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28.9.12

Guia Michelin UK 2013: pub de Heston Blumenthal ganha uma estrela

Chef Heston Blumenthal, em seu laboratório em Bray, vizinho ao pub Hinds Head,
que acaba de ganhar sua primeira estrela
 

Desde ontem só se fala no "vazamento" da lista dos estrelados pelo guia Michelin inglês, edição 2013. Como vazou? Quem revelou a bombástica notícia? Ora... e isso lá tem alguma importância para alguém além dos donos dos restaurantes? Much ado about nothing... 

Hoje, soltaram o release oficial. Este ano, não há nenhuma grande novidade, conforme podem ver a seguir... Digna de nota, só a estrela que deram ao Hinds Head o pub que Heston Blumenthal tem vizinho ao seu The Fat Duck, em Bray.

26.11.11

Chef Heston Blumenthal no Gastronomika de San Sebastian: in-crí-vel!

Heston demonstrando um de seus doces: coco ou tabaco?!


Em abril, uma amiga jantou no Fat Duck e, muito gentilmente me trouxe de "suvenir" o fofo saco de papel listrado contendo de docinhos que os clientes recebem no final da refeição. Super, não? 


Pois imaginem minha surpresa quando vi que a palestra do chef Heston Blumenthal no Gastronomika, há poucos dias, em San Sebastian, focou justamente naqueles doces, que foram bolados para evocar imagens lúdicas e a alegria infantil de se pisar em uma lojinha de confeitos. Grande sortuda, eu, de ter podido provar cada um daqueles doces sozinha, em meu quarto de hotel em Londres, sorvendo cada mordida até o final.

Pois sugiro o seguinte: vejam as fotos dos doces aqui abaixo e, em seguida assistam o vídeo, que contém todos os melhores momentos da apresentação do Heston, e que explica super bem toda a elaborada técnica por trás de cada um deles. Uma verdadeira aula, além de um interessante passeio pelo surrealista país das maravilhas onde vive a imaginação desse grande chef. Bon voyage.

 
 Chocolate aerado com geleia de mandarina:



Raspas de côco com aroma de tabaco, embaladas em uma embalagem que imita aquelas de tabaco.

Um chique envope selado que guarda a in-crí-vel carta de dama de ouros feita de chocolate branco com geleia de framboesa no interior (vocês vão pirar ao verem como ele consegue fazê-las, um trabalho insano!)



Ah, e a já vintage bala com embrulho comestível....



E.... o vídeo da palesta:




E mais chef Heston Blumenthal no Boa Vida, neste link.

2.10.11

Chef Heston Blumenthal em Londres: meu almoço no Dinner




Expectativas sempre são perigosas. Quanto mais esperamos, maior pode ser o tombo.
Não que meu almoço no novo Dinner, do überchef Heston Blumenthal, tenha sido um tombo. Longe disso, a comida estava bem gostosa, exceto uma sobremesa que me esforço até agora para deletar da memória. Mas eu, que acompanhei de longe, lendo blogs e reportagens, o desenvolvimento do ambicioso projeto, acabei me decepcionando com o jeitão super normal do lugar. Tem cara de restaurante chique de hotel, simplesmente. Eu esperava um pouco mais do que havia sido descrito no press release:
“Inspired by Heston Blumenthal’s novel approach to gastronomy and 16th Century historical British style references, Tihany Design conceived the restaurant interior as a subtle, elegant portrait; contemporary and innovative, yet with respect and an understanding for tradition.  Rich natural materials such as wood, leather and iron – historical elements at the root of British style – are utilized in modern ways. The main dining room features floor to ceiling glass walls, which provide diners with a glimpse of the kitchen and more significantly, a unique large scale pulley system. This contemporary stainless steel pulley is modeled after an original 16th century pulley system designed for the British Royal Court’s kitchens. Custom designed by Tihany, the gears and crank resemble the craftsmanship of an oversized watch, mechanically rotating a spit in an open-fire rotisserie. Ivory painted walls add warmth, along with custom-made white porcelain wall sconces in the shape of antique cake molds. Chocolate brown leather and smoky grey velvet textured seating contrasts with plush saffron colored pillows, enveloping guests within.”
O foco do décor, conforme o que se lê acima, era para ser um sistema de engrenagens mecânicas, como o motor de um relógio em tamanho monumental, que deveria fazer girar os espetos de uma grelha com ar histórico. Isso tudo para transmitir a idéia de viagem à Inglaterra antiga, da passagem do tempo. Só que o tal mecanismo não tinha nada de histórico, parecia apenas um relógio de Itu. E a grelha ficava bem escondida.



Se eu não soubesse de toda a história por trás, jamais teria notado as alusões visuais ao tema de cozinha histórica. Sutis demais! Querem um exemplo? As luminárias (vejam na foto acima) são réplicas de antigas fôrmas de pudim. Acham que muita gente nota?



E tem mais: se Heston dizia aos quatro ventos que aquilo era para ser uma brasserie, eu garanto que de brasserie não tem absolutamente nada além das carnes em porções fartas. Nem os preços baixos, nem a informalidade, nem os salsichões com cerveja, nem os copos grosseiros. Não, nada disso…. o Dinner é coisa para bico fino. Os sommeliers, por exemplo, liderados pelo português João Pires (ex-Gordon Ramsay at Royal Hospital Road), vestem-se na maior elegância. Porcelana fina, taças de cristal…. e por aí vai.



Se vi pouca graça no décor, deslumbrei-me com os imensos janelões dando para o parque, esses sim, uma beleza:




Mas vamos ao que interessa: a comida.
Minha irmã ficou chocada quanto apontei a ela o chef do Dinner, o Ashley Palmer-Watts.
“Hãn?! Como assim, o Heston não é o chef?!”

Tsc, tsc…. que tolinha…. Lógico que não, né? Heston hoje em dia virou o Mario Batali inglês, além de comandar seu famoso The Fat Duck (cotado no. 5 no mundo segundo o ranking dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo) faz n programas de televisão e anúncios e escreve livros.

Voltando ao Dinner: o chef Palmer-Watts veio me cumprimentar e falou:
“Nem precisa pedir a meat fruit, quero mandar uma de cortesia”.
Explicando: meat fruit, ou fruta-carne, é uma entrada trompe l’oeil que parece uma tangerina mas obviamente não é. Inspira-se na era Tudor, quando aristocratas ingleses (ou melhor dizendo, seus empregados) esculpiam patês de carne em forma de frutas, depois pintavam com corantes comestíveis e serviam em travessas, como se fosse um arranjo de frutas.




A tal “meat fruit” virou estrela-mór do restaurante, sai em toda matéria de toda revista que fala dele.



A tal ponto que eu, sem nunca ter posto um pedaço na boca, de tanto ler a respeito já tinha enjoado.
Mas aí, ela chegou, a “tangerina” linda e lustrosa e perfeita, a película gelatinosa escondendo o interior de sedosa e pastosa mistura de foie gras e fígado de galinha. Eu, boa irmã que sou, não estraguei a surpresa, não contei o que tinha dentro.




“Noooossa, melhor patê da minha vida! Dá pra pedir mais pão?”
rárárá…..
E assim seguimos.
Minha irmã pediu um “Rice and Flesh (c.1390)”.
“Ué, mas já existia risoto na Inglaterra nas priscas eras? Não sabia… Mas tá excelente”, disse.
Provei e comprovei: ótimo risoto ao açafrão, perfeitamente al dente, os pistilos, abundantes, à mostra!



Minha entrada, que tinha o esdrúxulo nome de Salamagundy (receita de 1720, informava o menu), mesclava chicken oysters (um pedacinho da galinha que tem o formato de uma ostra, daí o nome) e tutano de boi. A-do-ro tudo com tutano, mas neste caso o gosto do ingrediente perdeu-se na confusão das folhas que vinham por cima e do forte creme de raiz forte….




Melhor sorte tive com o prato principal, curto e simples: bisteca de porco, repolho. O que deu o tchans foi o molho, ultra concentrado, que parecia feito de sucos de uma assadeira:




Pedimos duas sobremesas, uma boa, outra péssima. Melhor falar da boa: era um tal de Tipsy Cake (Bolo Embriagado, receita de 1810) assado em panelinha de ferro e com gosto de brioche doce. Por cima, era meloso, super doce. Ao lado, trouxeram uns pedaços de abacaxi assado no tal braseiro “histórico” (quem diria, abacaxi na Inglaterra, já em 1810?!).

Estava bem bom.




Lembrem-se da dica: pedir o “Brown Bread Ice Cream (c.1830) with Salted Butter and Caramel Malted Yeast Syrup” é rou-ba-da. O meu tinha gosto de massa de pão crua.



E assim foi meu almoço no restaurante mais falado,  mais badalado, mais concorrido, mais ansiosamente esperado dos últimos tempos.

Gostoso, mas longe de extraordinário.

Dinner by Heston Blumenthal: hotel Mandarin Oriental, 66 Knightsbridge, tel. +44(0)20 7201 3833

E mais: minha matéria em inglês na En Route sobre chefs famosos recriando pratos históricos.




12.8.11

Chef Heston Blumenthal troca a mulher por americana "tentadora" e boa de cozinha



Hoje mesmo eu postei sobre o evento Mistura, que vai acontecer mês que vem em Lima, notando a estranheza da ausência do chef Heston Blumenthal. Ele faz parte do G9, um grupo que... ah, esqueçam, quem quiser saber essa parte pode clicar aqui.

Queria contar do bas-fond que descobri agora e que deve ser o motivo dele cancelar a ida ao Peru. Ele trocou a mulher por uma gostosete autora de livro de receitas, americana.

Bem que eu achei, ao vê-lo uns meses atrás, que ele andava mais bronzeado, magro, sorridente e bem-vestido do que de costume. Até cheguei a pensar que não deveria estar fácil para a mulher dele segurá-lo. Eita intuição feminina!

Os detalhes sórdidos, no site Eater.

7.2.11

Novo restaurante do Heston Blumenthal em Londres: reserve quem puder

"Fruta de carne"do novo Dinner. Fruta, ou carne?
Um trompe l;oeil inspirado na era Tudor.



Já cortaram a fita do novo restô de Heston Blumenthal, o Dinner by Heston Blumenthal. Que se inspira - e baseia seu menu - numa pesquisa dos últimos 500 ou 600 anos de história gastronômica inglesa – ou seja, versões contemporâneas de pratos antiquíssimos. Uns meses atrás, escrevi aqui: "Aposto que será O acontecimento gastronômico de 2011 na capital inglesa. E corram: a linha para fazer reservas abriu ontem!! Meu conselho para quem estiver planejando ir a Londres? Ligar já, ou reservar online, antes que não sobrem mesas!"

Dito e feito: a linha de reservas abriu e logo entupiu. Óbvio. Recebi agorinha este email deles:







O novo restaurante é o oposto de seu famoso The Fat Duck. Ou seja: nada de pompa à la tri-estrelado Michelin, mas sim uma brasserie ruidosa, com muitas carnes assadas no espeto como na antiguidade, e alusões estéticas à passagem do tempo. Tem 158 lugares e muito couro e madeira no décor.




Dinner by Heston Blumenthal
Mandarin Oriental Hyde Park, 66 Knightsbridge,
Tel. + 44 20 7235 2000

2.12.10

Restaurante Dinner, de Heston Blumenthal, abrirá 31 de janeiro em Londres

Click here for the English version of this post.


Definitivamente, o allure dos restaurantes em hotéis, depois de anos de decadência, voltou com tudo em Londres. Mais especificamente, há dois cinco estrelas de peso – o Mandarin Oriental, em Knightsbridge (na foto acima), e o The Berkeley, em Mayfair – investindo pesadamente em chefs estrelados. O último a entrar em cena foi o grande Pierre Koffmann, cujo novo bistrô no hotel The Berkeley alçou-o de medalhão semi-aposentado a assunto de todas as rodas gastronômicas.


Já falei aqui no Boa Vida do Bar Boulud, delicioso restaurante francês do chef Daniel Boulud, inaugurado em maio passado no Mandarin Oriental.

Mas agora, quem vai estrear no mesmo Mandarin Oriental vai ser ninguém menos que Heston Blumenthal. Aposto que será O acontecimento gastronômico de 2011 na capital inglesa. E corram: a linha para fazer reservas abriu ontem!! Meu conselho para quem estiver planejando ir a Londres? Ligar já, ou reservar online, antes que não sobrem mesas!





O restô de Heston irá se chamar Dinner by Heston Blumenthal. Ele vai basear o menu numa pesquisa dos últimos 500 ou 600 anos de história gastronômica inglesa – ou seja, versões contemporâneas de pratos antiquíssimos.

O novo restaurante será o oposto de seu famoso The Fat Duck. Ou seja: esperem uma brasserie ruidosa, com muitas carnes assadas no espeto como na antiguidade, e alusões estéticas à passagem do tempo. Terá 158 lugares e irá incorporar muito couro e madeira ao décor.




Dinner by Heston Blumenthal
Mandarin Oriental Hyde Park, 66 Knightsbridge,
Tel. + 44 20 7235 2000

31.8.10

Lendário chef Pierre Koffmann volta à ativa com bistrô no The Berkeley Hotel



Definitivamente, o allure dos restaurantes em hotéis, depois de anos de decadência, voltou com tudo em Londres. Mais especificamente, há dois cinco estrelas de peso – o Mandarin Oriental, em Knightsbridge (na foto acima), e o The Berkeley, em Mayfair – investindo pesadamente em chefs estrelados. O último a entrar em cena é o grande Pierre Koffmann, cujo novo bistrô no hotel The Berkeley alçou-o de medalhão semi-aposentado a assunto de todas as rodas gastronômicas.


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