8.7.11
Brigadeiro de leite Ninho, Ovomaltine e café com leite? Na Brigadeiro Doceria & Café, tem
É bem cansativa essa mania de brigaderias que assola São Paulo. Coitada da moça que deu a largada nessa corrida do ouro, a da Maria Brigadeiro. Deve ser bem irritante ver similares brotando pela cidade a cada mês. Chegaaaaaaaaaa! :)
Dito isso, confesso que achei simpáticos e super bem-sacados esses três brigadeiros novos bolados pela Bia Forte, da Brigadeiro Doceria & Café: há o Branquinho, de leite Ninho, o Mulato, de café Suplicy com leite, e o Neguinho, de Ovomaltine. Custam R$3,30.
Leite Ninho?! Cada uma.... mas que deu vontade de provar, deu.
A primeira loja da Brigadeiro Doceria & Café, uma casinha em Pinheiros, foi aberta em 2005 e já em 2007 foi ampliada para dar conta da demanda. Agora a moça já tem uma filial em Moema, na rua Normandia... prova de que a mania do brigadeiro continua forte.
Pinheiros
Rua Padre Carvalho, 91
Telefone: (11) 3813-6656
Moema
Rua Normandia, 71
Telefone:(11) 5096-1707
www.brigadeirodoceria.com.br
6.7.11
Tappo Trattoria, Nagayama Café, Emiliano, etc: comendo em São Paulo
Pode ter feito um frio dos diabos esses dias, mas isso não me impede de estar feliz feliz feliz com minha chegada a Sampaulo. Home sweet home!
E como sempre, já cheguei com uma lista de lugares a provar: Butcher's Market, Santovino, um japa secreto que promete e cujo nome não revelo nem sob tortura.
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| chef Vítor Sobral, da Tasca da Esquina |
E além disso estou contando os dias para a inauguração, semana que vem, da Tasca da Esquina, do portuga Vítor Sobral (dos maiores cozinheiros da terrinha), na Alameda Itú. Abre terça dia 12!
E vem muito mais coisa boa por aí além disso, a começar pela Taberna 747 do meu querido primo Ipe Moraes.
Mas falemos antes do que já vi desde que cheguei. Dias de altos e baixos....
Um jantar rápido no Nagayama Café (por preguiça, cansaço, mais do que escolha), restaurante que racha de ganhar dinheiro a julgar pela lotação perene e o povo na rua esperando mesa.
Imaginem que agora eles inventaram até uma prateleirinha de acrílico que pregam no muro de fora, para as pessoas que esperam possam ter onde apoiar os drinques!
Foi traumatizante de tão ruim (atum péssimo, estranhamente aguado, arroz dos niguiris frio demais, sólido demais, etc etc etc). E caro, mesmo bebendo quase nada. Reparem nos preços abaixo.... E o pior é que os 40 reais cobrados pela dose de "sake japonês extra-dry" nem dá direito a saber o nome do dito cujo ou ver a garrafa!
A coisa melhorou na noite seguinte com um jantar de-li-ci-o-so na Tappo Trattoria, meu italianinho favorito na cidade.
Que o risoto de funghi estivesse bom eu já esperava. Mas... arraia? Eu lá imaginava que eles conseguiam acertar a mão no peixe?
Magret de pato impecável, também. E eu pedi um curioso ravióli de camarão, de massa bem fininha e leve, arrematado com uns poucos pinolis e generosa quantidade de molho de... foie gras! E não é que era ótimo?!
Deixamo-nos levar por umas indicações intere$$antí$$imas da super sommelière Daniela Bravin que só teriam sido melhores se não doessem tanto no bolso... welcome to São Paulo prices....
Tentei relevar ao lembrar o quanto me deu prazer beber, por exemplo, um nebbiolo do... Uruguai! (Vivendo e aprendendo.... desconhecia completamente a bodega Carrau e seu Vilasar Nebbiolo 2000 - pena que enxugamos o último ou penúltimo deles...)
No final, o chef-proprietário Benny Novak sentou-se conosco um pouco. Mais simpático - e preocupado em fazer as coisas direito - impossível. Grande cara.
Arranjei pique para dar uma passada na Galinhada do Dalva e Dito, baladinha bem no meu estilo, low-key, adulta, com serviço decente e alta frequencia de chefs (Bertolazzi, Bassoleil, Jacquin e o dono da casa, para citar apenas os que eu vi).
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| Hotel Emiliano |
Também achei tempo para ir com duas amigas comilonas profissionais como eu ao Emiliano. Tinha que voltar lá, meu último almoço tinha sido bem decepcionante, e ao escrever isso no Twitter o chef José Barattino me contactou pedindo uma segunda chance. Pois lá fomos nós e.... estava médio.
Tenho muita pena de dizer isso porque o chef me parece incrivelmente aplicado e entendido e modesto, mas acho que falta ali apertar uns parafusos, delegar menos. Não entendi o porquê da presença no menu de uma sopa fria com sorvete em pleno inverno, mas mais grave foi o exagero de sal no meu gnocchi de milho verde com coelho, além das texturas desacertadas (a carne, passada, os gnocchi, com gruminhos de textura pouco palatável).
As sobremesas? Também decepcionantes. Talvez os invernos úmidos paulistanos não se prestem a um bom milles feuilles à francesa, quebradiço, etéreo - o do Emiliano mal se consegue partir com o garfo... E assim foi, um jantar com alguns raros lampejos mais felizes, como o delicado falso ravioli de
Que mais.... provei uma rabada um tanto pálida e rija no Dalva e Dito (não ajuda o fato de eu ter crescido comendo em casa a que eu considero a melhor rabada do mundo, que passava mil horas em panelão de cobre sobre o fogão a lenha e ficava ainda mais incrível no dia seguinte).
Consolei-me com os ótimos doces de fazenda, em versão sofisticada (o de mamão verde era especialmente fino).
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| Doces de frutas variadas com calda e queijo, no Dalva e Dito |
Confesso que o que comi de melhor, até agora, foi o cozido de carne com batata e coentro, o camarão com catupiry em crosta de suspiro e o bolo "de leite" da Nara.
E quem é Nara?
Ora, a cozinheira de casa! :)
Dalva e Dito: Rua Padre João Manuel, 1115
Tel.: (011) 3068-4444
www.dalvaedito.com.br
Tappo Trattoria:
Rua Da Consolação, 2967
Tel.: (011) 3063-4864
www.tappo.com.br
Emiliano: Rua Oscar Freire, 384
Tel.: (011) 3068-4390
www.emiliano.com.br
Nagayama Café: Rua Bandeira Paulista, 355
Tel.: (011) 3079-4675
www.nagayama.com.br
2.7.11
René Redzepi organiza simpósio sobre cozinha sustentável e Alex Atala vai: Copenhague, 28 e 29 de agosto
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| Alex Atala colhendo cogumelos silvestres na Finlândia |
Chefs que são considerados número um ou dois do mundo não chegam lá à toa. Cozinham muito, óbvio. Mas além disso, invariavelmente são chefs pensantes, carismáticos, líderes. Ferran Adrià, Heston Blumenthal, Thomas Keller, René Redzepi: os quatro únicos a conseguirem colocar seus restaurantes no topo do ranking dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo têm isso em comum.
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| chef René Redzepi |
Redzepi ainda vai dar muito o que falar, podem apostar: e não só porque o Noma é o número 1, mas sim porque ele PENSA, e AGE. Toma inciativa. Tem carisma. E preocupa-se verdadeiramente em mostrar a colegas de profissão a importância de conhecer produtos e seu terroir, e protegê-los.
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| Chef René Redzepi colhendo ervas silvestres com o chef Daniel Patterson |
A última? Organizou um simpósio que vai rolar 28 e 29 de agosto eu seu "quintal", Copenhague. Só para chefs e produtores (fazendeiros, pescadores, etc). Só 250 pessoas, para que não vire circo. Dois dias experimentando ingredientes nórdicos, ouvindo gente sábia falar sobre sustentabilidade, terroir, farm-to-table. O resto, deixo que Redzepi explique em suas próprias palavras, em inglês:
vegetation: planting thoughts
28-29 August, 2011
Copenhagen, Denmark
28-29 August, 2011
Copenhagen, Denmark
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The role of the chef is evolving and developing into a position of influence – one that impacts the manner in which people and food professionals consume and connect with food. Such responsibility requires education, an elevation of awareness and social maturity.
On the 27th and 28th of August, we are holding a symposium, which we desire to be an educational tool for the developing chef. By improving literacy in ecology, studying food history and food production methods this symposium seeks to increase the general awareness of today’s chef. Whilst an homage to quality, seasons, nature and knowledge, with this idea we also embark on a journey to enrich the soil of every chef’s understanding.
The total price for the two-day symposium is 1.500 DKK (approx. €200). This figure is inclusive of light refreshment and two communal lunches at the event. It also covers access to the nearby Bazaar area where a wide selection of top Nordic produce will be displayed for the public to buy and taste. Places are limited to just 250 as we want all the participants, speakers and audience to engage and interact. Tickets are reserved for chefs and farmers.
These are the confirmed speakers/demonstrators:
- Francois Couplan (researcher, wild plants),
- Hans Herren (president of Millennium Institute),
- Miles Irving (entrepreneur/forager),
- Stefano Mancuso (plant neurobiology),
- Harold McGee (scientist and author),
- Kamal Mouzawak (creator of Souk el Tayeb),
- Tor Nørretranders (author),
- Niels Stockholm (biodynamic farmer).
- Gaston Acurio (Peru),
- Andoni Aduriz (Spain),
- Alex Atala (Brazil),
- Massimo Bottura (Italy),
- Michel Bras (France),
- David Chang (USA),
- Magnus Nilsson (Sweden),
- Daniel Patterson (USA),
- René Redzepi (Denmark),
- Ben Shewry (Australia).
28.6.11
Chef Raymond Blanc embarca na onda farm-to-bar com o London Cocktail Club
chef Raymond Blanc
O mundo dá mesmo muitas voltas... Hoje em dia, a Inglaterra tem excelentes restaurantes, e não só em Londres. Muitos, até.
Mas antigamente, quando só se comia carne cinzenta, verduras passadas do ponto e batatas cozidas, os únicos que sabiam fazer haute cuisine eram os poucos imigrantes franceses. Os irmãos Roux, do Le Gravroche, por exemplo. E o grande Raymond Blanc, até hoje o chef-proprietário do Le Manoir aux Quat’Saisons, lendário restaurante e hotel de Oxfordshire inaugurado em 1984 que tem duas estrelas Michelin e é cotado como o sexto melhor do país em ranking publicado pelo The Sunday Times.
Mais recentemente, Blanc voltou ao centro das atenções ao apresentar reality shows de gastronomia na BBC, inclusive um chamado The Restaurant. Pois agora ele está entrando na onda dos cocktail bars que homenageiam a mixologia e os drinques “de mercado” feitos com frutas e ervas da estação, bitters caseiros, etc.
Ele abriu em dezembro o The London Cocktail Club Goodge St. em parceria com o vencedor da última série do programa, o mixologista JJ Goodman (que já é dono do London Cocktail Club original, na rua Great Newport, também em Londres).
Os coquetéis, naturalmente, têm um quê de gourmets. O Stone Fruit Sour leva gim Tanqueray, bitters de pêssego, geléia de abricô, limão prensado, licor de figo e clara de ovo. E o Pineapple & Passion Fruit Cobbler vai ser um frapê de abacaxi e maracujá com conhaque, rum, bitters e absinto.
Mas os drinques que já têm dado o que falar na imprensa inglesa, listados sob a categoria “Gastro Mixology”, são mais atrevidos. Goodman serve, por exemplo, um martini de bacon e ovo e um whisky sour negro, com lula de tinta.
A cozinha vai aos poucos avançando bar adentro... tema, aliás, da próxima seção de SABOR, na QG, que chega às bancas por esses dias....
The London Cocktail Club Goodge St.: 61 Goodge Street, reservas só pelo site: www.londoncocktailclub.co.uk
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