13.7.11

Business da Emirates: a primeira vez a gente nunca esquece

Sala VIP da Emirates em Dubai: Veuve Clicquot a rodo!

Imaginem vocês que eu acabo de chegar.... na Índia! Vim para cobrir a final mundial do campeonato de coquetelaria World Class, organizado pela gigante de bebidas Diageo (dona de marcas como rum Zacapa, uísque Blue Label e vódca Ketel One, entre MUITAS outras), em…. Nova Delhi!!

Não vou dizer que tenha sido uma viagenzinha das mais fáceis – já nem sei direito que dia é, o fuso entrou em parafuso, e passei mais horas dentro de aviões do que imaginava ser humanamente possível. Mas aqui estou, rodeada de barmen e barwomen do mundo inteiro, no Imperial Hotel, com etapas classificatórias rolando a semana toda.

E tenho algumas confissões a fazer. A primeira: a parte da viagem à Índia que mais me animava, até eu chegar aqui, era saber que viria de business, pela Emirates - sabidamente, uma das melhores companhias aéreas do mundo. Sempre tive curiosidade de conhecer o tão famoso serviço das arábias e os luxos que fazem a fama da companhia.
E, depois de voar 15 horas de Guarulhos até Dubai, e outras 4 horas de Dubai até Nova Delhi posso atestar que os caras são bons mesmo. A business tem cadeiras enormes, muretinhas que sobem e descem entre elas para garantir a privacidade, e tevês de tela plana com controle remoto com montes de filmes e programas de televisão. Orquídeas frescas, Champanhe de verdade logo ao embarcar, mimos em série. Fui espiar a primeira classe e.... minha nossa senhora, que coisa nababesca! Ali o passageiro tem cubículo privativo com escrivaninha/penteadeira, minibar, etc.


O que mais me impressionou na Emirates:
- fones de ouvido bem grandes e macios com cancelador de ruídos
- acolchoados distribuídos na hora de dormir para deixar a poltrona mais fofa
- bolsa de toiletries super caprichada, em versão feminina (com espelhinho) e masculina (creme e lâmina de barbear, etc).

O que deixou a desejar:
- A poltrona não fica 100% plana como uma cama - a da Air Canada, por exemplo, fica. E sempre achei que a business da Emirates fosse dez vezes mais luxuosa do que a da Air Canada. E não é!
- Ô comidinha ruim, sô! Tinha um tal de breakfast "churrascaria" (!!) terrível, club sandwich qualquer nota, tudo morno, sem gosto, equivocado. Café morno. Pão frio e duro.
Aqui, um filminho que mostra alguns detalhes do avião:



Mas de toda a viagem - longuíííssima - a maior bola dentro deles foi a sala VIP de Dubai. Lá havia montanhas de vinhos - branco, tinto, champanhe - de excelente qualidade. Veuve Clicquot a rodo. E um tinto de-li-ci-o-so, Chateau St. Georges 2002 de Saint Emilion.

Não resisti à tentação: confesso que foi a primeira vez na vida que tomei Bordeaux de café da manhã!


11.7.11

Tasca da Esquina de Vítor Sobral abre em São Paulo: primeiras fotos!


A Tasca da Esquina do famoso chef Vítor Sobral fi-nal-men-te está pronta, e abre... amanhã! (E eu, claro, corri até lá para um jantarzinho extra-oficial antes mesmo de abrir, já que tinha viagem marcada e não queria embarcar sem ver a tão esperada Tasca paulistana).



Quem não conhece o chef ou nunca foi a Lisboa pode estranhar meu entusiasmo, mas o fato é que essa inauguração é ótima notícia para nós paulistanos, que finalmente podemos dizer que temos na cidade um português não-óbvio, moderno, gostoso. Um português que quebra os clichês e vai mostrar por aqui que cozinha portuguesa não se resume a bacalhau e aos pratos caretas à la Antiquarius.

Pastel de camarão com purê ultra-sedoso de maçã, da Tasca da Esquina de São Paulo


A Tasca de São Paulo, na alameda Itu, nos Jardins, procura reproduzir a matriz lisboeta, restaurantezinho de bairro onde sempre come-se muito bem, em ambiente familiar, com larga oferta de vinhos em taça. E cada vinho.... fui ver a adega e achei vários favoritos meus, como os tintos do Dirk Niepoort, do Douro, e os vinhos alentejanos do genial Paulo Laureano.

Vertente, Conversa, Charme, Redoma: os vinhos da Niepoort, dos meus favoritos

Os sócios brasileiros do Vítor são os fundadores da 1900 Pizzeria, também sócios dos bares Sagrado e Consagrado: Edrey Momo e Erica Maierá, ambos formados em gastronomia. O lugar é simples, sem toalhas nas mesas, tetos retráteis que farão sucesso quando o inverno passar, e - o mais legal - tem uma parede forrada de ervas e pimentas.



Neste começo, o próprio Vítor irá comandar a cozinha, claro, para garantir que sairá tudo direito. Ele deve ficar na cidade até o fim de agosto, e voltará com frequência para cuidar do "filhote", alternando com Hugo Nascimento, seu braço-direito. Foi uma honra para mim estar ali vendo, de camarote, esse grandíssimo chef em ação ao lado do Hugo (a cozinha é aberta, e eles mesmos vinham servir e explicar os pratos):






Divido com vocês abaixo um vídeo que mostra muito bem o porquê de minha admiração pelo Vítor. Um chef humano, sincero, e profundamente ligado às suas raízes.







Tasca da Esquina: Alameda Itu, 225, Jardins, Tel. 11 3262-0033


UMA DICA: Fica na Itu quase na Pamplona, então para chegar pegue a Nove de Julho e vire à direita na Itu. 





Exibir mapa ampliado

8.7.11

Brigadeiro de leite Ninho, Ovomaltine e café com leite? Na Brigadeiro Doceria & Café, tem


É bem cansativa essa mania de brigaderias que assola São Paulo. Coitada da moça que deu a largada nessa corrida do ouro, a da Maria Brigadeiro. Deve ser bem irritante ver similares brotando pela cidade a cada mês. Chegaaaaaaaaaa! :)

Dito isso, confesso que achei simpáticos e super bem-sacados esses três brigadeiros novos bolados pela  Bia Forte, da Brigadeiro Doceria & Café: há o Branquinho, de leite Ninho, o Mulato, de café Suplicy com leite, e o Neguinho, de Ovomaltine. Custam R$3,30.

Leite Ninho?! Cada uma.... mas que deu vontade de provar, deu.

A primeira loja da Brigadeiro Doceria & Café, uma casinha em Pinheiros, foi aberta em 2005 e já em 2007 foi ampliada para dar conta da demanda. Agora a moça já tem uma filial em Moema, na rua Normandia... prova de que a mania do brigadeiro continua forte.


Pinheiros
Rua Padre Carvalho, 91
Telefone: (11) 3813-6656


Moema
Rua Normandia, 71
Telefone:(11) 5096-1707

www.brigadeirodoceria.com.br

6.7.11

Tappo Trattoria, Nagayama Café, Emiliano, etc: comendo em São Paulo



Pode ter feito um frio dos diabos esses dias, mas isso não me impede de estar feliz feliz feliz com minha chegada a Sampaulo. Home sweet home!

E como sempre, já cheguei com uma lista de lugares a provar: Butcher's Market, Santovino, um japa secreto que promete e cujo nome não revelo nem sob tortura.

chef Vítor Sobral, da Tasca da Esquina


E além disso estou contando os dias para a inauguração, semana que vem, da Tasca da Esquina, do portuga Vítor Sobral (dos maiores cozinheiros da terrinha), na Alameda Itú. Abre terça dia 12!

E vem muito mais coisa boa por aí além disso, a começar pela Taberna 747 do meu querido primo Ipe Moraes.

Mas falemos antes do que já vi desde que cheguei. Dias de altos e baixos....

Um jantar rápido no Nagayama Café (por preguiça, cansaço, mais do que escolha), restaurante que racha de ganhar dinheiro a julgar pela lotação perene e o povo na rua esperando mesa.


Imaginem que agora eles inventaram até uma prateleirinha de acrílico que pregam no muro de fora, para as pessoas que esperam possam ter onde apoiar os drinques!



Foi traumatizante de tão ruim (atum péssimo, estranhamente aguado, arroz dos niguiris frio demais, sólido demais, etc etc etc). E caro, mesmo bebendo quase nada. Reparem nos preços abaixo....  E o pior é que os 40 reais cobrados pela dose de "sake japonês extra-dry" nem dá direito a saber o nome do dito cujo ou ver a garrafa!




A coisa melhorou na noite seguinte com um jantar de-li-ci-o-so na Tappo Trattoria, meu italianinho favorito na cidade.



Que o risoto de funghi estivesse bom eu já esperava. Mas... arraia? Eu lá imaginava que eles conseguiam acertar a mão no peixe?



Magret de pato impecável, também. E eu pedi um curioso ravióli de camarão, de massa bem fininha e leve, arrematado com uns poucos pinolis e generosa quantidade de molho de... foie gras! E não é que era ótimo?!



Deixamo-nos levar por umas indicações intere$$antí$$imas da super sommelière Daniela Bravin que só teriam sido melhores se não doessem tanto no bolso... welcome to São Paulo prices....

Tentei relevar ao lembrar o quanto me deu prazer beber, por exemplo, um nebbiolo do... Uruguai! (Vivendo e aprendendo.... desconhecia completamente a bodega Carrau e seu Vilasar Nebbiolo 2000 - pena que enxugamos o último ou penúltimo deles...)

No final, o chef-proprietário Benny Novak sentou-se conosco um pouco. Mais simpático - e preocupado em fazer as coisas direito - impossível. Grande cara.



Arranjei pique para dar uma passada na Galinhada do Dalva e Dito, baladinha bem no meu estilo, low-key, adulta, com serviço decente e alta frequencia de chefs (Bertolazzi, Bassoleil, Jacquin e o dono da casa, para citar apenas os que eu vi).

Hotel Emiliano

Também achei tempo para ir com duas amigas comilonas profissionais como eu ao Emiliano. Tinha que voltar lá, meu último almoço tinha sido bem decepcionante, e ao escrever isso no Twitter o chef José Barattino me contactou pedindo uma segunda chance. Pois lá fomos nós e.... estava médio.

Tenho muita pena de dizer isso porque o chef me parece incrivelmente aplicado e entendido e modesto, mas acho que falta ali apertar uns parafusos, delegar menos. Não entendi o porquê da presença no menu de uma sopa fria com sorvete em pleno inverno, mas mais grave foi o exagero de sal no meu gnocchi de milho verde com coelho, além das texturas desacertadas (a carne, passada, os gnocchi, com gruminhos de textura pouco palatável).

 

As sobremesas? Também decepcionantes. Talvez os invernos úmidos paulistanos não se prestem a um bom milles feuilles à francesa, quebradiço, etéreo - o do Emiliano mal se consegue partir com o garfo...  E assim foi, um jantar com alguns raros lampejos mais felizes, como o delicado falso ravioli de coelho galinha d'angola defumada.


O ponto alto foi, sem dúvida, minha entrada: ovo pochê e sardinhas sobre torrada bem crocante, salsinha picada, tomate confitado. Disse minha amiga Constance que o prato ganhou um prêmio importante - eu não tinha idéia. De todo modo, excelente!



Que mais.... provei uma rabada um tanto pálida e rija no Dalva e Dito (não ajuda o fato de eu ter crescido comendo em casa a que eu considero a melhor rabada do mundo, que passava mil horas em panelão de cobre sobre o fogão a lenha e ficava ainda mais incrível no dia seguinte).



Consolei-me com os ótimos doces de fazenda, em versão sofisticada (o de mamão verde era especialmente fino).

Doces de frutas variadas com calda e queijo, no Dalva e Dito


Confesso que o que comi de melhor, até agora, foi o cozido de carne com batata e coentro, o camarão com catupiry em crosta de suspiro e o bolo "de leite" da Nara.

E quem é Nara?

Ora, a cozinheira de casa! :)


Dalva e Dito: Rua Padre João Manuel, 1115
Tel.: (011) 3068-4444
www.dalvaedito.com.br

Tappo Trattoria:
Rua Da Consolação, 2967
Tel.: (011) 3063-4864
www.tappo.com.br

Emiliano: Rua Oscar Freire, 384
Tel.: (011) 3068-4390
www.emiliano.com.br

Nagayama Café: Rua Bandeira Paulista, 355
Tel.: (011) 3079-4675
www.nagayama.com.br
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