, como no Jane, tem jeitão de residência estudantil, com muita gente largada pelos sofás e mesas comunitárias surfando a internet ou plugada no iPhone. Quando estive lá, a galera era bem rock’n’roll: dos funcionários aos hóspedes, todos vestiam muito preto, eram jovens e tinham look cuidadosamente bagunçado.





O elevador é escuro – óbvio! – os corredores, idem. E os quartos lembram “dorms”(residências para universitários): prateleira metálica fazendo as vezes de closet, cobertores xadrezes, geladeiras retrô e nenhum luxo. Uma coisa assim…. alternativa. (Eu fiz um post super longo e completo sobre minha estadia no Ace, que tem até vídeo, cliquem aqui pra ver…)



Grace Hotel
 

Grace Hotel

Mas não dá para falar em The Jane e The Ace sem tirar o chapéu para o avô dos cheap-and-chics, o Grace (já repararam que os nomes rimam?!). Originalmente inaugurado em 2005 com outro nome (QT), foi o primeiro a oferecer quartos com beliches para até quatro pessoas, sucesso entre jovens descolados. E em pleno Times Square! Detalhe: o bar (com DJ tocando cinco noites por semana) dá para uma piscininha e já foi palco de altas festas.




The Pod Hotel



The Pod Hotel


O último da turma chama-se The Pod, e como indica o nome (casulo, em inglês), tem quartos micros. Nem por isso abriram mão de um décor estiloso. Há docks para iPods, TVs de tela plana, pufes coloridos, cadeiras de acrílico e soluções transadas para criar espaço: gavetões sob as camas, nichos que servem de área de trabalho, etc. Quem pode gastar um pouco mais deve reservar uma das suítes Townhouse, com paredes multi-coloridas pintadas a mão. As diárias custam a partir de US$ 199: uma pechincha e tanto!


Grace: Rua 45, 125, tel. (212) 302-8585, www.room-matehotels.com
The Ace: Rua 29, 20, tel. (212) 679-2222, www.acehotel.com
The Jane: Rua Jane, 113, tel. (212) 924-6700, www.thejanenyc.com
The Pod: Rua 51, 230, tel. (212) 355-0300, www.thepodhotel.com
E os hoteis BBB indicados pelo The New York Times:
Eventi Hotel: 851 Avenue of the Americas, entre 29th e 30th Streets;  (212) 564-4567; eventihotel.com; diárias a partir de US$249 (mas vão subir para US$399 no outono).
Hotel Indigo: 127 West 28th Street, entre Avenue of the Americas e Seventh Avenue; (212) 973-9000; indigochelsea.com; diárias a partir de US$269
The Mave: 62 Madison Avenue, esquina com 27th Street; (212) 532-7373; themavehotel.com; diárias a partir de $159.

The Strand: 33 West 37 Street, between Fifth Avenue and the Avenue of the Americas; (212) 448-1024; thestrandnyc.com

26.8.10

The Bowery Hotel, em Nova York: vibe e localização imbatíveis



Hotéis são a minha paixão, não me canso de pular de um para outro e mais outro, ficando uma noite em cada, só pra poder comparar camas, banheiros, vistas e croissants. Em Nova York já fiquei num monte deles, mas infelizmente muitos sem-graça, genéricos, hotelões sem personalidade.

Por muito tempo, meu favorito foi – e isso tem a ver com lembranças da minha infância, mais do que qualquer luxo material – o super tradicional The Carlyle, que ano após ano continua maravilhosamente clássico e classudo. 


lobby do hotel Carlyle

Mas... de uns anos pra cá, troquei de time. Comecei achar muito melhor ficar "lá embaixo", o que significa aquele miolinho ótimo composto por NoLita, Soho, Village e Bowry. 

E "lá embaixo", não existe nada que se compare ao The Bowery.

Desde a última vez em que me hospedei no Bowery (em 2008), muita água já passou debaixo da ponte. Montes de novos hoteis surgiram em Nova York: The Surrey, Crosby Street Hotel, etc. etc. etc. 

"Lá embaixo" também surgiram outros novos hotéis curiosos... o Hotel on Rivington, por exemplo, com seus corredores tipo boate, no Lower East Side. E seu concorrente igualmente moderninho, o Thompson LES (dos mesmos donos do 60 Thompson). E o Cooper Square, muito legal também, e quase vizinho ao The Bowery.

hotel Thompson LES

Entretanto, apesar das novidades todas, sempre que me perguntam qual é meu hotel favorito em Nova York, respondo sem titubear: The Bowery. Ainda mais agora que a rua Bowery virou a mais nova meca gastronômica de Nova York: os excelentes Pulino’s, DBGB e Faustina ficam a passos do lobby!





É simplesmente o mais charmoso hotel que conheço em Manhattan, mesmo se o prédio em si, por fora, não tem nada de especial:




Sou louca por coisas antigas, tecidos puídos pelos anos, madeira de demolição, ladrilhos hidráulicos. Então pro meu gosto o Bowery é um sonho, exatamente o prédio onde eu moraria se eu ganhasse na loteria. 




Quando fui lá, adorei cada detalhe. Os janelões floor-to-ceiling com jeitão industrial, a pia, a banheira e as torneiras retrô, com ar cinqüentinha, os subway tiles (azulejos retangulares como os das estações de metrô), o cobertor vermelho ao pé da cama.





… meu quarto não era grande nem de alto luxo, mas esbanjava charme e era banhado de luz.




E tinha uma bela vista:






Mesmo que você não se hospede no Bowery eu recomendo uma ida até lá. Nem que seja só pra almoçar no restaurante Gemma (super casual, super gostoso).




Depois do cafezinho, dê um giro pela sala de estar (um lounge escurinho, com lareira) e pelo bar.






Um charme. À noite, então.... acho aquele bar imbatível! 



Pena que não deixam não-hóspedes se sentarem...


The Bowery Hotel, 355 Bowery St., esquina com East 3rd St., 
tel. (212) 505-9100

Minha amiga Karin Dauch, que mora bem pertinho do hotel e bloga sobre Nova York, fez um vídeo bem bacana:


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